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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

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Reflexão da CPCJ

Não quero com este post dar a entender que conheço todos os processos e meios de intervenção que a CPCJ tem para reabilitar os jovens a quem estes são referenciados, quero apenas refletir e abrir um pouco a ponta do véu e ler a opinião de outros sobre este assunto.

 

Este último mês tem chegado aos meus olhos notícias de violência seja do caso da Figueira ou do rapaz de Salvaterra de Magos.

 

Neste último caso os contornos mórbidos que tem vindo a ser relatados nas notícias passam a ser alarmantes se pensarmos que este jovem de 17 anos que matou o rapaz de 14 anos era já conhecido da zona pelos roubos e tráfico de drogas. Este jovem de 17 anos era seguido pela CPCJ e estava a aguardar entrada para uma instituição. E a CPCJ falhou redondamente em reabilitar este jovem. Não sei onde falhou, mas falhou. E é nisso que devemos olhar, terá sido a burocracia, a falta de reformatórios, falta de grupos de terapia. O jovem foi sinalizado ou identificado pela CPCJ quando, com que idade. O que se podia ter feito para evitar que um rapaz que se mostrou problemático tira-se a vida a outro jovem.

 

Mais uma vez em Portugal se esperou que o pior acontecesse para se tomar medidas drásticas.

 

Olho para outro caso, este aqui da Jéssica que engravidou sendo menor de idade, sinalizada na CPCJ por faltar as aulas e comportamentos impróprios, engravida, durante uma das reuniões a assistente social tenta a convencer a ir para uma instituição de jovens grávidas. Ela recusa porque na sua cabeça (tinha 16 anos) entendeu que era opcional e que se viva com a sua avó nada iria faltar a criança. Teve o filho e o filho foi-lhe retirado, assim sem que ela entendesse o porque, primeiro era pela idade, depois era porque não trabalhava. Agora que trabalha ainda não tem o filho consigo.

E eu pergunto-me então é assim que se reabilita uma jovem, fazendo-a ficar mais frustrada com a CPCJ, nota-se claramente que ela não compreendeu o que se passou. E só daí vemos que o sistema falha.

 Sim sou da opinião que uma jovem de 16 anos, sem estudos (pelo menos o obrigatório) e sem emprego não tem condições de criar um bebé e sendo a sua avó reformada também não haveria grandes condições, mas acredito que conseguiam apoiar melhor esta jovem antes e depois de ser mãe. Em vez de simplesmente tirarem o filho bebé sem explicarem correctamente e para que a jovem compreende-se o que teria de fazer para ter o seu filho de volta.

 

  E vocês acham que a CPCJ é eficaz em Portugal ou é simplesmente mais uma comissão que nada faz e recebe a sua quota-parte financeira que sai de todos nós?!

 

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Da menina de 12 anos

Toda a história faz me arrepiar de medo, pelo pânico que aquela criança viveu e vive diariamente na sua cabeça. 

Depois ao lermos a história de vida daquela criança vemos que já foi retirada a família uma vez, e esteve a viver numa instituição durante 1 ano e meio e foi devolvida a família. Mas claramente aqui pelo meio o Governo perde e em muito na recuperação das famílias e das crianças... porque isto acontece imensas vezes, até demais. Claro que um pai ou uma mãe tem todo o direito de se emendar e recuperar os seus filhos... mas o Estado que ficou sem tutor tem o direito de proteger as crianças e aqui falhou e só de pensar em todos os casos que falha, é de deixar cair uma lágrima.... 

 

Depois a menina foi retirada da família mas a mãe da mesma pode-a visitar, isto acho errado, deveriam de logo mexer-se para tentar perceber se a mãe sabia... e peço imensa desculpa mas tenho muita dificuldade em aceitar que a mãe não saiba. Se quem levou a criança ao médico foram funcionárias da escola que notaram que a rapariga estava grávida e não sabia... como é que uma mãe que supostamente vive e tem o dever de cuidar e proteger seus filhos não se apercebe pelo menos que a filha está grávida. Sim podem alegar que os abusos ocorriam quando a mãe não estava presente... mas bolas é preciso ser-se uma merda de mãe e desculpem o nome...e não se aperceber de que a filha anda triste, calada e deprimida... é preciso ser-se uma merda de mãe e não mexer mundos e fundos para perceber o que a filha tem... 

 

É assim a pessoas que deviam de nascer logo esterilizadas a nascença porque claramente não merecem o nome PAI E MÃE....

 

Seja o que for que decidam para a menina, ela já esta psicologicamente afectada, e qualquer decisão a pode afectar ainda mais.... sofrer um aborto nesta fase é sinónimo de ou parto normal ou cesariana e isso já a faz passar por um processo traumático, depois ter um filho é obvio que a pode lesar ainda mais, mas ela pode ainda ficar mais lesada se o entregarem a uma instituição... 

Só ela e equipas médicas especializadas saberão o que fazer, mas deixem a mãe da criança fora do assunto, senão soube a proteger até agora duvido que saiba o fazer de agora em diante, agora que ela vai precisar muito de colo da mãe, mas é do colo de uma mãe capaz, daquelas que sabe ouvir e sabe proteger... agora ela vai precisar de muito amor e paciência e isso não me parece que a sua mãe tenha.... e com a idade que tem, não me parece que vá encontrar esse colo que tanto precisa numa mãe adoptiva...