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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Antes e depois de ser mãe ...

Era suposto alguém fazer tag, mas eu achei por bem roubar as perguntas e fazer tag a mim própria lol. 

Sigo esta menina aqui, temos filhas de idade semelhantes, sei que chocamos um pouco no inicio porque ela era muito fanática por amamentação e tenha essa vertente de "não aceitar" quem não dava ou não se esforçava por dar peito aos filhos. Eu sempre fui da opinião de que é um assunto que só diz respeito a mulher e cada uma sabe de si, claro que acho estranho nem sequer tentarem. Mas como sei que não é uma experiência muito agradável, que depende muito do bebé e afins, nunca condenei ninguém por desistir. Ela entretanto mudou um pouco de opinião como podem ver nos seus vídeos.

 

A ideia era supostamente fazer um vlog, mas apesar de algumas pessoas saberem quem eu sou, não estou ainda pronta para me apresentar ao mundo, talvez um dia quem sabe...

 

1 - Qual era o teu hobbie antes de ser mãe?

O meu hobbie, que eu ainda tento o ter, era ser consultora da Mary Kay (ainda o sou). Adorava ir as formações, conhecer pessoas, ensinar cuidados da pele e maquilhagem. Maquilhar noivas. Enfim, depois do trabalho lá estava eu a pensar em mil coisas para promover o meu negócio Mary Kay. Agora depois de ser mãe, existe sempre algo que me impede, ou melhor algumas desculpas, as reuniões são as 9... e geralmente a M já esta a dormir nesses dias, mas o ir implica que eu me deite a 12 e sinceramente fico logo exausta. Angariar novas clientes é preciso tempo e disponibilidade. Se já me é complicado conciliar a agenda da cliente com a minha, com a do marido ainda pior. Sim porque alguém tem de ficar com a M. E a resposta não é a creche porque a maioria das clientes querem pós horário laboral. 

Mas é algo que não desisto, mantenho as clientes que tinha, clientes futuras aceito claro, mas é complicado conciliar dias confesso. Não quero com isto dizer que Mary Kay não seja um excelente negócio só porque temos filhos, acho que isso depende do estado de espírito e força de vontade e idades dos filhos. Por isso espero que num futuro volte a fazer algo que gosto e muito. 

2 - Deixas-te de fazer alguma coisa depois de ser mãe?

Sim, acho que acontece com qualquer pai, deixei de poder dormir até me apetecer, deixei de poder fazer planos a última da hora, do género bora ao cinema hoje. As refeições tem de ser bem estipuladas, porque nós podemos comer qualquer coisa, mas já quando pensamos nos filhos, já não é bem assim queremos sempre ter a sopa, o segundo prato equilibrado e claro a fruta. Claro que com a idade deles é algo que se pode de vez enquando ir relaxando um pouco. O sair a tarde, é sempre condicionado com os horários dela, porque quando estamos a terminar o almoço é quando ela está a dormir a sesta, e quando acorda é hora do lanche e no inverno é uma porcaria porque as 17 h já esta frio e quase escuro como tudo para poder dar um passeio. 

3 - Deixaste algum sonho pessoal pela maternidade?

Não, sempre quis ser mãe e foi algo bem pensado. 

4- Que acessório usavas que agora já não usas?

Sinceramente, ando sempre com os mesmos brincos de prata, aahah agora percebo porque a minha mãe andava sempre com os mesmos brincos e quando trocava fica com os mesmos meses. Ah isso e trocar de mala. Como hei-de explicar, a tanta coisa a fazer seja de manhã ou ao final do dia, ou até mesmo ao fim de semana, que nos esquecemos completamente que andamos de brincos curtos e com a mesma mala a meses (agora acordei para a realidade com a pergunta).

5- Que cuidados tinhas com o corpo que agora não tens?

Acho que aqui é complicado de dizer, por um lado na gravidez esqueci um pouco o cuidado com o engordar, mas acho que mesmo após parto é algo que antes me preocupava mais e que agora não me preocupa. Não sei explicar bem, não é que me sinta bem comigo ou me esteja a desleixar completamente. Sei perfeitamente que estou um pouco acima do peso (ou mt lol) mas não acho que isso seja um drama, ou que tenha de estar no meu topo das prioridades neste momento. Mas tenciono mudar claro. 

6 - Achas que uma mulher pode ser sensual e sexy depois de ser mãe?

Claro que sim pode e deve, claro que as primeiras 6 semanas, para além de termos pouco tempo, estamos ainda a habituar ao novo corpo, as hormonas, as mamas que escorrem leite... e temos imenso receio da intimidade, principalmente quem teve parto normal com recurso a episiotomia (a corte). Mas com o tempo a mulher deve sim tirar um tempo para se mimar e sentir bem e sexy claro.

7 - A rotina em casa mudou muito depois da chegada do bebé? 

Claro que sim, muda tudo, passamos a viver consoante os horários dos filhos, para tudo, para acordar, para comer, para podermos ir ao w.c ou até tomar banho. A lida da casa torna-se mais complicada e a roupa para passar e organizar aumenta de tamanho. Porque lá esta quando são pequenos e acordam ou temos de os acordar de 3 em 3 horas para comer, em que a amamentação demora quase uma hora... mais o trocar fralda e por a dormir, sobra para ai uma hora para a mãe, e tudo o que ela quer é organizar a casa, pois sim.. Depois com o avançar do tempo vemos que a licença esta a terminar e agora os rebentos já ficam acordados mais tempo, e lá queremos andar de vassoura na mão para limpar a cozinha, quando temos de aproveitar os rebentos... e claro quando estão a dormir, la vamos nos fazer o almoço, tomar banho e ir ao w.c a correr e a rezar que ele não perca a chucha ou não acorde assim que pomos o rabo no sofá para beber um chá... lol.. enfim muda tudo, quando tem quase um ano, podemos limpar melhor a casa, mas atrás de nós vem um ser com menos de 80 cm que parece trazer sempre um rasto de migalhas de bolacha e restos de comida consigo... 

8 - Julgavas outras mães antes de seres mãe, pelos comportamentos e atitudes perante os filhos?

Sim julgava sim, achava muito mal dormirem com um bebé, achava e ainda acho errado habituarem um bebé ao colo. A diferença é que agora sou muito branda, porque eu as vezes quando ela está doente adormeço ao colo, quando acorda a meio da noite e falta pouco para o despertador tocar, trago para a minha cama. Porque sinto falta de quando era pequenina e assim que dava colo se aninhava a mim. Claro que eu decidi mais o marido dar colo q.b... e as excepções não serem regras. Porque ainda hoje não gosto de ver crianças com 4 ou 5 anos incapazes de dormirem sozinhas... o que se torna muito complicado quando não tem os pais por perto. Não gosto de ver crianças a fazer birras para comer e os pais ou avós ou tios darem doces a seguir. 

Sim parece que sou rígida mas não sou, muitas vezes noto que a M não quer comer e não insisto, ou dou o mesmo mais tarde, ou quando a for adormecer dou leite, mas lá está é a regra e não excepção... e eu tive uma filha difícil de comer até aos 9 meses, que me fez muitas vezes chorar de frustração porque ela comia pouco... ou por vontade dela não comia... claro que olhando para trás e pelo seu aumento de peso ela comia o que queria e conseguia... verti lágrimas e ralhei para nada (cedi a pressão, por ouvir n vezes que a minha filha tinha a mania e birras para comer). Claro que a M é diferente de uma criança de 3 ou 4 anos que brinca com a comida e não quer comer, ai lamento não comes ok, mas o prato fica guardado e aparece mesmo que sejam 4 da tarde. 

Aqui acho que neste aspecto uma mãe sabe diferenciar birras de comer, com o estar doente ou falta de apetite. 

9 - O que mudou em relação ao seu parceiro.

Bem posso dizer que a intimidade e disposição e tempo para estarmos juntos, mudou bastante. É algo que avisam sempre nos cursos de preparação pós parto e é algo que enterra casamentos senão tiver fundações resistentes. 

E é por tudo, por medo que doa no começo, porque deixamos de ser espontâneos e as vezes parece que é programado, olha adormeceu bora lá, haverá coisa mais romântica que isso. Ou porque sim nos apetece mas temos tanto que fazer ainda e não devíamos... São tantas coisas que podem impedir um casal de viver a intimidade... claro que quando começam a dormir a noite toda a coisa muda. 

O segredo é não permitir que o "sexo" se meta no caminho do amor enquanto casal, porque com a chegada da M ganhei muito mais em termos de relação, ganhei uma pessoa que é tão apaixonada enquanto eu pela M, ganhei alguém que pode me ouvir e eu a ele a falar da M sem medo de enjoar... Aprendi que o meu amor pelo meu marido mudou no sentido positivo quando a M nasceu... eu senti que o amava mais, porque ali estava alguém que gerou comigo a M, que a ama tanto quanto eu... e sim podemos amar ainda mais um homem só de o ver brincar ou cuidar dos nosso filhos. 

Por isso é que eu digo, a não ser que o pai da criança seja uma besta quadrada. É impossível deixar de amar o pai dos nossos filhos... pelo menos esta parte maternal que nos faz sentir assim meio parvinhas a olhar para a cumplicidade de pai e filho.

10 - Mudaste o teu jeito de ver o mundo agora que és mãe.

Sim passei a ter mais paciência, passei a tentar pensar no que os outros sentem ou porque de agirem como agem antes de me passar. Mas também me fez ser mais fria, cortar relação com pessoas que não me vieram ver quando estive de baixa, não me vieram ver quando a M nasceu... quando nunca demonstraram interesse na minha vida após ter a minha filha. E isso para mim fez me cortar relações com eles, pois agora eu digo vê-se os teus amigos quando estas em baixo, sem dinheiro ou quando tens filhos. 

11 - Quem tu eras e quem tu és agora que és mãe.

Acho que sou a mesma, mudei sim um pouco, estou mais calma e serena, a maternidade fez me esse milagre. Mas não deixo de ser eu, se me pisam os calos ui que dificilmente aceito ou se fazem algumas, raramente a amizade volta a ser igual. Sou honesta sim, mas já não sou daquela tipo de quando havia tópicos em que não tinha a mesma opinião que os outros, que ficava ali a debater até a exaustão ou até alguém se chatear. Agora sinto que a vida é demasiado curta para ser passada em debates, dou a minha opinião, ouço a dos outros... e fico a pensar para mim.. não entro tanto em guerras dessas. 

12 - Achas que uma mulher só pode ser realizada após ser mãe?

Não de todo, aliás até acho que se uma mulher não tiver algo mais para além da casa e filhos, que facilmente se perde no meio do ser mãe e dona de casa. Não digo que a mulher tenha de trabalhar para ser realizada, mas lá esta ter um hobbie, fazer algo fora de casa e dos filhos. E na minha curta carreira da Mary Kay (2 anos quase 3), vi muitas mulheres que viveram a vida toda entre casa, trabalho e filhos e perderam-se no meio... e agora que os filhos não precisam delas, lutam por se acharem... e isso acho que nunca pode acontecer, para os nossos estarem bem, temos de estar bem primeiro. Foi algo que uma enfermeira me disse quando estava no bloco operatório pronta para ser anestesiada, eu a lamentar que tinha pedido para secar o leite, porque era doloroso, tirar leite só com bomba (sem a M mamar), porque já tinha sido anestesiada e passei o dia sem poder tirar leite e fiquei com as mamas encaroçadas e ia ter de ficar mais uma noite e tal sem poder tirar leite pós-cirurgia.. E ouvi essa frase : "Não importa que leite dá, importa é a mãe estar bem física e psicologicamente, só assim pode cuidar dos seus filhos". 

 

Espero que gostem, se quiserem as mães que me lêem, podem fazer um post no vosso blog, ou facebook, basta que me identifiquem com o link do blog... ou do facebook.

E porque as coisas boas da vida devem ser partilhadas.

Este é um dos blogs preferidos que eu sigo e simplesmente adoro, como tudo na vida já nem sei muito bem como lá fui parar, acho que através de outro blogger que a segue. 

Sigo porque adoro o modo como retrata o dia a dia dos filhos, adoro porque me chama a realidade de ter de aproveitar mais os filhos do que a casa. Adoro a simplicidade da vida dela, adoro a coragem que teve em largar o seu emprego, mesmo isso significando ter só um carro velho (como ela diz), não ter dinheiro para ir comer fora, não ter dinheiro para luxos. Mas tem o mais importante, os filhos, a oportunidade de os ver crescer diariamente, e tem o melhor para mim uma casinha ao pé de um parque. 

Eu adoro o local onde moro, campo, ar puro, poucos vizinhos... mas depois tem o outro lado, o de querer ir comprar pão e ter de pegar no carro, o querer ir ao parque ou passear com a M e ter de pegar no carro... 

Será que se eu e os vizinhos nos juntarmos podemos fazer um parque lá nas traseiras da nossa casa... hmm duvido... 

Ser mãe é ...

Ser mãe é.... renascer quando nasce um filho, deixamos para trás o nosso ser e passamos as ser mães, podemos ter momentos em que voltamos a ser como eramos, mas nunca o seremos porque já experimentamos o verdadeiro amor incondicional.

 

Ser mãe é... amar o nosso marido de uma maneira que desconheciamos, eu senti isso quando o vi a segurar ao colo a nossa filha, foi ele o primeiro a poder tocar e o que me recorda nesse momento é eu ser invadida pelo amor pela minha filha e por um amor diferente ao meu marido. Ele era pai, ele deu-me aquela menina linda... ele vai ser para sempre o homem da vida da minha filha (pelo menos por algum tempo). Eu sempre disse que um casal com filhos pode se separar mas nunca deixa de amar o outro, porque fica sempre este amor o que sentimos por o outro ser pai/ mãe dos nossos filhos (a não ser que seja um grande sacana para os nossos filhos).

 

Ser mãe é... ser bipolar, tão depressa nos queixamos que não temos a casa arrumada, que sentimos falta de nós e de ter tempo para nós... mas depois quando o temos sentimos que nos falta algo sempre. 

 

Ser mãe é...derreter completamente com um sorriso dos nossos filhos, se for uma gargalhada parece que ganhamos o euro milhões, haverá melhor droga que esta?!

 

Ser mãe é... sentir uma grande ansiedade, sentir que nos arracam o coração quando descobrimos que a nossa cria tem algum problema... mesmo que seja uma rídicula constipação ou febre, nunca deixamos de ter por momentos esse sentimento... E é esse sentimento que me tem acompanhado nestes últimos dias.

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Simplesmente adoro...

Simplesmente adoro....escolher a roupa que a minha menina vai vestir no dia-a-dia e ver como fica fofa e linda, tive sempre a impressão que se tivesse menino que não iria achar tanta piada, até ver hoje um vídeo da vlogger Anna Saconne onde ela mostra algumas peças de roupa do seu filho e o seu entusiasmo foi contagiante. 

Esta parte de ser eu a escolher a roupa dela é uma das que não quero que acabe tão depressa :D

Quando nos perdemos no meio dos filhos....

Estava eu a ler o post da Cocó na fralda, e vi nos comentários uma pessoa a dizer que nos tempos que correr a vida é muito stressante e que não se recorda de ver os seus pais assim. 

E isto faz-me lembrar de uma conversa que tive sábado quando fui remover o verniz gel com a minha querida D. 

Faz-me imensa confusão as crianças hoje em dia terem mil actividades, quando a isso se junta uma família numerosa a coisa só pode ser caótica. Mas de facto se eu pensar na M gostava de lhe poder dar aulas em inglês e que ela ande na Natação, hora se tiver mais um rebento, os desejos são os mesmos e isso envolve correria da boa lol e uma carteira resistente. 

Mas se pensarmos bem nos meus tempos de juventude nos anos 90 eu era a única que tinha natação, nenhum dos meus colegas tinham actividades extracurriculares. Só na secundária é que todos tinham explicação mas era sempre em centros de estudos ao lado da escola, o que evitava a correria dos pais. 

Comparando tempos actuais com os passados vejo diferenças muito grandes, a prioridade antigamente era a família e o lar. A rotina trabalho-escola-casa era a única que havia. Não havia um sem numero de actividades a gerir mais horários de por e ir buscar os filhos. 

Até porque eu já ia a pé para escola sozinha desde os 8 anos, e a maioria dos meus colegas também. Quando as aulas terminavam íamos para casa e sim muitos de nós ficávamos sozinhos e nunca ouvi nada sobre prédios explodidos porque mexíamos no fogão... Íamos para casa, lanchávamos o pão com manteiga e o leite com chocolate e ficávamos a ver Tv até faltarem 30 minutos para os pais chegarem e ai fechávamos no quarto a fazer os trabalhos. 

Em dias especiais íamos para casa de um colega e avisávamos os pais no dia anterior, ou não avisávamos e chegávamos a casa antes de os pais chegarem. Mas repito nunca nos aconteceu nada. 

A semana passada em casa vi num daqueles programas da tarde da SIC se primeiro fiquei sensibilizada com uma mãe com 39 anos desempregada que apenas recebe 250€ de pensão de alimentos com dois filhos um de 15 e outra de 8 anos, depressa me passou, porque a senhora indicou que teve de recusar emprego por turnos porque não pode deixar os filhos sozinhos em casa. Se tiver de trabalhar no horário da tarde, não pode deixar a sua criança de 15 anos (15 anos minha gente é um adolescente) ir buscar a irmã e tratar de lanche e dar jantar. E de manhã se entra as 8 da manhã, como é que os filhos vão para a escola?! GENTE menos a minha sogra teve de passar por isso porque ficou viúva muito cedo e os filhos mais velhos cuidavam do mais novo... e estão todos vivos. Ora pensando aqui para os meus botões antes de sair de casa deixa comida feita que seja só aquecer no fogão, com 15 anos tem responsabilidade suficiente até para cozinhar (sim no masterchef junior crianças de 8 anos cozinham). As vezes queremos diminuir a capacidade dos nossos filhos, mantemos crianças por mais tempo... cortar-lhes as asas em vez de os empurrar para fora do ninho.

 

Sei que os tempos são diferentes, que hoje em dia é complicado, a muita desinformação na internet. E os pais sentem que tem de ocupar os filhos para que eles não andem nem procurem más companhias. 

Talvez como mãe também irei fazer o mesmo, pois também é algo que me preocupa, mas tento pensar que era algo que também preocupava os nossos pais. 

Mas sinto mesmo que hoje em dia a muita troca de valores, hoje em dia é ver os miúdos a irem almoçar fora muitas vezes, irem ao fds com os amigos ao cinema e almoço no mac... e eu penso bolas onde os pais tem dinheiro para os miúdos almoçarem fora, irem ao cinema, roupas novas, telemóveis de ultima geração e afins. 

E depois olho para esses pais, a sua maioria leva a marmita para o trabalho, as suas roupas já viram melhores dias, a ultima vez que saíram de casa para ir ao cinema ou jantar fora já está esquecida na memória. Tudo em prol da felicidade dos filhos. 

 

No meu tempo, o meu pai almoçava todos dias fora, eu almoçava na escola ou em casa, sair com os amigos era para casa de uns e de outros, se queria ir ao cinema o dinheiro da mesada tinha de ser esticado e geralmente só conseguia ir uma vez por mês. Jantar ou almoçar fora com os amigos era mesmo uma raridade... se era feliz sim posso dizer que o fui como qualquer adolescente com insegurança e medos. Mas o que gostei muito mesmo foi de começar a trabalhar e apesar de ter responsabilidades conseguir ir ao cinema e comer fora mais vezes que na minha adolescência. 

Os miúdos no futuro serão todos uns deprimidos, pois com os ordenados neste país Vergonhoso, com a rendas e despesas a sua qualidade de vida irá diminuir drasticamente. Ou iram os pais na sua reforma continuar a alimentar idas ao cinema e idas aos shopping?!

Coisas que só compreendemos depois de sermos mães...

Ora antes de ser mãe todas nós dizemos de boca cheia aquelas frases típicas de "o meu filho nunca vai dormir comigo", "não o vou dar bolachas e guloseimas" e "o que, os miúdos hoje em dia é desde bebés a frente da Tv, não o meu só com 3 ou 4 anos é que vai ver um bocadinho de televisão".

 

Hoje rio-me da minha inocência, lol, e hoje de manhã tive a prova disso. 

 

Hora a M sempre adorou dormir, mas quando acorda a noite é as 4 da manhã e com a experiência já nos apercebemos de que se não dermos o leitinho muito dificilmente ela adormece. E ela só acorda nesta altura por dentes, e muito apetite, que acontece quando recupera de uma doença. 

Então as 4 da manhã de hoje acordo eu com aquela sensação mas ela já esta a mexer-se (dorme no seu quarto) que raio ela é raro acordar antes das 6:30... e eu ainda estou super cheia de sono, hmm olho para o relógio 4 da manhã o belo do horário e fico a rezar que ela pare de se mexer, mas não começou a choramingar e lá me levanto para ir aquecer o leite... Dou o leite e como vi que estava já mais desperta e chorou depois de eu sair do seu quarto, pego nela para fazer o que? Adivinhem?! Levar para a nossa cama, pois é lol.... mas reparo que ta molhada e penso oh não... toca a mudar tudo e a dizer mal das fraldas DODOT ACTIVITY que as uso porque são as únicas que aguentam 12 horas a noite, lá chamo o marido para enquanto eu troco o pijama ele inspeccionar a cama para ver se há xixi... nem vestígios e eu uffa mesmo a tempo... o marido que é um querido, sabe que a M se fico eu a tentar adormecer só consigo sair de lá passado uma hora e com ela a dormir ferrada... então fica ele que geralmente esta lá uns 15 a 30 min. e ela nem pia quando vê o pai a sair.... 

Pois mas que choramingou... mas calou-se e lá o pai se deitou na cama na esperança de se ficarmos calados e tudo as escuras ela adormeça também.... errado começa a choramingar de novo e digo ao marido... Vá conseguem adivinhar, dou um amendoim ao vencedor lol... pois claro traz a menina aqui para a cama. O que não pensem que é uma maravilha, trazer para nossa cama significa que o marido dorme, a cria implica com a mãe e mãe não dorme porque a cria explora toda a nossa cara com os seus dedos... 

Mas desta vez adormeceu, ela e ele... eu tenho aquela sensação que adormeci estava o despertador a tocar... mas calma não fica por aqui... 

Com ela acorda somos 3 a ter de nos despachar... e a pequena como anda esta numa fase que se viramos costas esta a brincar com o piaçaba da casa de banho ou então a comer a comida aos gatos.

Por isso é por turnos que nos arranjamos, o que demoramos mais tempo. Depois como a gaiata tinha comido as 4:30 o seu leite, pensei não vou dar leite de novo... ora ver se gostas de nestum... qual que não gostou da textura, lá come a mãe... ok e um iogurte de baunilha de soja, qual que come tu... e pronto no meio do desespero de a mandar sem pequeno almoço, o que faz uma mãe.... claro da uma bolacha ao pequeno almoço!!!

E depois para a entreter enquanto preparamos as marmitas dos 3... ligamos o que? A televisão pois claro... mas mesmo assim presa na cadeira e com TV... quando passei numa das x por ela estava a petiz em pé!! Sim em pé!! A danada descobriu como se levantar de modo que os cintos passem pelas pernas... Sim emagreceu e temos de ajustar os cintos...só a mãe é que não emagrece assim...

O dia 22 de Dezembro

Era a consulta pós-tratamento a bronquiolite (1 semana de tratamento), a M tinha recuperado quase 200gr dos 500gr perdidos, e não havia sinais de infecção respiratória, nem ruídos nos pulmões uma recuperação excelente. 

Manter a terapêutica diária por mais um mês ou talvez o período de Inverno, tudo dependeria do fígado dela e se ela poderia fazer ou não a vacina para estimular o seu sistema imunitário. Manter a dieta sem leite e ovo, e indicar a alergologista os motivos pelos quais se decidiu em conjunto retirar. Pois como já referi esta alergologista é da opinião que as alergias alimentares não causam bronquiolites ou problemas respiratórios, mas a comunidade médica não é toda unânime nesta questão.

Mas faltava saber o que se passava com o seu fígado e mais análises eram precisas fazer e pediu para tirar sangue extra para o caso de precisar de fazer exames mais elaborados, assim a M não teria de ser picada duas x num curto espaço de tempo. Saímos da consulta eram 16h, pensamos logo que teríamos de fazer as análises no dia 23 de manhã e que provavelmente não iríamos saber se os valores teriam baixado antes do Natal. 

Só de pensar em passar o Natal com a dúvida se a M tinha um problema grave no fígado era demais para nós (foi um pré-natal muito estranho, a ceia e almoço foram literalmente decididos no dia 23). Ligamos a uma querida amiga que trabalhou num lab e perguntamos se podíamos fazer os exames e se os valores iriam sair em 24h... ela ligou ao lab e eles que iam começar a por as máquinas a trabalhar para analisar as amostras, esperaram por nós. Lá fomos até a Labluxor (a médica não se opôs as análises não serem efectuadas pela Cuf, grupo germano) e mais uma vez a tortura de tirar sangue a um bebe de 13 meses. 

Quando íamos deixar a nossa amiga com o seu companheiro, liga-me o laboratório dizendo que já tem alguns valores prontos e que estão elevados, que me vai validar os valores para eu ter acesso a eles por mail e para ligar o mais depressa a pediatra. Eu no carro a ouvir isto, fiquei de rastos, o tlm não conseguia abrir o site para "ver" as análises... fomos a correr a casa dos nossos amigos, pois queria a opinião da minha amiga. Vimos as análises e os valores apesar de elevados estavam mais baixos do que as primeiras análises. Ligo a pediatra e começaram as boas notícias, muito provavelmente é viral e daqui a 15 dias logo no início do ano os valores deveram estar normais. 

 

E foi assim que conseguimos respirar de alívio no Natal. E hoje estamos aqui a espera da consulta no final do dia. Desta vez iremos fazer as análises amanhã, pois a consulta é as 17:30. Podia ser mais cedo mas isto de ser mãe e pai trabalhadores, mais os horários da creche é muito complicado. Pois ela almoça as 11 e depois é sesta até as 14:30/15 h e lanche as 15:30... Se for de manhã a consulta teríamos de tentar fazer tudo até a hora de almoço dela, caso contrário já nem valeria ir a creche pois iria destabilizar os outros meninos na sesta... depois do almoço significava ela não dormir, e ter de dar lanche entre consultório e análises. Por isso preferimos fazer consulta num dia e análises no outro dia as 17h. 

O começo

Tudo começou com uma bronquiolite teimosa de passar, uma pediatra indisponível e várias idas as urgências onde faziam sempre o mesmo e receitavam o mesmo. Mudança de pediatra, e ai vem um sem número de notícias menos agradáveis. A M com 13 meses pode ser alérgica a qualquer coisa por tanto vamos fazer umas análises ao sangue, pelo sim pelo não. Mas pediatra confiante que este era só e apenas um caso de bronquiolite mal gerido, que fazendo medicação em câmara expansora e terapia respiratória resolveria o problema. 

Nesse mesmo dia lá foi ela tirar sangue e fazer um timpanograma, já sabíamos que a M tinha uma otite serosa (acumulação de líquido no interior do ouvido) e eramos seguidos por um otorrino que a vigiava de 3 em 3 meses para verificar a necessidade de fazer cirurgia. Ao fazermos o timpanograma, descobrimos que o caso pode ser mais grave que o outro otorrino previa e teremos de pedir a opinião a um otorrino de confiança da pediatra. 

Iniciamos tratamentos mas nada me preparava para os resultados das análises e para a chamada da pediatra (nunca é bom recebermos estas chamadas), eu paro o carro e ouço as notícias: "As análises não estão nada boas, tem ai uma menina alérgica ao leite (as proteínas do leite de vaca) e ao ovo, mas o que mais me preocupa são esses valores aumentados do fígado, pode ser uma doença crónica ou posse ser viral. Temos de repetir as análises daqui a uma semana, mas vá já falar com um alergologista sobre a alimentação da M".

E eu a tremer ainda com as notícias, dou meia volta e sigo de novo para o local de trabalho a procura da alergologista com as análises na mão, e esta diz que os valores são baixos que pode comer leite e ovo sem problema. E eu que alívio... mas a pediatra pede para falar com outra alergologista e lá vou eu no dia seguinte em busca de outra que me diz o mesmo que pode comer, que a alergia ao leite e ovo não dão sintomas respiratórios. A pediatra pede para retirar o leite e o ovo porque dentro da comunidade médica não é consensual se a alergia alimentares podem dar problemas respiratórios e a M estava muito debilitada seria melhor prevenir.

E assim começou a minha aventura, que bolachas pode comer, e na creche o que fazer, e em festas. E vem ai o Natal, ela vai ver doces e bolos e pedir. E os primos vão comer bolachas diferentes das dela.....