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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Note to self

Quando temos filhos nunca fazer planos, nem criar expectativas....pensar sempre nop nem vale a pena sair de casa....nem tentar.....é drama para vestir, é só mais um jogo....cancela se a saída e é drama porque não vai passear, e em casa n é divertido.

Do Dia da Mãe

Como referi no post passado, fui as compras no Domingo de Manhã para comprar roupinha para a M (supostamente havia promoções na Zippy mas acabei por ir a Primark por não haver nada que eu gostasse na Zippy). 

Já na caixa da Primark, a funcionária deseja-me um Feliz dia da Mãe e eu fiquei meio atordoada porque primeiro foi a única que me desejou um Feliz dia apesar de eu ter ido a mais lojas, incluindo a Zippy e só perguntaram se eu precisava de algo e nem um Feliz dia disseram (estranho numa loja de roupa para crianças). Claro que podia estar a comprar roupa para uma sobrinha ou filha de uma amiga, mas a funcionária arriscou e eu agradeci e disse nota-se que sou mãe... ela respondeu deixe lá ainda hoje comprei para a minha, somos mães mas no nosso dia só pensamos neles. E eu fiquei mais muda e o meu marido é que solta um Feliz dia para si também. 

Devo de ter parecido muito mal educada, mas fiquei sem saber o que dizer a uma mãe que iria passar o dia ou parte do dia a trabalhar, que não pode ser acordada provavelmente com os filhos na cama a dar as prendas, e não pode ficar a gozar daquele momento especial, porque tinha de ir trabalhar cedo. 

Fiquei realmente a pensar que de facto isso devia de lhe estar a custar e muito, mais ainda do que trabalhar no dia do Trabalhador. 

E agora que escrevo isto só consigo pensar no dia do Pai que como é num dia fixo 19 de Março, faz com que os pais raramente possam desfrutar do seu dia em pleno, e não penso como muitas mães, que dizem mas nós é que os parimos e carregamos 9 meses. Não desculpem mas o amor é igual, a ligação e cumplicidade podem ser diferentes, mas acredito que o meu marido ame o mesmo que eu. E acredito que ele preferia ser acordado de manhã com a filha aos saltos na cama com a prenda e o pequeno almoço.... e depois um dia inteiro de mimos e brincadeiras dedicadas a ele. 

Sim eu sei, dia do Pai e da Mãe deveriam de ser todos os dias, mas estão a mentir senão dizem que estas pequenas celebrações nos fazem sentir nas sete nuvens. E não é pelo materialismo do dia, o melhor presente para mim é os que a minha pequena faz, é a memória que fica de a ver a saltar de alegria ao dar-me a prenda... de com 18 meses já entender que aquele projecto que ela tanto se empenhou durante a semana na creche era para a mãe... e sim ela entende e já percebe que é ela que faz as coisas, porque tem desenhos e projectos expostos na parede da creche e ela aponta sempre para os que fez. 

 

Ver se no próximo dia do pai eu me lembro disto e como sou eu que marco as férias da Família tiro o dia ou dois nesta época e dou uma grande prenda ao pai da M (sim fazer isto antes que ela tenha mesmo aulas a sério). 

Quando nos perdemos no meio dos filhos....

Estava eu a ler o post da Cocó na fralda, e vi nos comentários uma pessoa a dizer que nos tempos que correr a vida é muito stressante e que não se recorda de ver os seus pais assim. 

E isto faz-me lembrar de uma conversa que tive sábado quando fui remover o verniz gel com a minha querida D. 

Faz-me imensa confusão as crianças hoje em dia terem mil actividades, quando a isso se junta uma família numerosa a coisa só pode ser caótica. Mas de facto se eu pensar na M gostava de lhe poder dar aulas em inglês e que ela ande na Natação, hora se tiver mais um rebento, os desejos são os mesmos e isso envolve correria da boa lol e uma carteira resistente. 

Mas se pensarmos bem nos meus tempos de juventude nos anos 90 eu era a única que tinha natação, nenhum dos meus colegas tinham actividades extracurriculares. Só na secundária é que todos tinham explicação mas era sempre em centros de estudos ao lado da escola, o que evitava a correria dos pais. 

Comparando tempos actuais com os passados vejo diferenças muito grandes, a prioridade antigamente era a família e o lar. A rotina trabalho-escola-casa era a única que havia. Não havia um sem numero de actividades a gerir mais horários de por e ir buscar os filhos. 

Até porque eu já ia a pé para escola sozinha desde os 8 anos, e a maioria dos meus colegas também. Quando as aulas terminavam íamos para casa e sim muitos de nós ficávamos sozinhos e nunca ouvi nada sobre prédios explodidos porque mexíamos no fogão... Íamos para casa, lanchávamos o pão com manteiga e o leite com chocolate e ficávamos a ver Tv até faltarem 30 minutos para os pais chegarem e ai fechávamos no quarto a fazer os trabalhos. 

Em dias especiais íamos para casa de um colega e avisávamos os pais no dia anterior, ou não avisávamos e chegávamos a casa antes de os pais chegarem. Mas repito nunca nos aconteceu nada. 

A semana passada em casa vi num daqueles programas da tarde da SIC se primeiro fiquei sensibilizada com uma mãe com 39 anos desempregada que apenas recebe 250€ de pensão de alimentos com dois filhos um de 15 e outra de 8 anos, depressa me passou, porque a senhora indicou que teve de recusar emprego por turnos porque não pode deixar os filhos sozinhos em casa. Se tiver de trabalhar no horário da tarde, não pode deixar a sua criança de 15 anos (15 anos minha gente é um adolescente) ir buscar a irmã e tratar de lanche e dar jantar. E de manhã se entra as 8 da manhã, como é que os filhos vão para a escola?! GENTE menos a minha sogra teve de passar por isso porque ficou viúva muito cedo e os filhos mais velhos cuidavam do mais novo... e estão todos vivos. Ora pensando aqui para os meus botões antes de sair de casa deixa comida feita que seja só aquecer no fogão, com 15 anos tem responsabilidade suficiente até para cozinhar (sim no masterchef junior crianças de 8 anos cozinham). As vezes queremos diminuir a capacidade dos nossos filhos, mantemos crianças por mais tempo... cortar-lhes as asas em vez de os empurrar para fora do ninho.

 

Sei que os tempos são diferentes, que hoje em dia é complicado, a muita desinformação na internet. E os pais sentem que tem de ocupar os filhos para que eles não andem nem procurem más companhias. 

Talvez como mãe também irei fazer o mesmo, pois também é algo que me preocupa, mas tento pensar que era algo que também preocupava os nossos pais. 

Mas sinto mesmo que hoje em dia a muita troca de valores, hoje em dia é ver os miúdos a irem almoçar fora muitas vezes, irem ao fds com os amigos ao cinema e almoço no mac... e eu penso bolas onde os pais tem dinheiro para os miúdos almoçarem fora, irem ao cinema, roupas novas, telemóveis de ultima geração e afins. 

E depois olho para esses pais, a sua maioria leva a marmita para o trabalho, as suas roupas já viram melhores dias, a ultima vez que saíram de casa para ir ao cinema ou jantar fora já está esquecida na memória. Tudo em prol da felicidade dos filhos. 

 

No meu tempo, o meu pai almoçava todos dias fora, eu almoçava na escola ou em casa, sair com os amigos era para casa de uns e de outros, se queria ir ao cinema o dinheiro da mesada tinha de ser esticado e geralmente só conseguia ir uma vez por mês. Jantar ou almoçar fora com os amigos era mesmo uma raridade... se era feliz sim posso dizer que o fui como qualquer adolescente com insegurança e medos. Mas o que gostei muito mesmo foi de começar a trabalhar e apesar de ter responsabilidades conseguir ir ao cinema e comer fora mais vezes que na minha adolescência. 

Os miúdos no futuro serão todos uns deprimidos, pois com os ordenados neste país Vergonhoso, com a rendas e despesas a sua qualidade de vida irá diminuir drasticamente. Ou iram os pais na sua reforma continuar a alimentar idas ao cinema e idas aos shopping?!