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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Nunca pensei

Quando temos ou planeamos ter filhos, pensamos sempre no tipo de educação queremos dar. Temos ali umas directrizes e pensamos ah ah isto é fácil. Eu e o meu marido sempre fomos a favor de estimular uma criança q.b. Ver bons desenhos animados, ouvir inglês, ler livros todas as noites, ler inglês e português. Mas tudo muito suave. Quando fosse para a escola ajudar e envolver q.b na suas novas actividades e incentivar e apoiar nós trabalhos. Não fazer da escola uma obrigação mas mostrar o lado divertido da mesma. Sempre reparei que os livros de actividades eram giros para os 5/6 anos e não percebia como certos pais não usavam esse tipo de ferramentas para ajudar quem tem mais dificuldades. Bem as revistas do panda e afins tem desafios interessantes. Claro se derem só para as mãos da criança está vai é brincar com a prenda e não vai aprender nada de novo. Tudo começou com a M ver o pai a ajudar a prima com os trabalhos de casa. Depois teve direito a uma recompensa por ter tomado um antibiótico todo sem o deitar fora, sim teve um que era muito mau e ficou com a neura que sabem mal não engulo. Bem resolvemos a questão com o calendário e dissemos que no final por se portar bem escolhia uma prenda. Então disse ao meu marido para a levar a papelaria, escolheu a revista do panda. Chegou a casa e só prestou atenção a guitarra. Eu fui ver a revista e descubro que com orientação a M já saberia responder às perguntas. Pensei um jogo ou ficha por dia, qual que abri a caixa de Pandora quis fazer tudo num dia.....e depois todos os dias quer aprender mais. Pede para mostrar como se escreve palavras, se lemos pergunta que letras estão ali. Quer contar o número das páginas em português e em inglês. Fiquei em pânico e disse ao B que ok eu sei que no primeiro ano de pré escolar aprendem o nome e tentam escrever, aprendem cores e formas geométricas. Mas a M quer mais do que isso. Fomos ver e já existe livros de actividades para os 3/4 anos já compramos mas estão escondidos. A M este fim de semana aproveitou a tia e pediu para ela escrever nomes, vi a aprender a contar pelos dedos para saber responder a um jogo....e só pensei não nos preparam para isto tem 3 anos e não sabemos se devemos incentivar ou ignorar....neste momento o marido é da opinião que devemos responder a curiosidade dela...que existe muito para aprender, não devemos puxar por ela. Apenas respeitar o seu desejo de aprender. E só de pensar que quando estava atrasada na fala e de como era muito parecida com a prima que tem dificuldades escolares. De repente do nada com a mudança de educadora a M está mais parecida com a minha irmã mais velha. E com outros elementos do lado do pai como um primo que aprendeu a ler aos 4 anos por iniciativa própria. Isto de ter filhos é mesmo ser apanhados de surpresa constantemente. Em relação a educadora a outra saiu por licença de maternidade e do meu ponto de vista é mais rígida do que a nova....até vir a nova a M só falava na auxiliar agora fala nas duas. E de facto fazem menos trabalhos estipulados e orientados. Vai ao encontro do que eles gostam de fazer e ensina. No outro dia viram um filme e pediu para fazerem um desenho sobre o filme, perguntou o que era é escreveu no desenho o que eles imaginaram e interpretaram do filme e deu aos pais. A outra educadora só nos entregava os trabalhos numa pasta e eram trabalhos orientados e que estavam ligados ao currículum estipulado. Esta de certo que também faz o mesmo mas se eles no horário livre pedem para fazer algo que trouxerem de casa como um livro ou filme aproveita e usa esses momentos para estimular a imaginação e o gosto por aprender.

Coisas que me fazem confusão

Espero não ser crucificada, mas faz-me muita confusão crianças com 3 anos ainda mamarem, e não é só uma vez é de manhã, ao fim do dia, para adormecer e ainda algumas vezes por noite. E a mãe achar isso a coisa mais natural do mundo....o leite de manhã e a noite antes de dormir não me faz confusão. Mas o dar várias vezes a noite faz-me sim confusão...não se trata de uma questão de alimentação mas sim e peço desculpa de vício, conforto o uso da mamã como de uma chucha. E essa é outra crianças com mais de três anos ainda usarem chucha para todo o lado.... Faz-me confusão num grupo de amamentação dizerem que é normal um bebé passar duas ou três horas agarrado a mama, que não, um bebé não faz da mama chucha. Desculpem mas um bebé por norma em 15 a 30min obtém o alimento...num pico de crescimento pode pedir leite mais vezes....Mas daí a dizer que é normal o bebé a noite se agarrar a mama e n deslagar é perfeitamente normal, isso faz-me muita confusão. Não digo para dar logo chucha, mas também não dar logo mama para resolver um choro....aliás quando tem fome antes de chorar mostram pela expressão facial e mãos que estão a procura da mama....o outro choro pode ser cólicas, medo, frio, pedir carrinho ou birra de sono....claro que o caminho mais fácil é oferecer a mama....ou por na cama com a mãe... e o que me faz mais confusão é dizer que é tudo natural mas passado um ou dois anos, que os filhos não dormem independentemente, que a mãe não dorme uma noite de sono completa a mais de três anos e se queixa, não gosta de ouvir que houve uma altura em que se esqueceu de dar asas ao filho...é tudo natural, mas até nas tribos mais naturais como a norma é ter filhos com diferença de 9 a 18 meses o normal é o filho deixar de mamar para dar lugar ao novo bebé...natural mas em documentários de BBC vida animal vemos mães mamíferos recusarem dar mama a determinada altura porque os filhos já tem idade para ser independentes. Hoje em dia caímos em excessos, as mães que nem tentam dar....e as mães que se recusam a perceber que os seus filhos já são crianças e não bebés. E com isto o excesso arrasta-se com desculpas para mau comportamento....desde ver crianças tentarem bater nos pais, e atenção todos passam por isto....Mas muitos pais ignoram ou só dizem n se faz, ou castigar e depois a criança chorar e o outro progenitor dar mimo....sim ser pai ou mãe é super difícil, eu própria quando ouço a minha filha chorar e vir ter comigo não lhe dou mimos até olhar para o outro progenitor ou familiar e ver pela expressão o que fez....se fez mal calmamente falo com a M, e pergunto o que se passou e porque que o pai ou tio está chateado....sim às vezes custa imenso, até porque quem está por fora está com a cabeça calma e o castigo até pode parecer exagerado, mas o outro progenitor tem a cabeça quente e só ele sabe o que aconteceu...e quando falo em castigos não são físicos mas sim um time out a um canto ou quando tem idade para perceber não deixar fazer qualquer coisa que gostem nesse dia....Mas claro para resultar é preciso conversar com a criança após a birra ou o choro passar. Infelizmente o que eu vejo é pais darem desculpas, aí é o sono, ou ela queria muito um brinquedo. A do sono até pode ser verdade, mas aí o melhor é levar para o quarto e por a dormir, se tiver três anos quando acordar vai se lembrar sim que bateu em alguém. A M tem três anos e lembra se de coisas que aconteceram a três meses atrás... Claro que estando eu grávida agora é mais complicado ouvir a M chorar, fico logo com lágrimas nos olhos, mas tento sempre racionalizar e perceber se ela tem razão ou se está a chorar porque foi repreendida, se resulta sempre, não tenho dias que me esqueço e digo ao marido que podia ter lidado com a situação com mais calma....Mas nessas vezes o que acontece é logo a M tentar levar a dela avante porque vê a mãe como aliada.

Como preparar as crianças para uma sessão fotográfica?

 

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Uma das coisas que a maternidade trouxe para a minha vida foi a experiência de viver certas situações de forma diferente, porque, sendo mãe, as minhas prioridades e o meu foco alteraram-se completamente. A rotina diária já não é o que era (imaginem agora como são as minhas idas ao supermercado!) e toda a minha vida deu uma volta de 180 graus…para melhor! De facto, os filhos são o melhor que podemos ter na vida e revolucionam-na de uma forma impressionante!

Há muito tempo que quero fazer uma sessão fotográfica em Lisboa com a M, mas de facto o tempo foi passando e já não é um bebé, mas sim uma menina cheia de personalidade, que quando tirada do seu meio ambiente e rotinas pode acontecer o drama, é só relembrar os Açores que tenho adiado. Imaginado que os vossos reguilas são como a minha e fazem-se de tímidos e difíceis na hora dos flashes com estranhos (principalmente naqueles grandes eventos, como os casamentos e os baptizados) aqui transmito uns truques que um fotógrafo me ensinou:

 

  1. Distraí-las com algo: Quando as crianças estão muito irrequietas e aborrecidas, o que acontece imensas vezes, então uma boa solução é distraí-las com alguma coisa, por exemplo, com um brinquedo, com um peluche, ou até com um animal. Se for o favorito delas, melhor ainda. Assim, já se conseguem acalmar e já lhes podemos tirar as fotografias que tanto queremos.

 

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  1. Deixá-las vestir uma roupa que gostem muito: Nem sempre é fácil, especialmente nas alturas das grandes festas de família, arranjar a roupa ideal para os pequenos. Quer dizer, ideal até pode ser, mas só aos nossos olhos. Uma coisa que tenho reparado é que as crianças começam a mostrar a sua personalidade muito cedo, nomeadamente no que diz respeito à roupa. Às vezes, parece até que exigem usar isto ou aquilo, e, quando nos parece uma escolha descabida, lá temos nós que fazer os papéis de vilãs! Por isso, conhecendo bem este drama familiar do dia-a-dia, concordo que, em determinadas alturas, elas possam opinar sobre a sua roupa. Até porque, estando satisfeitas com aquilo que vestem, mais vaidosas se sentem, logo, mais motivação têm para se divertirem em frente das câmaras, fazendo caretas e os seus maravilhosos sorrisos. Por isso o truque mesmo é seleccionar dois ou três conjuntos de roupa e deixar eles escolher a que gostam mais, agradando a mãe e a eles ao mesmo tempo. E levem sempre mais roupa para o caso de se sujarem (o que vai sempre acontecer).

 

  1. Prometer-lhes uma recompensa: Sim, isso mesmo, foi exactamente isto que disse o fotógrafo. No início não concordei, mas, depois de pensar um bocado, percebi que ele tem toda a razão. Quando as crianças são mesmo muito reguilas e mostram um comportamento temperamental, podemos optar por lhes prometer uma pequena recompensa no final. Por exemplo, um doce, um chocolate, ou mesmo qualquer coisa mais divertida, como um passeio onde elas gostem, uma tarde no cinema, etc. Eu não era muito apologista deste tipo de educação (e já usei este truque para terminar birras embaraçosas), mas, verdade seja dita, nós conseguimos ser muito “chatinhas” com eles quando andamos com a máquina fotográfica na mão, por isso, acho que, de vez em quando, até merecem um miminho destes!

 

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Bem, só vos digo, com estas dicas, qualquer mãe está mais do que apta para domar as suas pequenas feras numa qualquer sessão fotográfica! Eu, pelo menos, já estou! 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte das imagens: Pinterest

 

 

 

Maravilhas da maternidade

A M acordar 30 minutos antes do meu despertador, quando normalmente acorda uma hora depois do meu despertador tocar. 

Maravilhas disto é que depois fica em modo de diva passado uma hora e meia, porque de facto tem sono e não dormiu o que queria. 

 

 

P.S - outra coisa maravilhosa o ano passado a 11 de Maio, estávamos de vestido manga curta a passear no parque do Jamor, olho lá para fora e penso mas que raio....

Gostava muito...

De ser daquelas mães perfeitas, alias acho que todas nós idealizamos a maternidade assim:

 

Casa arrumada, tudo em ordem, na sala a criança a brincar e na cozinha a mãe a preparar mais uma dose de biscoitos caseiros. Termos tempo para trabalhar, fazer desporto, energia para brincar com o nosso filho e ainda sermos boas esposas :D

 

Vá confessem lá que não sonhavam com este cenário nas vossas casas? Eu confesso que não achava que ia ser assim, mas lá no fundo gostava muito mas muito de ser como aquelas mães que os desenhos animados retratam tipo o RUCA lollol

 

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Antes e depois de ser mãe ...

Era suposto alguém fazer tag, mas eu achei por bem roubar as perguntas e fazer tag a mim própria lol. 

Sigo esta menina aqui, temos filhas de idade semelhantes, sei que chocamos um pouco no inicio porque ela era muito fanática por amamentação e tenha essa vertente de "não aceitar" quem não dava ou não se esforçava por dar peito aos filhos. Eu sempre fui da opinião de que é um assunto que só diz respeito a mulher e cada uma sabe de si, claro que acho estranho nem sequer tentarem. Mas como sei que não é uma experiência muito agradável, que depende muito do bebé e afins, nunca condenei ninguém por desistir. Ela entretanto mudou um pouco de opinião como podem ver nos seus vídeos.

 

A ideia era supostamente fazer um vlog, mas apesar de algumas pessoas saberem quem eu sou, não estou ainda pronta para me apresentar ao mundo, talvez um dia quem sabe...

 

1 - Qual era o teu hobbie antes de ser mãe?

O meu hobbie, que eu ainda tento o ter, era ser consultora da Mary Kay (ainda o sou). Adorava ir as formações, conhecer pessoas, ensinar cuidados da pele e maquilhagem. Maquilhar noivas. Enfim, depois do trabalho lá estava eu a pensar em mil coisas para promover o meu negócio Mary Kay. Agora depois de ser mãe, existe sempre algo que me impede, ou melhor algumas desculpas, as reuniões são as 9... e geralmente a M já esta a dormir nesses dias, mas o ir implica que eu me deite a 12 e sinceramente fico logo exausta. Angariar novas clientes é preciso tempo e disponibilidade. Se já me é complicado conciliar a agenda da cliente com a minha, com a do marido ainda pior. Sim porque alguém tem de ficar com a M. E a resposta não é a creche porque a maioria das clientes querem pós horário laboral. 

Mas é algo que não desisto, mantenho as clientes que tinha, clientes futuras aceito claro, mas é complicado conciliar dias confesso. Não quero com isto dizer que Mary Kay não seja um excelente negócio só porque temos filhos, acho que isso depende do estado de espírito e força de vontade e idades dos filhos. Por isso espero que num futuro volte a fazer algo que gosto e muito. 

2 - Deixas-te de fazer alguma coisa depois de ser mãe?

Sim, acho que acontece com qualquer pai, deixei de poder dormir até me apetecer, deixei de poder fazer planos a última da hora, do género bora ao cinema hoje. As refeições tem de ser bem estipuladas, porque nós podemos comer qualquer coisa, mas já quando pensamos nos filhos, já não é bem assim queremos sempre ter a sopa, o segundo prato equilibrado e claro a fruta. Claro que com a idade deles é algo que se pode de vez enquando ir relaxando um pouco. O sair a tarde, é sempre condicionado com os horários dela, porque quando estamos a terminar o almoço é quando ela está a dormir a sesta, e quando acorda é hora do lanche e no inverno é uma porcaria porque as 17 h já esta frio e quase escuro como tudo para poder dar um passeio. 

3 - Deixaste algum sonho pessoal pela maternidade?

Não, sempre quis ser mãe e foi algo bem pensado. 

4- Que acessório usavas que agora já não usas?

Sinceramente, ando sempre com os mesmos brincos de prata, aahah agora percebo porque a minha mãe andava sempre com os mesmos brincos e quando trocava fica com os mesmos meses. Ah isso e trocar de mala. Como hei-de explicar, a tanta coisa a fazer seja de manhã ou ao final do dia, ou até mesmo ao fim de semana, que nos esquecemos completamente que andamos de brincos curtos e com a mesma mala a meses (agora acordei para a realidade com a pergunta).

5- Que cuidados tinhas com o corpo que agora não tens?

Acho que aqui é complicado de dizer, por um lado na gravidez esqueci um pouco o cuidado com o engordar, mas acho que mesmo após parto é algo que antes me preocupava mais e que agora não me preocupa. Não sei explicar bem, não é que me sinta bem comigo ou me esteja a desleixar completamente. Sei perfeitamente que estou um pouco acima do peso (ou mt lol) mas não acho que isso seja um drama, ou que tenha de estar no meu topo das prioridades neste momento. Mas tenciono mudar claro. 

6 - Achas que uma mulher pode ser sensual e sexy depois de ser mãe?

Claro que sim pode e deve, claro que as primeiras 6 semanas, para além de termos pouco tempo, estamos ainda a habituar ao novo corpo, as hormonas, as mamas que escorrem leite... e temos imenso receio da intimidade, principalmente quem teve parto normal com recurso a episiotomia (a corte). Mas com o tempo a mulher deve sim tirar um tempo para se mimar e sentir bem e sexy claro.

7 - A rotina em casa mudou muito depois da chegada do bebé? 

Claro que sim, muda tudo, passamos a viver consoante os horários dos filhos, para tudo, para acordar, para comer, para podermos ir ao w.c ou até tomar banho. A lida da casa torna-se mais complicada e a roupa para passar e organizar aumenta de tamanho. Porque lá esta quando são pequenos e acordam ou temos de os acordar de 3 em 3 horas para comer, em que a amamentação demora quase uma hora... mais o trocar fralda e por a dormir, sobra para ai uma hora para a mãe, e tudo o que ela quer é organizar a casa, pois sim.. Depois com o avançar do tempo vemos que a licença esta a terminar e agora os rebentos já ficam acordados mais tempo, e lá queremos andar de vassoura na mão para limpar a cozinha, quando temos de aproveitar os rebentos... e claro quando estão a dormir, la vamos nos fazer o almoço, tomar banho e ir ao w.c a correr e a rezar que ele não perca a chucha ou não acorde assim que pomos o rabo no sofá para beber um chá... lol.. enfim muda tudo, quando tem quase um ano, podemos limpar melhor a casa, mas atrás de nós vem um ser com menos de 80 cm que parece trazer sempre um rasto de migalhas de bolacha e restos de comida consigo... 

8 - Julgavas outras mães antes de seres mãe, pelos comportamentos e atitudes perante os filhos?

Sim julgava sim, achava muito mal dormirem com um bebé, achava e ainda acho errado habituarem um bebé ao colo. A diferença é que agora sou muito branda, porque eu as vezes quando ela está doente adormeço ao colo, quando acorda a meio da noite e falta pouco para o despertador tocar, trago para a minha cama. Porque sinto falta de quando era pequenina e assim que dava colo se aninhava a mim. Claro que eu decidi mais o marido dar colo q.b... e as excepções não serem regras. Porque ainda hoje não gosto de ver crianças com 4 ou 5 anos incapazes de dormirem sozinhas... o que se torna muito complicado quando não tem os pais por perto. Não gosto de ver crianças a fazer birras para comer e os pais ou avós ou tios darem doces a seguir. 

Sim parece que sou rígida mas não sou, muitas vezes noto que a M não quer comer e não insisto, ou dou o mesmo mais tarde, ou quando a for adormecer dou leite, mas lá está é a regra e não excepção... e eu tive uma filha difícil de comer até aos 9 meses, que me fez muitas vezes chorar de frustração porque ela comia pouco... ou por vontade dela não comia... claro que olhando para trás e pelo seu aumento de peso ela comia o que queria e conseguia... verti lágrimas e ralhei para nada (cedi a pressão, por ouvir n vezes que a minha filha tinha a mania e birras para comer). Claro que a M é diferente de uma criança de 3 ou 4 anos que brinca com a comida e não quer comer, ai lamento não comes ok, mas o prato fica guardado e aparece mesmo que sejam 4 da tarde. 

Aqui acho que neste aspecto uma mãe sabe diferenciar birras de comer, com o estar doente ou falta de apetite. 

9 - O que mudou em relação ao seu parceiro.

Bem posso dizer que a intimidade e disposição e tempo para estarmos juntos, mudou bastante. É algo que avisam sempre nos cursos de preparação pós parto e é algo que enterra casamentos senão tiver fundações resistentes. 

E é por tudo, por medo que doa no começo, porque deixamos de ser espontâneos e as vezes parece que é programado, olha adormeceu bora lá, haverá coisa mais romântica que isso. Ou porque sim nos apetece mas temos tanto que fazer ainda e não devíamos... São tantas coisas que podem impedir um casal de viver a intimidade... claro que quando começam a dormir a noite toda a coisa muda. 

O segredo é não permitir que o "sexo" se meta no caminho do amor enquanto casal, porque com a chegada da M ganhei muito mais em termos de relação, ganhei uma pessoa que é tão apaixonada enquanto eu pela M, ganhei alguém que pode me ouvir e eu a ele a falar da M sem medo de enjoar... Aprendi que o meu amor pelo meu marido mudou no sentido positivo quando a M nasceu... eu senti que o amava mais, porque ali estava alguém que gerou comigo a M, que a ama tanto quanto eu... e sim podemos amar ainda mais um homem só de o ver brincar ou cuidar dos nosso filhos. 

Por isso é que eu digo, a não ser que o pai da criança seja uma besta quadrada. É impossível deixar de amar o pai dos nossos filhos... pelo menos esta parte maternal que nos faz sentir assim meio parvinhas a olhar para a cumplicidade de pai e filho.

10 - Mudaste o teu jeito de ver o mundo agora que és mãe.

Sim passei a ter mais paciência, passei a tentar pensar no que os outros sentem ou porque de agirem como agem antes de me passar. Mas também me fez ser mais fria, cortar relação com pessoas que não me vieram ver quando estive de baixa, não me vieram ver quando a M nasceu... quando nunca demonstraram interesse na minha vida após ter a minha filha. E isso para mim fez me cortar relações com eles, pois agora eu digo vê-se os teus amigos quando estas em baixo, sem dinheiro ou quando tens filhos. 

11 - Quem tu eras e quem tu és agora que és mãe.

Acho que sou a mesma, mudei sim um pouco, estou mais calma e serena, a maternidade fez me esse milagre. Mas não deixo de ser eu, se me pisam os calos ui que dificilmente aceito ou se fazem algumas, raramente a amizade volta a ser igual. Sou honesta sim, mas já não sou daquela tipo de quando havia tópicos em que não tinha a mesma opinião que os outros, que ficava ali a debater até a exaustão ou até alguém se chatear. Agora sinto que a vida é demasiado curta para ser passada em debates, dou a minha opinião, ouço a dos outros... e fico a pensar para mim.. não entro tanto em guerras dessas. 

12 - Achas que uma mulher só pode ser realizada após ser mãe?

Não de todo, aliás até acho que se uma mulher não tiver algo mais para além da casa e filhos, que facilmente se perde no meio do ser mãe e dona de casa. Não digo que a mulher tenha de trabalhar para ser realizada, mas lá esta ter um hobbie, fazer algo fora de casa e dos filhos. E na minha curta carreira da Mary Kay (2 anos quase 3), vi muitas mulheres que viveram a vida toda entre casa, trabalho e filhos e perderam-se no meio... e agora que os filhos não precisam delas, lutam por se acharem... e isso acho que nunca pode acontecer, para os nossos estarem bem, temos de estar bem primeiro. Foi algo que uma enfermeira me disse quando estava no bloco operatório pronta para ser anestesiada, eu a lamentar que tinha pedido para secar o leite, porque era doloroso, tirar leite só com bomba (sem a M mamar), porque já tinha sido anestesiada e passei o dia sem poder tirar leite e fiquei com as mamas encaroçadas e ia ter de ficar mais uma noite e tal sem poder tirar leite pós-cirurgia.. E ouvi essa frase : "Não importa que leite dá, importa é a mãe estar bem física e psicologicamente, só assim pode cuidar dos seus filhos". 

 

Espero que gostem, se quiserem as mães que me lêem, podem fazer um post no vosso blog, ou facebook, basta que me identifiquem com o link do blog... ou do facebook.

Ser mãe é ...

Ser mãe é.... renascer quando nasce um filho, deixamos para trás o nosso ser e passamos as ser mães, podemos ter momentos em que voltamos a ser como eramos, mas nunca o seremos porque já experimentamos o verdadeiro amor incondicional.

 

Ser mãe é... amar o nosso marido de uma maneira que desconheciamos, eu senti isso quando o vi a segurar ao colo a nossa filha, foi ele o primeiro a poder tocar e o que me recorda nesse momento é eu ser invadida pelo amor pela minha filha e por um amor diferente ao meu marido. Ele era pai, ele deu-me aquela menina linda... ele vai ser para sempre o homem da vida da minha filha (pelo menos por algum tempo). Eu sempre disse que um casal com filhos pode se separar mas nunca deixa de amar o outro, porque fica sempre este amor o que sentimos por o outro ser pai/ mãe dos nossos filhos (a não ser que seja um grande sacana para os nossos filhos).

 

Ser mãe é... ser bipolar, tão depressa nos queixamos que não temos a casa arrumada, que sentimos falta de nós e de ter tempo para nós... mas depois quando o temos sentimos que nos falta algo sempre. 

 

Ser mãe é...derreter completamente com um sorriso dos nossos filhos, se for uma gargalhada parece que ganhamos o euro milhões, haverá melhor droga que esta?!

 

Ser mãe é... sentir uma grande ansiedade, sentir que nos arracam o coração quando descobrimos que a nossa cria tem algum problema... mesmo que seja uma rídicula constipação ou febre, nunca deixamos de ter por momentos esse sentimento... E é esse sentimento que me tem acompanhado nestes últimos dias.

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