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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Relacionamentos duradouros

Vi esta temática aqui no Vlog e penso que já tinha mencionado esta menina anteriormente.

Ora bem este assunto já me deixou várias vezes a pensar no porquê de ser tão difícil das pessoas encontrarem a sua outra metade ou de conseguirem levar até ao fim um casamento. 

Primeiro já me apercebi muito que muitas pessoas confundem o sexo e paixão com o amor. Obviamente quando comecei a namorar havia aquela química, aquela paixão, aquele andar sempre aos beijos e sentirmos borboletas só de ouvir o outro a respirar e depois tudo começa a esmorecer, não é sinal que nos deixamos de gostar ou de amar... é apenas sinal que deixou de haver aquela novidade, ninguém conseguiria viver eternamente com a sensação de borboletas na barriga e com uma paixão avassaladora. 

Nunca conheci casal algum que chega-se aos 40 ou 50 anos juntos que me diga que ainda sentem o mesmo êxtase na cama ou de um simples beijo. 

O que se instala depois desta química deixar de nos toldar os pensamentos é o amor e as provas duras e difíceis a uma relação, se antes não víamos os defeitos agora vemos. Eles não apareceram do nada, a pessoa sempre foi assim mas estavamos toldados pela química e agora não. E aí sim é preciso muito amor e paciência e aceitar os pequenos defeitos do outro. Há que ceder mutuamente, há que respeitar-nos mutuamente. 

De todas as provas de fogo que vivi com o meu marido a pior de todas foi o aceitar a família dele e ele aceitar a minha, e é sempre como é óbvio um assunto sensível. No meu caso a família do meu marido é muito necessitada da atenção dele, ou perguntam muito por ele e querem até saber o que fez ou o que comeu, sim várias vezes a sogra perguntava isso... e isso magoava-me porque notei que inicialmente a família tinha ideia que eu era uma dondoca que nem cozinhar sabia... claro que com os anos e com o falarmos, a coisa mudou e a família dele também me soube aceitar. Da parte do meu marido ele aceitou e aceita muito mais coisas "más" do que eu tenho de aceitar. 

Quanto a finanças eu e o B tínhamos contas separadas quando começamos a viver juntos, e tinhamos uma conta conjunta onde púnhamos o dinheiro comum para casa... mas rápidamente vimos que tínhamos de mudar esta maneira de lidar com o dinheiro quando comprasse uma casa, que era o nosso objectivo. Uma vez que o B começou a ganhar muito mais que eu e se eu contribuísse de forma igual para a conta conjunta nunca teria dinheiro para mim. Acho que esta solução só funciona a 100% se ambos os casais ganharem o mesmo ou semelhante. Ou então tem de gerir muito bem a situação para que nenhum se sinta em desvantagem financeira. Pois o que notei em algumas mulheres que elas é que quiseram ter o seu dinheiro é que no final ficam prejudicadas, porque o marido ganha mais que elas, mas elas contribuem quase de maneira igual e acabam por ter pouco dinheiro para comprar a roupa ou ir ao cabeleireiro. 

Eu nunca me senti "mal" por ter conta conjunta, o dinheiro é nosso e é gerido como tal. Quando queremos comprar algo para nós avisamos e pomos na estimativa mensal e vemos se dá ou não para fazer essa despesa, obviamente que muitas vezes num mês eu compro mais roupa e o B já não compra tanta, mas se no mês seguinte é ele que precisa então compra ele e eu espero... ou então se tivermos muitas despesas de saúde ou extras com a M aí ninguém compra nada.

As prendas de aniversário até saem um pouco furadas, a não ser que compremos com o cartão de crédito (atenção que pagamos logo sem juros) e obviamente que o outro fica a saber quanto foi a sua prenda, pois temos uma folha de excel onde temos todos os nossos movimentos financeiros detalhados. 

Não me sinto mal pelo meu marido saber onde gasto o dinheiro e nem ele se sente mal. Somos um casal e não temos segredos um para o outro. O dinheiro que temos poupado é nosso e se um dia a coisa correr mal foi logo decido que seria dividido a metade e pronto. 

Para nós funciona. 

Quanto a rotinas obviamente eu faço mais coisas em casa que ele, mas ele nunca exige nada de mim. Tenho empregada após a M ter nascido e isso abrandou um pouco o meu cansaço e também algumas brigas que tínhamos porque eu andava sobrecarregada. Ele ajuda sempre no que pode ao fim de semana. 

Quanto a educação da M sempre tivemos de acordo já antes de a ter a forma como a iríamos educar e algumas coisas que iríamos ou não fazer ou tolerar. Claro que vamos nos moldando a criança e as circunstâncias... já houve várias vezes que ele me chamou a atenção ou eu a ele quando a achamos que estamos a exagerar... só falta é uma parte é deixar de o fazer a frente da M porque ela já não é um bebé e entende. Antes era mais fácil ela chorava se eu dava mais colo e o B achava que era manhã dizia olha que eu acho que a devias de a deitar no berço e esperar um pouco e eu fazia não muito contente mas fazia porque a filha não é só minha. E se hoje ela dorme na cama dela sem colo é graças ao B e não a mim. 

Enfim, não sei bem explicar a dinâmica do B e minha... Sim ando muitas vezes a turras com ele, ele tem muita paciência para mim... sim as birrinhas que temos é porque a roupa está no chão e não no cesto... ou estamos atrasados porque a cozinha esta por arrumar e o almoço por fazer porque eu fui na cantiga dele do já se faz e pronto.... mas que todas as nossas birrinhas sejam por isso... 

O "problema" de saúde da M também nos fez aproximar muito e relativizar muito enquanto casal os problemas. A casa não está decorada como queremos, deixa lá o importante é o bem estar dela e ela ser feliz e nós também... a casa esta mais desarrumada deixa-lá que a vida é para ser vivida e não sabemos o dia de amanhã e temos de o aproveitar e não passar os bons momentos de vassoura na mão. 

A intimidade após filhos podia ser melhor, podia sim, mas o diálogo e o respeito são muito importantes, muitos homens tem a tendência de acusar as mulheres de falta de sexo, falta de iniciativa mas esquecem-se que os preliminares iniciam-se antes de sequer haver um toque... um homem ajudar cuidar do jantar ou da cozinha ou dar uma folga a mulher e ser ele por um dia a tratar do jantar e dos miúdos faz mais sucesso que 30 ou 40 min de carícias... fica ai a dica para os mais distraídos.