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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Já sei porque sou gorda

Desde que voltei ao Serviço, que ainda não consegui ir a natação, sempre que ponho o saco no carro, fico a trabalhar até tarde. 

Hoje já depois de me doer os dedos a trabalhar, ligo ao suspeito do costume a perguntar precisa mais de mim, resposta sim pode me ajudar... bora lá então que se o meu nome também vai no trabalho, há que suar a camisola, neste caso os dedos. 

A natação lá fica para outro dia, não amanhã que vou limpar a casa minimamente, porque quinta foi passar a tarde com a minha querida M&M e vocês ralhem com ela por não ir ao blog. 

Será que na Sexta consigo?! 

 

 

 

Maternidade tardia

Desde pequena que me lembro que queria ser igual a minha mãe, ser dona de casa, cuidar dos filhos e estar lá para eles. 

Desde cedo que a sociedade me pressionou para trabalhar e ter uma profissão. 

Depois existiu a pressão de tirar uma licenciatura que dê-se futuro e rendimentos, o pior erro da minha vida, porque assumo hoje que tirei a licenciatura errada. Adorei o que tirei mas em termos práticos serviu para muito pouco. 

Hoje em dia sinto-me como uma allien porque não tenho grande ambição profissional. Não gosto de desafios nem de pressões. Sim gosto de trabalhar e de me sentir útil, mas não gosto das exigências que me fazem que vão para além do meu trabalho, obrigando-me a estudar mais e a despender horas privadas nisso. Em algo que não vai contribuir em nada para melhorar o meu desempenho nem ajudar a produtividade. É o exigir por exigir porque é giro. 

Estou num local de trabalho onde vejo que as pessoas já não ficam pela licenciatura, a seguir é o pós-graduação, mais um mestrado, mais uma pós-graduação... Umas a seguir as outras... propinas para pagar, exigência laboral e o ordenado na mesma. E eu questiono-me sempre que mais valia aqueles conhecimentos lhes trazem a nível profissional. Muito poucos. 

Não sou contra a pessoa querer valorizar-se ou apreender mais ou ter outros conhecimentos. Sou contra quando sinto que as pessoas fazem muitas vezes por pressão. Lembro-me de um dia uma colega dizer que não podia fazer a pós graduação porque financeiramente não conseguia suportar as despesas. Mas ao fim de 2 semanas já se tinha inscrito na dita. 

Vejo médicos e vejo também a mesma exigência a seres lhe imposta, estudos e trabalhos para trás e para diante, enterrem a cabeça nos livros.... será que isso lhes faz deles médicos mais humanos e competentes ou bibliotecas ambulantes?! 

Depois leio este post... e concordo em tudo o que foi dito, que sim noto que tenho uma grande cumplicidade com as médicas que me seguem, porque muitas são mães e algumas a pouco tempo. E acabamos sempre por falar deles e todas nós temos os mesmos sentimos em relação aos nossos filhos. 

Noto mesmo que médicos que já são pais ou foram pais a pouco tempo são muito mais humanos, não me esqueço do meu cirurgião que pediu a equipa dele para vir me operar as 8 da noite, para eu ir ter com a minha filha o mais depressa possível. 

O que será da nossa sociedade se cada vez mais mulheres fruto da pressão da sociedade ambiciosa e materialista, tiverem os filhos cada vez mais tarde. 

Quantas colegas tenho eu com 30 anos e pergunto e filhos queres, sim mas não para agora, ainda tenho muito que visitar e ainda quero avançar mais nos estudos ou na carreira. Eu pergunto e então quando... respondem aos 35 começo a pensar nisso.

Eu só fico a olhar, se tiverem o primeiro filho aos 35 anos, com 10 anos terão 45 anos de idade. Com essa idade tinha a minha mãe quando eu tinha 18 anos e já sentia que havia muita coisa que ela não entendia por já se ter passado muito tempo. Com 20 anos terão 55 anos de idade e os filhos estarão na faculdade, altura em que é preciso maior apoio financeiro dos pais. Os filhos com 30 anos e os pais com 65 anos... bem se reformarem por aqui e surgirem os primeiros netos ainda conseguem os ver crescer durante algum tempo. A questão é que a sociedade se esquece que a fertilidade da mulher diminui bastante após os 35 anos... e já li que diminui a um rítmo de 5 a 10%. E cada vez a mais mulheres novas com problemas a engravidar quanto mais se esperarem até a essa idade. 

Mas parece me que os avós vão entrar em vias de extinção a este ritmo. 

A minha filha tem 2 avós e um avô vivos... e duas bisavós e um bisavô vivo. Mas quantas crianças tem este luxo de ter os avós por perto ou até de conhecer os bisavós?!