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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Da violência nas escolas

Sempre houve indisciplina nas escolas, mas o problema é que foi e é retirado cada vez mais o poder das "escolas".

No meu tempo se respondíamos mal a um professor, levávamos logo na mão (eu nunca levei) ou íamos para o castigo com orelhas de burro. Sim, tudo medidas nada pedagógicas, mas assentava na pedagogia do medo e do respeito... e íamos vivendo e aprendendo.

Depois quando fui crescendo, se éramos indisciplinados levávamos recado na caderneta, e garanto que mostrávamos a caderneta aos pais, senão eles os professores ligavam aos pais a contar o sucedido e o certo e sabido era levarmos uma grande lambada (para alguns e eu também os levei) ou um castigo monumental como nada de TV durante uma semana e enfias a cabeça nos livros e só tiras para comer. 

Não estou a dizer que as medidas que aquilo falo sejam as mais correctas, não de facto acho que o diálogo e a educação funcionam a maioria das vezes, mas sim existe sempre aquele ditado que uma "palmada bem dada, nunca fez mal a ninguém" e o segredo é a bem dada, ou seja não violenta, e não humilhante e não sem razão. Sim é violento é verdade, mas na natureza até a mãe gata morde os filhos quando estes fogem da linha. 

Antigamente, o aluno era problemático e era separado da turma de amigos ou até da escola... e muitas vezes esse aluno problemático tornava-se num belo anjinho, porque só junto dos amigos é que era assim. 

Ser professor nunca foi nem é tarefa fácil, mas hoje em dia é um pesadelo. Saber que um aluno até no primeiro ciclo tem más notas, tem mau comportamento, tem dificuldade em acompanhar a matéria... Saber até que ele deveria de ficar retido, mas não fica passam-no, porque o chumbar pode ter consequências piores do que passar. Tira-se a responsabilização das más notas, quem tira boas notas e vê os com más notas a passar vai desmotivar. Tão simples como esta analogia, no vosso trabalho tem um colega, ambos ganham o mesmo, a diferença é que ele não se esforça e passa o dia o ao telemóvel e a responder mal ao chefe. No final do ano ambos recebem o mesmo aumento. Como ficariam?!

O ensino vai de mal a pior, na minha opinião devia de haver escolas diferenciadas, uma para alunos problemáticos e rebeldes, quase como "reformatório" mas com a diferença que poderiam ir a casa... a ideia ajudar estes alunos a integrarem-se na sociedade, terem aulas de controlo de raiva e frustração (o pilar da violência é a incapacidade de reagir a frustração). Uma equipa multidisciplinar a tratar destes alunos, apoio em grupo, apoio psicológico individual, ensinar uma "arte" e "profissão" em vez de andarem perdidos no ensino anos e anos afins porque a escolaridade obrigatória é até ao 12 ano e não ensina nenhuma profissão em si.

Sabem quantos prisioneiros, mesmo jovens, quando "presos" aproveitam os projectos da cadeia para aprender uma profissão e isso até os acalma, porquê, simples, nunca foram bons a estudar, não entendem a matéria, mas finalmente vêem que tem valor e sabem soldar, sabem "fazer uma cama", um móvel... conseguem construir.... ser cabeleireiros, enfim o céu passa a ser o limite deles... sentem-se úteis. 

Depois outro problema que frequentemente vejo, crianças com grandes dificuldades de aprendizagem, em turmas de 30 alunos a tentar aprender alguma coisa, sem conseguir... sabem o mal que isso faz a auto-estima.... pois é começam a sentir-se burros e inúteis, porque os outros conseguem e eles não.

E os apoios que a "ESCOLA" e o "ESTADO" dão, listas de espera para consultas de desenvolvimento infantil... o passar de ano por pena e o arrastar os problemas.... não desculpem mas não é normal uma criança de 6 anos, passar quando só tem bom a estudo do meio e o resto suficiente... os alarmes deviam de suar logo ali... a criança não aprendeu o básico do português e de matemática, como pode avançar para as regras gramaticais e aprender a somar e a subtrair.

Chega ao segundo ano, e tem tudo suficiente e um insuficiente a matemática, e o que fazem a criança, passam outra vez e fica em lista para a consulta de psicologia, e tem mais uma hora de ensino especializado... mais uma vez repito a criança não aprendeu a somar e a subtrair como vai saber multiplicar e dividir. Resultado no 3 ano, chega aos testes e a criança bloqueia e não faz nada... familiares fazem uma pergunta e ela não responde nunca. Porque, porque sabe que vai falhar sente que tem um "problema" e sente-se descriminada, porque os amigos da escola conseguem tirar boas notas e ela não. Finalmente vai chumbar e continua na lista de espera para a consulta de desenvolvimento. 

Agora digam como é que uma criança de 8/9 anos consegue lidar com 3 anos de ensino escolar que foram um pesadelo para ela?! Como vai conseguir lidar com o chumbo se a sua auto-estima já não existe?! Não teria sido melhor com 6 anos reter e tentar que ela obtive-se boas base e tivesse gosto e orgulho na escola?! 

E depois se de facto existir algum problema de desenvolvimento e de atraso intelectual?! Aqui em Portugal põem todos no mesmo saco, o ensino curricular apenas com o apoio de ensino especial que é claramente insuficiente. Noutros países existe uma separação após o ensino básico (1-4anos), crianças que não conseguem por algum motivo adquirir as bases e tem grande dificuldade de aprendizagem, seguem para uma escola profissional, vão aprender ao seu ritmo com um currículo escolar mais leve e sem tanta pressão de testes e fichas, e vão aprendendo profissões úteis ao longo do tempo e conforme os gostos deles. 

Sei que muitos me vão cair em cima mas lembrem-se que o Jamie Oliver, foi um desses meninos, que se sentia mal na escola, foi tirado da escola "normal" para o ensino especializado, tem problemas ainda a falar, mas encontrou o seu "dom" a culinária e hoje tem mais dinheiro do eu que sou licenciada. Perceberam, estamos a falar de encontrar o potencial em cá um dos jovens de hoje. 

O vlogger Jonathan SacconeJoly, que tem mais dinheiro e sucesso que muitos "CEO´s" deste país... na escola começou a isolar-se, em Irlanda os professores e pais reuniram-se e com o aconselhamento de um psicólogo viram que ele em criança estava a entrar em depressão e que tinha inventado um mundo imaginário. Decidiram mudar de escola para uma especializada, trataram do problema psicológico, quando ele começou a desenvolver e a tirar muito boas notas e a querer saber mais, voltou para o ensino curricular, mas não para a mesma escola para não sofrer de discriminação.

Tornou-se super popular, foi para a universidade, aprendeu artes gráficas e edição de vídeo e agora é um Youtubber de grande sucesso, mas ele afirma que continua com problemas e a precisar de aconselhamento psicológico porque o fantasma da depressão volta sempre. E reconhece que se os pais e professores não o tivessem mudado, que não seria quem é hoje em dia. 

 

Sim a escola em Portugal tem muitos problemas, horas a mais, na Inglaterra só tem aulas das 9 as 15... e as crianças até aos 3 anos não podem frequentar creches, só apenas umas horas por semana e apenas 3 dias. Depois uma clara irresponsabilidade dos pais, que falham muito na educação dos filhos.... e depois todo o sistema que tem tendência a não querer descriminar nenhuma criança ou jovem, só faz com que haja descriminação... porque ignora os sentimentos das crianças e jovens... não vai até a raiz do problema que uma criança indisciplinada, violenta ou que tira más notas possa ter. 

Nenhum sistema é perfeito, mas mais horas de aulas, menos professores, turmas maiores, escolas gigantes que são quase do tamanho da minha faculdade, só podem dar problemas.... E  ninguém quer ver isso. Os jovens hoje em dia passam mais horas fechados numa sala de aulas do que um recluso dentro de 4 paredes?! E depois não quererem que se sintam frustrados, violentos... o que acontece a um animal preso!?

Em Inglaterra e nos EUA, existe "teatro", "artes plásticas", "desporto escolar a sério", um sem número de actividades para além das aulas... e estão menos horas dentro das escolas... ou seja as crianças e jovens podem brincar, desenvolver o seu potencial, estimular a criatividade e gastar energias de uma forma saudável. Se é só isto que basta, claro que não, infelizmente insucesso escolar e violência existem em todo o lado... mas que "aqui" no nosso cantinho a beira mar plantado, estamos a ignorar e muito o "problema" estamos... e os "incidentes" são apenas lidados como mais um "incidente" e nada se faz... Qualquer dia não me espanta nada ver aqui na nossa Paz de alma, uma notícia a dizer "Jovens adolescentes, torturam e matam mulher durante horas e no final pedem boleia a polícia para irem para casa." Sim aconteceu mesmo isto em Inglaterra.... resultado de duas jovens adolescentes negligenciadas pelos pais e a viverem em famílias de acolhimento. A diferença é que em vez de o Juíz dizer que iam para o reformatório e sairiam com 18 anos... foram condenadas a penas de prisão perpetuas. 

Algo mudou

Lá na escola, não sei se ouviram algum zumzum que estava insatisfeita, mas assim do nada a educadora passou a elogiar a M...a ignorar os descuidos já que agora é só o cocó que ela se esquece.

E milagre perguntei em Dezembro sobre que aniversários havia e disse-me os de Janeiro e disse ah mas sabe que podem não trazer bolo e depois a mãe gasta dinheiro a comprar ou a fazer um para a M... e eu disse não se preocupe com isso.

Ontem recebo um mail da educadora a relembrar-me que hoje ia haver lanche da aniversariante para eu trazer um "miminho" para a M comer.

Água mole em pedra dura tanto bate até que fura...

 

E coincidências das coincidências a M começou a falar muito mais agora que fizemos o desfralde... até lá na escola, basicamente ela devia de estar muito melindrada por ter ficado no grupo dos meninos com fraldas que eram só 4.

Fico muito feliz

Pelos exames do 4º ano terem terminado, sim eu sempre achei um absurdo crianças tão pequenas serem submetidas a uma prova que os deixa tão ansiosos... atentem que eu me recordo perfeitamente do meu 4º ano porque foi um ano muito traumático para mim devido a uma professora que goza comigo a frente dos meus colegas. E por isso sei perfeitamente que naquela idade eu era muito imatura e ainda aprendíamos muito a brincar. E lembro-me que no 5º ano de no primeiro dia de aulas ir muito nervosa porque era o primeiro dia da escola dos grandes. O verão serviu como quebra e fim da infância. E não um exame.

Fico feliz pelos miúdos de 9 anos que já não vão enfrentar tamanho absurdo, a primeira vez que fiz um exame nacional foi no 12º ano, até lá fiz provas globais no 9º ano e 10º ano e 11º ano.

Agora uma coisa que eu espero não ver é o passar o aluno só por passar. Conheço claramente casos muito próximos de mim que a criança já devia de ter ficado retida no 1º ano, aliás deveria ter ficado na pré-escola, mas como quem decide inscrever os alunos são os pais, digo 1º ano pois é da inteira responsabilidade do professor. Uma criança de 6 anos que chegue ao final do 1º ano com negativa a uma das disciplinas não deveria de transitar de ano, vê-se claramente que algo correu mal ou que a criança estava mal preparada para enfrentar a escola a sério. Repetir o ano apesar de inicialmente ser de facto um transtorno para a criança e com o devido acompanhamento de um psicólogo e dos pais seria algo que iria ultrapassar rapidamente, quando entende-se claramente que iria saber mais que nos novos alunos e isso iria fazer um boost a sua auto-estima. Depois quanto mais tempo arrastam um aluno que logo no 1º ano demonstra grandes dificuldades em aprender, pior será o seu desempenho e auto estima na escola. Eu lembro-me perfeitamente de que no 4º ano os meus colegas já se riam e gozavam na cara de quem não sabia as perguntas no quadro. Enquanto que nos anos anteriores havia uma solidariedade por parte de quem sabia para quem não sabia.

Com os exames do 4º ano, comecei pela primeira vez a ver muitos casos de crianças reprovadas no terceiro ano escolar, porque os exames representam o nível de desempenho dos alunos e das escolas... e os professores reconhecem que alunos iriam falhar redondamente nos exames e reprovam-os ai. Esta era a única mais valia no sistema de exames de 4º ano. Agora espero que os professores pensem bem e não transitem de ano um aluno que demonstra grandes dificuldades de aprendizagem, sim é preciso prestar apoio e arranjar formas de integrar um aluno com dificuldades na escola, mas nunca ir pelo facilitismo... como se costuma dizer não dês o peixe a quem tem fome, ensina-o a pescar.

A escola de hoje....

Como mãe fico sempre apreensiva com o futuro da M... de pensar que daqui a 3 anos terá 5 anos e como nasceu em Novembro poderá entrar ou não no 1º ano (eu entrei) deixa-me um pouco ansiosa. 

E ansiosa porque, porque o ensino hoje em dia está no meu ponto de vista, demasiado excessivo, excessivo na quantidade de matéria, excessivo na quantidade de exames, excessivo na quantidade de pressão exercida e com muita pouca qualidade. 

Para mim o ministro da educação  (os vários que tivemos) acham que resolver o insucesso escolar passa por simplesmente aumentar a carga de matéria (muitas vezes inútil) que o aluno deve assimilar, aumentar o número de exames para que possam quantificar a qualidade do ensino, mas nunca aumentarem o número de horas que as crianças passam na escola. 

Já ouvi diversas mães queixarem-se que os seus pequenos rebentos de 6 anos levam imensas fichas para casa, tendo em conta que muitas mães chegam a casa perto das 7 da noite, mais jantares e mais dar banho, com que cabeça tem uma criança de 6 anos de fazer as fichas, que atenção raramente consegue fazer sozinho, quanto mais não seja porque ainda não sabe ler como deve de ser. 

Não sei a que horas o ensino público funciona, suponho que possam deixar os miúdos as 8:00 da manhã e ficam com auxiliares e depois as 9:00 começam as aulas e depois as 17:00 termina as aulas, e muitas crianças têm de ir para ATLs ( que substituem os pais muitas vezes nos TPC´S), mas muitas crianças vão para os avós (que não sabem ler ou já não entendem nada da matéria para os ajudar). 

Depois eu no meu primeiro ano comecei a aprender a escreve e a ler, agora vejo pela minha sobrinha que já sabem ler logo em Dezembro... a velocidade que debitam a matéria é aterradora... até já aprendem geometria no segundo ano... Coisas que eu nunca me lembra de ter aprendido até ao 4 ano. 

Chegam ao segundo ano e descubro que algumas escolas fazem uma prova de aferição para conseguir avaliar que alunos estão piores e outros melhores para os preparar melhor para a prova do 4 ano. 

Eu pergunto e é preciso uma prova, ou não deveria de o professor perceber isso pelo modo que o aluno se comporta, pelo modo como faz os exercícios no quadro?! Ou já não vão ao quadro, é tudo feito por fichas e mais fichas e os pais em casa podem fazer batota, ajudando ou fazendo os trabalhos?! 

Fico pasmada depois como chegam ao 5 ano e tem muitas tardes ou manhãs livres, antes de ser mãe batia palminhas, agora como mãe que trabalha fico em pânico. São crianças de 10 anos, desculpem lá as tardes livres só servem para andar a brincar onde não devem ou se estão em casa ligar o pc ou a psp e andar a brincar até os pais chegarem e terem de fazer as fichas, as enormes fichas em casa, fora trabalhos de grupo que envolvem powerpoints e afins (o que é feito da velha cartolina, e as idas a biblioteca pesquisar sobre os temas). 

O que os pais optam por fazer, irem para ATLs onde as crianças se sentem novamente controladas tem de fazer TPC´s e estudar... onde os intervalos são cronometrados e não ao sabor de boa conseguis-te fazer os TPC´s todos então bora lá fazer uma actividade engraçada. 

Este ano em Setembro estava na caixa com uma senhora em pânico porque deixou o marido encomendar os livros online e só encomendou os livros da matéria e eu mas então não são esses os precisos, tenha calma depois compra os outros quando estiverem disponíveis, são auxiliares de estudo certo. Resposta da senhora, não menina esse é que é o problema... na escola do meu filho que esta no 8 ano, fazem fichas nas aulas e em casa também... 

E eu respondo bolas no meu tempo o professor é que tinha de passar os exercícios, não usava cabulas caras para o bolso do pai. 

Mas tb não recrimino os professores, passam as aulas todas a tentar debitar a matéria num ritmo alucinante, ainda me lembro no 12º ano de o meu professor de matemática... dizer "Vá meninos depois perguntem ao explicador como se resolve este exercício que temos de acelerar porque já vamos atrasados na matéria e os exames nacionais sai tudo". Lembro de achar isto ridículo, então a escola serve para debitar ou ensinar. 

Se é para debitar epa que metam uma cassete e uns vídeos a passar a matéria e a dizer no final a seguir façam a ficha do 1 ao 10 e tudo para hoje, ah e a seguir a português façam do 1 ao 15... e por ai fora. 

A sensação que tenho é que hoje em dia os alunos tem de ser auto didactas. Foi isso que senti no ensino secundário. E sim fui para a faculdade e ai sim vi um ensino bom e em condições. 

Conheci o conceito de aulas práticas... pasmem-se tínhamos aulas teóricas onde a coisa era debitada e muitas x ficávamos a pensar estou a apanhar navios... mas depois nas aulas práticas entendíamos a coisa, e se tínhamos dúvidas tínhamos a aula prática e mais um horário de duas horas onde podíamos ir ter com o professor e tirar dúvidas, não tive explicador nenhum na faculdade e passei, tirava dúvidas com os professores, colegas e estudávamos em grupo. 

No secundário tinha explicador e notava uma competição desumana entre alunos, ninguém estudava em grupo, ninguém ajudava ninguém. 

 

Para mim a solução é mesmo passar as escolas a estarem abertas das 8:00 as 17:00, terem aulas práticas para as disciplinas de pior ranking nacional. Não haver necessidade de explicadores privados e ATL´s. Pelo menos até ao secundário. Existir aulas de estudo acompanhado. E depois das 17:00 perguntam vós as crianças podem ser crianças novamente.... Chegar a casa lanchar, tomar banho e se quiserem ficar a vegetar no sofá que fiquem, vão muito mais animados para escola... e o fim de semana, ter sim trabalhos de grupo, mas não uma pilha de TPC´S que prende filhos e pais em casa sem poderem aproveitar o tempo em família. 

Porque as famílias não tem só um filho, muitas vezes tem dois e três filhos... e cada um com sua pilha de TPC´s e trabalhos de grupo, que faz com que os pais também se sintam escravos da escola e não vejam a hora para as férias escolares. 

 

Passamos de oito a oitenta, eu nunca disse que não gostava da escola, que estava farta de estudar (só no 9 ano e secundário). Hoje é com tristeza que vejo crianças nervosas com as provas escolares, com os testes... e choram de cansadas que estão e que já não podem ser crianças....

 

Por isso é que eu agora deixo a minha filha brincar o que quer, mesmo que isso signifique ter a casa desarrumada, ir mais vezes ao parque com ela... e não exigir demasiado dela... porque sei que vai ter pressão suficiente de fora para crescer mais depressa do que devia.