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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Realizada pessoalmente e profissionalmente?

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 Graças a este post  fiquei a pensar de facto na realização pessoal e profissional. Sim é de facto uma balança díficil de equilibrar. E a minha tende toda para a realização pessoal, já que na profissional sinto que falhei à grande, não consegui emprego na minha área e até desisti de seguir essa área em prol da minha realização pessoal (que para mim era a mais importante de todas). 

Mas lembro-me perfeitamente de me sentir um alien quando revelei na faculdade que só iria para o estrangeiro com o meu namorado e uma das minhas colegas de faculdade dizer que isso era um absurdo. Que os namorados vão e vem e no final a tua carreira é mais importante que isso... 

E eu na altura fiquei parva e disse que não, a reforma vem e o mais importante não é os teus feitos, mas a família e amigos que tens a tua volta. 

Contudo pelo post acima vejo que a nossa sociedade pressiona-nos a escolher sempre a realização profissional, temos que ser bem sucedidos, temos de alcançar o sucesso naquilo que fazemos e sermos os melhores. E já agora o ouro sobre o azul amar o que fazemos. 

Ao longo da minha vida (29 anos) encontrei diversas pessoas, mas as mensagens que me fizeram mais luz foi a da minha orientadora de estágio, com quase 45 anos numa depressão profunda, dizia que se sentia incompleta, apostou a vida toda numa vida profissional, que a vida profissional era mais importante... mas agora com uma filha de 3 anos sentiu-se posta de lado e deixou de progredir e passou a detestar o seu trabalho... e a mensagem que me transmitiu foi, descobri que posso ser feliz a fazer várias coisas na minha vida e metade nem sequer envolvem estudos. Naquele momento a sua vida era feliz a fazer crochet e bijutaria e a ver a sua filha crescer, não fosse o dinheiro e o pai da criança ter largado tudo para ir trabalhar num acção humanitária e ela poderia realmente fazer o que lhe fazia feliz naquele momento. 

Depois a outra lição de vida que tirei foi com uma senhora as portas da morte, consumida pelo cancro .... Passamos a vida toda a olhar para o lado, que devíamos ser mais magras, mais bonitas e ter mais coisas na vida, quando acabamos todos numa cama de hospital sem ninguém ao lado. 

A mensagem que estas pessoas me transmitiram foi que a vida profissional acaba quando os outros acharem que tu estas acabado. Muitas vezes as pessoas nem tem oportunidade de se sentir realizados porque aquilo que sonharam ser não lhes está ao seu alcance (como no meu caso), como o que achavam a seguir que podiam ser, deixa de fazer sentido... ou então é o dinheiro que nos impede de investir naquilo que gostaríamos de ser ou de fazer. 

 

Eu se tivesse muito dinheiro, tinha uma livraria ou trabalhava num livraria. Ou aprendia a tirar fotografia e tirava o curso de maquilhagem profissional... E trabalhava sem preocupações financeiras. 

 

Tirei a licenciatura a espera de vir a ser algo que não vim, entrei na Mary Kay como escape a minha vida profissional onde aprendi que adoro maquilhar, contudo a Mary Kay já não me satisfaz... e o que penso que me faria feliz será que me fazia mesmo?! 

Quantos de nós se dão ao luxo de dizer que amam o que fazem diariamente?