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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Furby

Eu tive um Furby verdadeiro, não os de imitação, mas o original. Lembro de pedir muito, e a minha mãe diz que foi ela que deu no Natal eu lembro de ser a minha avó a dar no Verão... mas agora que me lembro a minha avó deu-me dinheiro para comprar um tamagotchi. 

Porque que falo dele. Porquê tinha um amor enorme ao bicho.... atenção eu tinha animais de estimação sempre tive... mas o Furby era meu e era especial, tal como o tamagotchi... mas o tamagotchi deixou de funcionar apesar de eu ter guardado. 

O Furby sempre proibi a minha mãe de o dar a alguém... ficou por casa, as pilhas esquecidas lá dentro arrebentaram... a minha mãe um dia trocou-as e ele funcionou e as crianças que iam lá a casa brincavam com ele e eu sempre com um certo egoísmo avisava a minha mãe que queria dar o brinquedo a minha filha... sempre disse filha e nunca filho (premonição)... E ela sempre teve cuidado.

A M nasceu e os gémeos tb.... e a minha mãe ressuscitou o bicho para os gémeos e eles adoraram, mas sendo rapazes são um pouco brutos para ele. 

A M passou o fim-de-semana de Páscoa com a minha mãe e os primos e a minha mãe disse tá ali o Furby os gémeos adoram-no mas ele é da M, tu sempre disseste que ias dar a tua filha. 

E eu agarrei-me a ele e a M teve medo dele... e eu de rastos, o meu sonho de infância de o passar a minha filha estava a correr mal. 

Mas a M valente, aos poucos começou a brincar com ele e dar comida a ele... E eu adoro ver ela a dar beijos, a ele e a interagir com ele....O MEU SONHO REALIZOU-SE esta Páscoa. 

É tão bom ver o nosso boneco de estimação a fazer as delícias a nossa filha tal como fez a nós... 

Claro que eu sei que ele provavelmente não vai sobreviver às mãos da M.... ela até é cuidadosa com ele, mas o bicho já tem para ai uns 15 ou mais anos. Mas as memórias de os ver juntos ninguém me tira :D

 

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O meu é igual ao da direita, não tirei foto a ele... quando o dei a M ainda tinha a etiqueta lol, a M a luta com os primos porque lhe tiraram o Furby, arrancou a etiqueta e chorou imenso... até eu provar a ela que ele não estava estragado (hmm se calhar ele sobrevive a ela lol). Ah agora chama-se Coco (de coco em inglês), no meu tempo tinha outro nome... ele deve de ter falecido e assumido outra personalidade. 

 

Por falar em aprender línguas...

No outro post sobre a Violetta, uma leitora questionou-me que se tivesse na língua original e com legendas que as crianças mais novas não iam perceber.. ao que eu respondi que senão sabiam ler nem deveriam de estar a ver uma série juvenil que fala e aborda de problemas de adolescentes. 

Mas fiquei a pensar nessa questão, a M tem imensos brinquedos em Inglês o Disney junior está em Inglês... mas o que me fez realmente pensar que as crianças aprendem muito depressa e facilmente foi quando a M esteve quase 2 semanas com a minha mãe. A minha mãe fala muito em Inglês e o seu português não é correcto... mas no final das duas semanas de convívio diário (a M estava doente) a M vira-se para mim a trocar as fraldas com 12 meses e diz no no no... e eu não o que filha? E ela depois diz don't don't.... e disse nos dias seguintes o no no no mais umas vezes e deixou de o dizer talvez porque eu não fale muito em inglês para ela. Mas a minha mãe quando lhe perguntei diz que sim que quando ela ia mexer em algo que não podia dizia no no no... e abanava a cabeça para mostrar o que queria dizer... e o don´t também lhe disse umas quantas vezes. 

E lá esta as crianças aprendem uma segunda língua na primeira infância tal como aprendem a língua materna por ouvir e por fazerem associações ao seu contexto... Quando dizemos não aos nossos filhos eles não entendem a primeira vez, mas com a repetição da palavra e repetição do contexto ou gesto eles depreendem o significado da palavra. 

 

E vocês qual a vossa opinião, acham que as crianças pequenas com menos 5 anos deveriam de ser expostas a outros idiomas ou não? A maioria das pessoas que conheço que não prosseguiram estudos acham que é ridículo e que confunde a cabeça as crianças. As que prosseguiram seu estudos dizem que é benéfico porque apesar de inicialmente elas poderem usar idiomas misturados, do tipo daddy é meu, ou oh o puppy... no futuro tem mais aptidão para as línguas e deixam de misturar idiomas. 

Infância roubada...

Depois da polémica do artigo da vogue que mostrava a criança de 9 anos Kristina Pimenova em poses e roupa provocante, novamente a sua mãe é acusada de sexualizar a sua filha. Modelo desde os três anos e considerada a menina mais bonita do mundo. De facto a criança é lindíssima e algumas das fotos no facebook e web são lindas e de um tremendo bom gosto.

Mas, e a sempre o mas, existem de facto fotos em que a criança assume poses um pouco sensuais demais para qualquer criança de nove anos. Para mim não é o uso de maquilhagem, nem a roupa... qualquer menina gosta muito de se arranjar como a mãe, é sim as fotos. Não vejo problema em usar uma mini saia e um top, maquilhagem mas se tiver a fazer uma pose sensual, acho que se quebrou a barreira do bom gosto. 

Para além de achar que sim a mãe deixa a imprensa e os fotógrafos sexualizar a sua filha, eu não deixo de pensar se esta criança, tal como as actrizes infantis e cantores infantis, se tem liberdade de serem somente crianças. 

Quando se coloca os filhos pequenos com 3 anos em algo tão exposto como a fotografia, moda, anúncios... está se a catalogar os filhos e a molda-los muitas vezes a esse meio. Pergunto-me muitas vezes se esta mãe não tivesse começado a levar a filha a castings de modelo, senão tivesse aceitado tudo o que era trabalho de modelo, se esta menina quando cresce-se se iria ou não querer ser modelo. 

No fundo como pais corremos muito o risco de "condicionar" os nossos filhos, expomos as músicas que gostamos, vestimos como gostamos, inscrevemos nos desportos que nós queremos. Claro que agora vão dizer que se ela não gostasse deste mundo que o dizia e de certo que a mãe a tirava desse mundo. Num mundo cor de rosa isso acontece, no meu mundo isso não aconteceu os meus pais ignoraram a minha vontade de aprender piano e no meu talento natural, e a minha mãe insistiu que eu andasse na natação de competição, só consegui me libertar do mundo da competição com quase 16 anos, odiei cada competição e cada treino. 

A minha opinião é sempre a mesma nesta questão, se forem modelos ou actrizes em produções de bom gosto, que ouçam e respeitem a criança e o horário da criança. Que os pais ouçam os filhos e saibam parar quando eles precisam, que privilegiem uma infância como todas as outras, que eles tenham tempo para amigos, estudar e brincar. Até sou de acordo. Agora se a miúda em particular viver num corre corre, horários longos de fotos, sessões de ginástica, restrições alimentares e afins ai já estamos a entrar no trabalho infantil e isso já não sou de acordo. 

 
Qual a vossa opinião?

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 Foto retirada do facebook da menina