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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

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Esta é para ti

Este texto é para ti Saracasticamente.... 

 

As diferenças entre sermos atendidas por um gay e uma hetero

Dei por mim, depois de (mais) um saltito a uma loja onde fui amavelmente atendida por um rapaz gay, a pensar quão mais gira me senti neste processo do que se tivesse sido acompanhada por uma mulher. Analisemos esta temática com a seriedade que se impõe:
-Onde os gays nos elogiam, as mulheres hetero olham-nos de esguelha;
-Onde os gays nos perguntam (mesmo estando a mentir-nos com quantos dentes têm) se queremos que nos vão buscar o XS, as hetero perguntam se o S não é pequeno;
-Onde os gays ficam histéricos e dão palminhas enquanto nos dizem como ficamos ma-ra-vi-lho-sas com aquela saiunfa gi-ré-rri-ma, as hetero estão positivamente a borrifar-se se nos fica bem ou se parecemos umas couves tronchudas;
-Onde eles têm imeeeeensa paciência para as nossas dúvidas pseudo-existenciais (“Ai, não parece que tenho as pernas de uma rã com esta saia?”, “Ai, com este tom não pareço um cadáver?”), elas bufam, sopram e chispam dos olhos.

Mas a parte mais importante é mesmo a NOSSA atitude:
-Onde nós nos estamos bem marimbando se os gays nos acham balofas, já com as mulheres hetero encolhemos a barriga e pedimos, roxas de apneia, o número abaixo. Saímos com a peça do provador (“Ai, ficou ótimo”), damos três voltas à loja, vamos buscar o número acima e escondemos a outra, sempre com um olho na empregada, a ver se esta não dá conta;
-Onde nós não nos importamos de pedir a opinião aos gays (podem sê-lo, mas não deixam de ser exemplares do sexo oposto, costumam ter um belíssimo gosto e ajudar imenso), era o que mais faltava as outras porem-se a dar palpites, queremos cá saber o que as flausinas pensam;
-Onde nós achamos imensa graça aos gays, achamo-las umas parvas, malcriadonas e trombudas.

Deste estudo sociológico rigorosíssimo se conclui que devemos manter os nossos homens bem fechadinhos em casa quando vamos às compras: desde logo, porque os palpites deles têm tanto interesse como um workshop intensivo de renda de bilros, mas, sobretudo, porque não queremos a concorrência dos nossos gays preferidos, não é verdade?


Viviane Aguiar é a autora do blogue A casinha da Boneca