Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Dia negro

E a minha paciência também. Enquanto ouço a chuva a cair da minha cama, navego pelas redes sociais. A minha única companhia durante dias e dias até vir a malta. Eu adoro pessoas, mas gosto tanto deste silêncio, de puder fazer o que eu quero e gosto. Sou um lobo solitário, já me tinham dito isto na minha adolescência. Mas as redes sociais estão me a aborrecer, antes era o frio...agora é de novo vídeos virais de jovens a agredirem outro...E muitos a olhar só e um a filmar....Depois publicam nas redes e pedem para partilhar até o autor ser punido....E a gente parva acredita nisso tal como acredita que se clicar gosto ou amém uma criança fica curada. Partilha e dá notoriedade a estás mentes delinquentes que só querem ser populares a todo o custo. No meu tempo também queríamos mas isso só implicava ser aceite no grupo fixe ou ser amiga da rapariga mais bonita e rodada da escola. Dá vontade de gritar ao mundo ñ lhes dêem atenção é o mesmo que uma criança se portar mal e ter plateia a assistir e a dar atenção. Não se recompensa maus comportamentos, lida se com eles. Se conhece a zona entrega e mostra o vídeo a polícia local....eles e os pais destes delinquentes é que tem de resolver o assunto. E como sempre disse se souber que filho meu é conivente ou faz bulling faço o mesmo que a mãe que raspou o cabelo a filha que gozava com uma menina com cancro. Depois as notícias é surreal ver tudo o que a trampa que lá anda a fazer em dias de posse. Murros a serem erguidos, fundos retirados a saúde. É legal o aborto mas paga tu sim. A forma como trata a mulher, tudo isto mostra como anda uma nação. A Rússia que retira leis de violência doméstica dizendo que uma chapada não é violência doméstica e que se for um caso ou ocorrência por ano no casal também não o é. Parrem o carrossel que eu quero sair. Enfim estou de 32 semanas, sei que daqui a nada estamos na altura do é a qualquer dia. Vou me enroscar na cama e aproveitar o namoro entre mãe e filho, já que está será por minha vontade a última vez que estarei em estado de graça. E só para vos alegar fica o novo verniz gel que comprei um vermelho escuro lindo. Fiz ontem, hoje nem quero sair da cama.

IMG_20170125_164339.jpg

Esta é para ti

Este texto é para ti Saracasticamente.... 

 

As diferenças entre sermos atendidas por um gay e uma hetero

Dei por mim, depois de (mais) um saltito a uma loja onde fui amavelmente atendida por um rapaz gay, a pensar quão mais gira me senti neste processo do que se tivesse sido acompanhada por uma mulher. Analisemos esta temática com a seriedade que se impõe:
-Onde os gays nos elogiam, as mulheres hetero olham-nos de esguelha;
-Onde os gays nos perguntam (mesmo estando a mentir-nos com quantos dentes têm) se queremos que nos vão buscar o XS, as hetero perguntam se o S não é pequeno;
-Onde os gays ficam histéricos e dão palminhas enquanto nos dizem como ficamos ma-ra-vi-lho-sas com aquela saiunfa gi-ré-rri-ma, as hetero estão positivamente a borrifar-se se nos fica bem ou se parecemos umas couves tronchudas;
-Onde eles têm imeeeeensa paciência para as nossas dúvidas pseudo-existenciais (“Ai, não parece que tenho as pernas de uma rã com esta saia?”, “Ai, com este tom não pareço um cadáver?”), elas bufam, sopram e chispam dos olhos.

Mas a parte mais importante é mesmo a NOSSA atitude:
-Onde nós nos estamos bem marimbando se os gays nos acham balofas, já com as mulheres hetero encolhemos a barriga e pedimos, roxas de apneia, o número abaixo. Saímos com a peça do provador (“Ai, ficou ótimo”), damos três voltas à loja, vamos buscar o número acima e escondemos a outra, sempre com um olho na empregada, a ver se esta não dá conta;
-Onde nós não nos importamos de pedir a opinião aos gays (podem sê-lo, mas não deixam de ser exemplares do sexo oposto, costumam ter um belíssimo gosto e ajudar imenso), era o que mais faltava as outras porem-se a dar palpites, queremos cá saber o que as flausinas pensam;
-Onde nós achamos imensa graça aos gays, achamo-las umas parvas, malcriadonas e trombudas.

Deste estudo sociológico rigorosíssimo se conclui que devemos manter os nossos homens bem fechadinhos em casa quando vamos às compras: desde logo, porque os palpites deles têm tanto interesse como um workshop intensivo de renda de bilros, mas, sobretudo, porque não queremos a concorrência dos nossos gays preferidos, não é verdade?


Viviane Aguiar é a autora do blogue A casinha da Boneca