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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

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Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

O desfralde e a creche

Posso vós dizer que a M estava muito motivada e segundo tudo o que li estava preparada para o fazer... mas encontramos um grande impedimento no desfralde da M. A creche.... falei diversas vezes com a educadora no sentido que a M já ia e era ela que demonstrava o interesse, expliquei que gesto ela fazia... tudo e mais alguma coisa... a resposta era sempre a mesma ela não pede a elas. 

O tempo foi passando e quando finalmente tivemos férias notei que a M perdeu o interesse, não a recrimino, de facto em casa ela pedia e depois na escola não havia o trabalho nesse sentido. 

Mas o meu pior receio aconteceu, notei que havia meninos da idade da M que já iam a casa de banho e faziam o desfralde. Por isso não podia ser o factor idade que ela deu-me uma das vezes como justificação, que o regulamento da creche apenas permitia o desfralde activo após os 2 anos e em período de verão... o que significa que a M como nasceu em Novembro só seria feito com quase dois anos e meio e não pela iniciativa da criança (algo que eu não sou a favor). Então fiquei ainda mais baralhada... pior ainda quando regressei de férias e por duas vezes seguidas a M viu-me chegar e pediu coco... a resposta das auxiliares presentes foi "não tens nada cocó que ainda agora mudei te a fralda" ou irem ver e dizer que ela não tinha cocó. Eu educadamente relembrava que era a forma como ela pedia para ir a sanita... e elas nada e acaba por ser eu a leva-la ao bacio da escola. 

A reunião da escola foi ontem e eu pensei vou falar sobre isto, mas quero provas, então fui falar com a mãe de um menino mais velho dois meses e perguntei como estava o desfralde, ela disse que mal, que ele não pedia, mas elas insistiam que tinha de ser porque a sala estava TODA a fazer o desfralde, eu disse que não e disse até que a M pedia mas a educadora me disse que a M não participava e não falava com elas. Alias ela insiste sempre em dizer que a M não fala e não participa. O que me dá uma vontade enorme de lhe gritar e dizer que ela tem de adequar as brincadeiras a todos os membros da sala, se tem uma criança com menos vocabulário não pode ter o mesmo tipo de comportamento que tem para uma mais velha e que fala. 

Eles seguem o método High Scope, que eu tive a pesquisar e todos agora seguem esse método... mas não sei até que ponto é um método bom para a M. Gosto que eles ensinem pelo optimismo, do tipo a criança diz miau e a educadora responde: "boa é um gato", ou seja corrige de forma positiva e não do tipo "não é um miau é um gato"... mas não gostei da parte que agora na sala dos 2 anos eles passem o dia a fazer o Planear-fazer-rever, ou seja a criança escolhe o que quer fazer, faz e depois senta-se a rever com a educadora o que fez, é ai que ela lhe vai tentar ensinar algo pela reflexão e dialogo. Ora se a M não fala para elas, para mim ela fala. Como é que esperam que ela aprenda?! Ou ganhe vocabulário?! Para mim isso vai a fazer ficar no seu mundo a brincar. 

Depois estão sempre a dizer que aceitam sugestões, eu sugeri que no final da semana, numa folha entregue aos pais dissessem que actividades preferidas os meninos tiveram, ou que conceito aprenderam naquela semana... isto para que os pais em casa fizessem o reforço positivo das mesmas regras ou aprendizagens.... resposta da educadora, não gostamos de enviar trabalhos para casa (eu não falei em trabalhos para casa), que aprendizagem é livre e não estruturada.... e que qualquer coisa é só perguntarem que eles respondem.... 

Morderam a própria língua porque agora vou ser chata, ai querem que pergunte e marque reuniões com a educadora, está bem vou o fazer... porque quero mesmo perceber se existe alguma evolução na M na creche.... esta naquela escola desde os 6 meses, e desde que foi para a sala de 1 ano com a educadora X, que as diferenças que vejo na M são só a nível de independência, que nisso eles são excelentes a ensinar os meninos a serem independentes, mas ouço sempre que a M não participa nas actividades que envolvem perguntas ou dizer o nome ou sequer levantar o dedo e em sinal de presente.

A educadora é a mesma portanto já estou a dar um ano de evolução e vou me manter muito atenta porque estou descontente... atenção eu não quero que a minha filha seja uma máquina, mas o que eu noto é que eles dão mais atenção e elaboram actividades de acordo com as capacidades dos mais velhos... olha que bonito, a criança tem pouco vocabulário (são 3 a contar com a M) e vê os outros a responder tou aqui, ou até a ter grandes diálogos, como se sentem os que não conseguem se exprimir da mesma forma?! 

Depois nas férias com os pais a M evoluiu imenso na fala, porque eu e o pai seguimos o método antigo, que é olha M o céu é azul, olha e ela olhava e ao fim de um ou dois dias a fazer esta expressão de vez em quando a M aprendeu o azul e o verde... e atenção ela geralmente tem vergonha do meu pai, mas eu disse para ele fazer as perguntas certas e ela respondeu-lhe... e o meu pai até a viu a imitar contar, do tipo 1,3, 7, 10. 

Contei a educadora e a resposta é sempre mas ela aqui não diz, juro que qualquer dia grito com ela e digo mas você tirou o curso onde, senão diz assim cabe a si criar estratégias para ela o fazer... e eu não vejo evolução e eu pago para ela ser bem cuidada e para brincar mas também para ela aprender e não para ouvir o mesmo. 

Em relação ao desfralde, confrontamos a educadora que ainda na apresentação da reunião disse que o desfralde estava quase todo feito nos meninos de dois anos, faltando os que iam fazer dois no inverno ou que fizeram agora... meteu os pés pelas mãos e a parte confrontamos com isto... começou por dizer que aquele menino antes pedia que ela jura que ele pedia mas que agora bloqueou e foi isso que a mãe queria me dizer... mencionamos que a vimos pedir e que a ignoraram, deu a desculpa que as 17h é altura de confusão e já tem menos auxiliares, o meu marido aqui não respondeu, eu estava a conversa com o professor de música. Porque o que eu teria dito era problema o seu contratem mais auxiliares, e agora garanto que quando ela disser de novo eu vou exigir que uma delas vá a casa de banho, vou mesmo dizer, não ouviu a M a pedir... ou se disserem ah mas n é bem pedir, eu atiro e digo então e quando ela começou a comer com o garfo teve de pedir que queria comer com o garfo ou vocês puseram lá o garfo e tentaram ver se ela imitava os meninos mais velhos....  

A Reunião terminou com um eu referir "ok mas se a M pedir vão com ela mesmo que seja inverno, a roupa é da minha responsabilidade e não vossa". A educadora diz que é contra o regulamento porque é incomodo para a criança ficar molhado no inverno...dá uma vontade de esfregar o livro dos especialistas que dizem que o desfralde faz-se o ano inteiro e não só quando é Verão... terminou com ela a dizer que ia estar mais atenta as necessidades da M. 

O meu marido acredita que eles vão mudar, eu duvido muito, mas meteram-se com a pessoa errada porque pelo bem estar da M vou ao fim do mundo... e sim eu sei que a M é igual a mim, eu sei que ela é tímida e tem tendência a não falar, sei que é preciso trabalhar muito individualmente com ela... e é isso que eu acho que esta escola não tem capacidade para o fazer.... depois em relação ao desfralde eu tenho a minha teoria bem assente... que foi eles começaram com grupos de 2 e de 3 alunos, a turma é pequena e quando já tinham todos os meninos com mais de 2 anos sem fralda e ainda estava calor decidiram pegar em dois da idade da M, uma menina e um menino... a menina correu super bem, o menino correu mal e a mãe ficou furiosa. E pronto ficaram com medo e não avançaram mais. 

 

Para verem bem, gostei mais do método de ensino do professor de música que deu exemplos reais de brincadeiras que fazem, desde jogos didácticos no pc onde tem de adivinhar o animal, mesmo que a M não diga ouve o nome dele. E depois ensinar lengas-lengas e cantigas sobre lavar dentes, comer sozinho, ir a casa de banho. Ensinar a expressarem-se pela música... A M só teve duas aulas e eu assim que ouvi uma música trabalhada por eles (na reunião) reconheci logo o que a M em casa me vez com as maracas, ela imitou o ritmo na perfeição... antes abanava uma e outra descoordenadamente e agora abana as duas ao mesmo ritmo. E hoje disse a "M tem música hoje" e o sorriso dela abriu-se logo. 

Não admira, parece que o método como o professor lhes ensina o mundo pela música se adequa mais a M que se sente incluída. 

 

Desculpem o desabafo enorme, mas é algo que iria fazer comichão a qualquer mãe se o mesmo se passe-se com os seus filhos. 

E claro o dilema põem-se sempre, se trocar de escola vai ser melhor ou pior para a M... mas felizmente conto em pedir a opinião e a ajuda de um familiar que é psicólogo educacional.