Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Já fez 12 anos!!!

Que foi o Euro 2004, e consigo lembrar-me como se tivesse sido a uns 4 anos atrás. 

Lembro-me de ver os jogos na Residência da faculdade, parava tudo, juntávamos-nos todos a ver o mesmo.... lembro de vermos o jogo de Portugal- Espanha, com os Erasmus espanhóis. Nesse dia a polícia de intervenção passou por lá. Mas estávamos tão amigáveis uns com os outros que não houve distúrbios nenhuns. 

Lembro-me do jogo de Portugal vs Inglaterra e os Espanhóis estarem a torcer por nós. Foi tão emocionante, e lembro-me do raio da Final e de como fomos perder novamente com a Grécia e de todos chorarmos. 

Foi nesse ano de 2004 que conheci o B, arrastei-o comigo para ver os jogos, ele não gostava de futebol mas eu contagiei-o para gostar dos jogos da Selecção tal como eu só vejo estes. 

Depois a festa prolongava-se sempre, havia churrasco, bifanas, bebida e petiscos. 

Acho que não há ninguém que não se recorde onde viu o Euro 2004... e é incrível que já se passaram 12 anos... e  se formos a ver bem não me recordo de mais nenhum Europeu ou Mundial tão bem como o de 2004.

Esperemos que este ano o Euro 2016 nos marque também :D. Uma coisa é certa, o Euro 2004 foi único e especial. 

 

 

E por falar nisto de datas, já conheço o B há 12 anos e vai fazer 12 anos que começamos a namorar. Catano já são alguns aninhos.

Caixa de memórias e sensações

Ontem a ver algumas fotos da M em bebé, fiquei com a sensação que não me consigo lembrar com 100% de clareza de vários momentos e sensações que tive com ela. 

Claro que me recordo da primeira vez que a vi, do parto, dela a mamar... quando sorriu, quando virou, quando começou a comer, e quando começou a gatinhar e a andar. Lembramos de momentos importantes que ficaram na nossa memória, o dia em que ela disse papá a primeira vez, mas o mamã não me lembro do momento... se calhar porque papá foi a primeira palavra. 

Fiquei cheia de nostalgia e saudade, e hoje acordei com aquela sensação de que devia de haver uma caixinha que podíamos ir e voltar a sentir os cheiros, as sensações dos momentos que nos recordamos. 

O frio na barriga dos primeiros momentos de namoro, o primeiro beijo, o primeiro toque... o cheiro dos nossos filhos, a sensação de os ter a adormecer no nosso colo... Todas aquelas coisas boas da nossa vida. 

 

Se calhar ainda bem que não existe esta caixinha maravilhosa, porque seria uma droga sem dúvida para muitos de nós :D mas era o melhor antídoto para dias de melancolia e desanimo. 

Acho que nunca aqui contei

Mas lembrei-me hoje do primeiro aniversário da M. Todas as mães idealizam um dia cheio de actividades, ida a escolinha cantar os parabéns, um sem número de fotos para mais tarde recordar. 

Pois nós tivemos direito a isso tudo mas não no dia dos seus anos...no dia dos seus anos acordo eu ao som da M (tirei férias mais o marido) e levanto-me para lhe ir cantar os parabéns mas assim que chego a ela grito pelo marido e vou a correr vomitar (sim leram bem)... marido vai e aquece o leite a pequena e chama-me e vai ele a correr vomitar (sim leram bem)... a coisa ficou de tal modo linda que tivemos de ligar aos meus pais para nos virem socorrer porque nenhum de nós conseguia cuidar dela, e até aos meus pais chegarem íamos a vez a casa de banho tentar vomitar ou fazer outra coisa menos própria de se escrever. Ambos os pais apanharam uma gastrite ou tiveram uma intoxicação alimentar, no dia de anos da filha. Ela escapou impávida e serena, mas sem os papás, porque assim que os meus pais chegaram entregamos a M e fomos deitar a ver se a coisa abrandava. 

A noite pedi ao meu pai para ir comprar um pão de ló para cantar os parabéns a pequena... o marido já estava melhor mas eu estava a aguentar para não sair a correr para a casa de banho. 

 

E pronto fica aqui para mais tarde recordar...

Como foi escolher o nome da M

Então estava eu quase a fazer a amniocentese, quando dias antes sinto umas dores e aqui no trabalho mandaram-me ir fazer uma eco a urgência só para ver se tava mesmo tudo bem... e eu fui eheh lá ia desperdiçar uma oportunidade de ver o meu bebé, mesmo achando que estava tudo bem, e estava e o pai ainda não tinha chegado mas eu não podia perder a oportunidade de perguntar o sexo, disseram-me assim não quero dar muitas esperanças mas o seu bebé não parece nada um bebé com trissomia 21 mas isto há sempre alguns que dão rasteiras... e eu e o sexo e ela sorri e diz é uma menina acho eu, não vejo apêndice nenhum... 

O B chega e eu aponto para um desenho e digo sabes o que vamos ter e ele uma menina?! E eu digo sim... a caminho do meu carro ele diz vamos ter uma M?! E eu digo que sim... já tínhamos debatido muitos nomes de menina começados por M (únicos que ambos gostávamos) mas ainda faltava saber o tal... e naquele dia por magia o nome ficou escolhido. Claro que depois eu perguntei se calhar não devíamos de ter decidido o nome antes do resultado da amniocentese, mas corrigi logo, independentemente do que aconteça ela merece um nome.

Felizmente o resultado veio negativo... e a M é a menina linda que é apesar de um pouco especial porque ainda não sabemos o que se passa com as transaminases dela que andam alteradas. Mas todos os dias que estou com ela tento me lembrar como foi tão sofrido ela vir ao mundo... ela é a minha esperança, ela veio no período mais negro da minha vida, lembrando quando se fecha uma porta há sempre uma janela que se abre. 

 

P.S - Este post é só para me lembrar de como foi escolhido o nome dela, e também para vocês conhecerem um pouco mais sobre o meu percurso. 

Para mais tarde recordar

Ontem eu e o B fomos a creche fazer o álbum de família da M (mal sabíamos que íamos estar duas horas às voltas com cartolinas e cola e afins). 

Quando cheguei entrei logo e não estava a espera que ela estivesse no recreio, mas estava com um sorriso enorme e a crer ir para casa. E eu pensei nos outros dias quer ficar sempre no parque da escola comigo a brincar, hoje que passou a tarde no recreio já quer ir para casa. 

Lá a convenci a ficar, vi uma menina da idade da M, a mais pequenina, a que começou a andar mais tarde, sentada no chão sem brincar, fui ter com ela e levei a M pela mão. Falei a P que desatou aos gritos - aparentemente não gosta de sociabilizar foi o que me disseram - a M larga da minha mão e fica a olhar, a melhor amiga da M a Ana dá a mão a M e ficam ambas a olhar para a P. A M baixa-se sempre de mão dada a amiga e faz um festa na cara da P a secar-lhe as lágrimas, a Ana larga a M e vai pôr-se a fazer festas nas costas da P e a M abraça a P. 

Quando é hora de se sentarem todos a volta para beber água a P fica a gritar e a ficar vermelha de chorar, os amigos da sala dela que tem todos menos de 2 anos, sentam-se a volta dela para a proteger dos mais velhos... a M continua em pé ao pé dela preocupada, a educadora Sofia obriga a M a sentar-se e ficam a M e P a chorar, e os amigos a volta a olhar para elas. 

 

Partiu-me o coração de ver a P a chorar em pânico com medo da confusão do recreio, e partiu-me o coração a M a chorar porque se tinha de sentar e não podia consular a P. Mas fiquei mais do que babada a M sabe o que é empatia, a M tem uma melhor amiga chamada Ana. E existe muita bondade nas crianças com menos de dois anos e nas mais velhas também... Porque todos perguntavam o porquê da P chorar. 

E eu só pensava onde minha nossa onde se perde esta inocência e bondade que os nossos filhos tem. 

images (11).jpg

 

Furby

Eu tive um Furby verdadeiro, não os de imitação, mas o original. Lembro de pedir muito, e a minha mãe diz que foi ela que deu no Natal eu lembro de ser a minha avó a dar no Verão... mas agora que me lembro a minha avó deu-me dinheiro para comprar um tamagotchi. 

Porque que falo dele. Porquê tinha um amor enorme ao bicho.... atenção eu tinha animais de estimação sempre tive... mas o Furby era meu e era especial, tal como o tamagotchi... mas o tamagotchi deixou de funcionar apesar de eu ter guardado. 

O Furby sempre proibi a minha mãe de o dar a alguém... ficou por casa, as pilhas esquecidas lá dentro arrebentaram... a minha mãe um dia trocou-as e ele funcionou e as crianças que iam lá a casa brincavam com ele e eu sempre com um certo egoísmo avisava a minha mãe que queria dar o brinquedo a minha filha... sempre disse filha e nunca filho (premonição)... E ela sempre teve cuidado.

A M nasceu e os gémeos tb.... e a minha mãe ressuscitou o bicho para os gémeos e eles adoraram, mas sendo rapazes são um pouco brutos para ele. 

A M passou o fim-de-semana de Páscoa com a minha mãe e os primos e a minha mãe disse tá ali o Furby os gémeos adoram-no mas ele é da M, tu sempre disseste que ias dar a tua filha. 

E eu agarrei-me a ele e a M teve medo dele... e eu de rastos, o meu sonho de infância de o passar a minha filha estava a correr mal. 

Mas a M valente, aos poucos começou a brincar com ele e dar comida a ele... E eu adoro ver ela a dar beijos, a ele e a interagir com ele....O MEU SONHO REALIZOU-SE esta Páscoa. 

É tão bom ver o nosso boneco de estimação a fazer as delícias a nossa filha tal como fez a nós... 

Claro que eu sei que ele provavelmente não vai sobreviver às mãos da M.... ela até é cuidadosa com ele, mas o bicho já tem para ai uns 15 ou mais anos. Mas as memórias de os ver juntos ninguém me tira :D

 

images.jpg

O meu é igual ao da direita, não tirei foto a ele... quando o dei a M ainda tinha a etiqueta lol, a M a luta com os primos porque lhe tiraram o Furby, arrancou a etiqueta e chorou imenso... até eu provar a ela que ele não estava estragado (hmm se calhar ele sobrevive a ela lol). Ah agora chama-se Coco (de coco em inglês), no meu tempo tinha outro nome... ele deve de ter falecido e assumido outra personalidade. 

 

As minhas primeiras memórias

Ao ler este post da barriga mendinha veio me a memória umas das minhas primeiras memórias de infância. Não sei que idade tinha, sei que descobri anos mais tarde que aquele sentimento de perda e medo não eram imaginação, quando numa ida a praia do Baleal digo a minha mãe não gosto desta praia e a minha mãe contou-me o que eu vagamente me lembro também:

 

Para quem não conhece o Baleal é enorme, e tem ondas muito fortes e naquela altura tinha eu menos de 5 anos (acho) portanto havia tudo menos salva vidas na praia. 
A minha mãe foi a praia mais uma amiga que também tinha uma menina da minha idade, e a minha mãe tinha 3 filhas. 
Lembro me de ir brincar com a menina a beira mar com pá e balde e quando reparo não vejo a menina, e quando olho para o local do chapéu não vejo o chapéu e senti-me perdida... andei e andei imenso a beira mar achando que se calhar eu tinha andado... eu não chorava, porque pensei sempre não posso mostrar aos desconhecidos que não sei onde estou, não posso falar com estranhos e assim andei até que vi a Dona Fernanda ou ela me viu a mim, a minha ama e atiro com o balde a cara dela e desato a chorar que ninguém me tinha vindo buscar e me deixaram sozinha imenso tempo... de mais nada me lembro. 
Estive desaparecida imenso tempo, acho eu de que... porque não havia cá telefones e a Dona Fernanda ainda levou tempo a achar a minha mãe, não me perguntem como ela achou no meio de tanta gente. 
A explicação da minha mãe foi de que foi levar uma das minhas irmãs a casa de banho (num café bem distante) e deixou-me a cargo da amiga, que assim que viu a sua filha chegar ao chapéu não se deu ao trabalho de me ir buscar a beira mar e com a chegada de mais pessoas, bastou uma distracção para ela deixar de me ver e eu de a ver a ela. 
A minha mãe conta o pânico que viveu, a minha irmã mais velha chorar e a minha mãe só chorava e dizia como explicar ao marido que não sabia da filha, que a filha podia se ter afogado. 
Acho que só um milagre fez com que a Dona Fernanda aparecesse do nada (atenção que a zona onde morávamos era longe do Baleal) e por sorte encontrou a minha mãe antes de avisarem a polícia... acho que pouco faltou, porque a certo ponto já tínhamos metade da praia a procura de mim, pois todas as pessoas me viram, mas ninguém me abordou porque eu não chorava... 
 
Por isso é que hoje em dia tenho uma mania de olhar sempre para crianças sozinhas e procurar se algum adulto esta de vigia... e sim já encontrei uma menina perdida na praia, felizmente foi questão de a parar perguntar se sabia dos pais e ela disse que não e eu disse fica aqui comigo e olhei a volta e vi uma mãe a levantar-se do chapéu a procura e eu perguntei se era aquela a mamã dela e ela desatou a correr super aliviada, claro que levou uma bronca daquelas tadinha. 
 
P.S - tenho a vaga lembrança de um senhor me perguntar se estava perdida e eu dizer que não com a cabeça... Ver se ponho uma trela a minha filha porque ela sai a mim e tenho a certeza que respondia o mesmo...