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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Aos olhos dos outros

Ontem dei um conselho a um famoso, mais concretamente ao Eduardo Beauté ou Eduardo Ferreira. 

Ele separou-se a uns meses do modelo Luís Borges, relação essa que pensei que não fosse durar muito, um rapaz muito novo com um homem mais velho. O problema não seria a idade, mas sim que Eduardo querer coisas normais para a idade dele, família e estabilidade e um rapaz novo por norma com a idade dele quer é divertir-se e não ter preocupações familiares. 

Foram me surpreendendo o tempo que mantiveram juntos e a família linda que construíram. Contudo ontem tive de dar um puxão de orelhas ao senhor Eduardo e espero que ele tenha lido, puxão de orelhas esse que serve para mim e para todos os que expõem um pouco a nossa vida online. 

Então o dito senhor ontem estava a lavar roupa suja dizendo que é pena que o "papá" Luís tenha uma vida super ocupada mesmo vivendo a 20 minutos do colégio dos meninos e nem teve 5 minutos para dar um beijinho ao filho mais velho que fazia 6 anos e que era pena porque o menino só fazia 6 anos uma vez na vida. 

Compreendo este desabafo, numa altura como esta queremos gritar ao mundo que o outro saltou fora, que o outro cagou para os filhos, que o outro é na realidade um monstro. Queremos alguém ao nosso lado, e sendo uma página de Facebook de um famoso (mas o mesmo podia ser este ou outro blog) ele vai obter esse apoio, como o que li nos comentários. 

Eu repreendi, disse que pelo bem dos filhos, devia deixar este tipo de comentários e publicações no privado, sim é normal querer desabafar, mas para isso serve os amigos, mesmo que alguém virtual. O que escrevemos online fica para sempre, já bastará os filhos mais tarde se aperceberem do que o pai Luís esta a fazer, para eles sempre foi pai, não interessa se o Luís nunca os adoptou oficialmente. Já basta o mediatismo que eles tem e os jornalistas a explorar a história toda. Os meninos não precisam de saber no futuro que o pai esteve a lavar roupa suja sobre o outro papa. Por muita verdade que ele tenha escrito, os filhos não vão gostar de saber que todos a sua volta sabem o que se passou. Ou se quiserem saber basta fazer uma pesquisa online. 

Sim agora são pequenos o mais velho fez 6 anos, o que o pai escreve sobre o outro pai até pode passar ao lado... mas não deixa de ser um lavar de roupa suja que mais tarde pode vir ao de cima. 

E é ao ler a publicação no facebook, que me deixou incomodada que pensei para mim... não me posso esquecer de fazer este exercício mais vezes, pensar se fosse a minha filha a ler isto, iria se importar. O meu marido ao ler isto vai se sentir mal?! 

Ainda hoje era para escrever um post de desabafo, uma banalidade, segunda-feira mais aliada ao mau humor. E depois pensei espera, tenho familiares que lêem isto, tenho amigos que lêem isto.... e amigos do meu marido a ler isto. Quero realmente partilhar isto. Nahhh

É muito fácil desabafar, escrever, sabemos que do outro lado estão amigos incógnitos que não nos conhecem mas que nos dão apoio... e por isso fica fácil escrever, como se estivéssemos só a desabafar com um amigo num café... mas o que escrevemos fica para sempre e uma conversa com amigos no café por norma tende a ser esquecido....

Quando se tem filhos nunca deixamos de amar

O amor tem várias definições, várias variações, existe o amor que une os irmãos, os filhos para os pais, os pais para os filhos, o amor que se tem aos nossos animais, o amor numa relação e ainda existe o amor que se tem pelos progenitores dos nossos filhos.

Quando tive a M, o meu amor pelo B cresceu mais do que eu achava possível, aquelas primeiras semanas fui invadida por vários sentimentos, mas o que mais me surpreendeu foi sentir-me a apaixonar de novo pelo B, aconteceu no hospital, vê-lo cuidar da M e de mim... vi que fiz a escolha certa. Claro que nasceu outro amor nesse dia, o amor pela M maior que eu própria, um amor maior, um amor que me faz saltar de imediato para a proteger. Se o B a está a repreender ou a disciplinar preciso de me controlar e as vezes falho, porque o meu instinto de protecção entra ao rubro.

Mas quando a M nasceu eu entendi logo ali, aconteça o que acontecer vou sempre amar e estar ligada ao B... pode não ser o amor que se tem numa relação amorosa, mas será sempre um amor que ali fica, uma ligação mais forte do que nós próprios. Não sou a única que digo isto, e já o vi a acontecer com várias pessoas, uns que voltam a ficar juntos após anos separados. Outros em conversas com quem se separou, que dizem sempre que nunca vão esquecer o pai dos filhos ou a mulher dos filhos, mesmo estando noutra relação.

 

 

Divagações sobre bloggers

Li noutro dia um post da Pipoca Mais doce  em que basicamente ela utiliza o exemplo de uma amiga que perdeu 5 anos da vida dela com um tipo que não valia meio tostão furado, mas daqueles que nos dão muita pica e paixão. E agora que acabou com ele entrou na sua vida o Mr. Right mas que ela não sente aquele encantamento, aquela paixão... enfim... 

 

Claro que o tópico dá muito que pensar, que se por um lado adoramos a sensação de borboletas na barriga, montanha russa de emoções e afins... geralmente esse encantamento acaba e fica o amor que é mais brando e calmo. 

Claro que houve quem dissesse que apesar do outro ser o tipo ideal para ela, se ela não sentia o encantamento e a paixão por ele que o devia de partir para outro e afins. 

E houve muitas mulheres a dizer que depende do que ela quer, se quer um romance de loucura e pouco duradouro deve de procurar a paixão... mas se quer um companheiro para a vida toda, quem esteja lá sempre para o que der e vier escolha o Mr. Right. 

 

No meu caso foi fácil, quando o vi soube que ele era a minha cara metade. Se tivesse paixões arrebatadoras, tive sim, se senti muitas vezes o frio na barriga senti sim... mas muitas vezes ignorei-as porque sabia que o tipo não era ideal para mim. Se o senti com o B sim senti quando ainda não namorávamos e andávamos num fica não fica (até porque o começo da nossa história não é fácil). Mas nunca foi aquela loucura que senti por exemplo pelo meu primeiro amor de verão. A diferença é que eu tornei-me a melhor amiga do B ainda antes de nos rendermos a evidência que era mais do que amizade. Eu soube primeiro que ele lol. 

 

A minha opinião é sempre a paixão cega-nos, não nos deixa ver com clareza, quando ele acaba ou vem o amor ou então acaba e olhem que o amor não é cego... quantas vezes não damos por nós a detestar qualquer coisa que o outro faz e pensamos mas que raio ele mudou, não, ele não mudou... a paixão é não nos deixava ver as coisas como elas eram... O amor é desafiante e trabalhoso... a paixão vicia e por isso é que há pessoas sempre em busca dela. A paixão não traz calma, o amor sim... 

 

Mas pronto tirando o eterno debate entre paixão e amor e saber distinguir ambos. O que eu realmente fiquei a pensar foi, não terá a Pipoca posto os pés pelas mãos. Ela não conta a história da amiga, não conta detalhes. Mas sendo que ela é muito conhecida, a amiga provavelmente leu o seu post... como se sentirá ao ver ali parte do seu dilema exposto? E o namorado da amiga o tal Mr. Right... será que ele não vai saber que o post é sobre ele também e não vai descobrir que a namorada, não sente aquela pica por ele?! 

 

Eu já quis escrever muitas coisas aqui, coisas mais pessoais ou não, ou situações do trabalho... mas depois (porque fui alertada a tempos para isso) se alguém associa o meu blog a mim e descobre que eu falei de uma situação que os retrata? E aprendi a ter um lápis vermelho no meu cérebro... não me permitindo vir aqui disparatar e contar tudo o que eu acho que devia de ser contado. 

Uma coisa é falarmos com um amigo sobre outro amigo e dizer opá qual a tua opinião? Ou o meu sogro ou sogra é um diabo tu vê lá que ele ou ela fez isto.... é mais privado e é um desabafo... claro que se o amigo for uma língua de trapos também corremos o risco de sermos descobertos... mas na blogoesfera mais depressa a pessoa visada descobre que escrevemos sobre ela, mesmo sem a identificar. 

 

E é aqui que eu acho que a Pipoca falhou, ela podia ter falado de um modo geral, do tipo não entendo as gajas, passam anos a serem maltratadas pelo tipo errado, mas suspiram de amor por ele... e sofrem quando ele dá para trás... mas aparece um tipo que é a cara delas, que é um amor de pessoa e as gajas nem um suspiro tem por ele... porque raio escolhemos ou sentimos paixão pelo tipo errado?! 

Como jornalista ela já devia de estar mais habituada em pegar em situações do dia a dia e inspirar-se para escrever do que pegar na situação real e escrever sobre ela.... compreendo que não o tenha feito por mal, mas eu se fosse a amiga ou tal namorado não ia achar piada nenhuma. 

 

E vocês qual a vossa opinião? 

Maternidade tardia

Desde pequena que me lembro que queria ser igual a minha mãe, ser dona de casa, cuidar dos filhos e estar lá para eles. 

Desde cedo que a sociedade me pressionou para trabalhar e ter uma profissão. 

Depois existiu a pressão de tirar uma licenciatura que dê-se futuro e rendimentos, o pior erro da minha vida, porque assumo hoje que tirei a licenciatura errada. Adorei o que tirei mas em termos práticos serviu para muito pouco. 

Hoje em dia sinto-me como uma allien porque não tenho grande ambição profissional. Não gosto de desafios nem de pressões. Sim gosto de trabalhar e de me sentir útil, mas não gosto das exigências que me fazem que vão para além do meu trabalho, obrigando-me a estudar mais e a despender horas privadas nisso. Em algo que não vai contribuir em nada para melhorar o meu desempenho nem ajudar a produtividade. É o exigir por exigir porque é giro. 

Estou num local de trabalho onde vejo que as pessoas já não ficam pela licenciatura, a seguir é o pós-graduação, mais um mestrado, mais uma pós-graduação... Umas a seguir as outras... propinas para pagar, exigência laboral e o ordenado na mesma. E eu questiono-me sempre que mais valia aqueles conhecimentos lhes trazem a nível profissional. Muito poucos. 

Não sou contra a pessoa querer valorizar-se ou apreender mais ou ter outros conhecimentos. Sou contra quando sinto que as pessoas fazem muitas vezes por pressão. Lembro-me de um dia uma colega dizer que não podia fazer a pós graduação porque financeiramente não conseguia suportar as despesas. Mas ao fim de 2 semanas já se tinha inscrito na dita. 

Vejo médicos e vejo também a mesma exigência a seres lhe imposta, estudos e trabalhos para trás e para diante, enterrem a cabeça nos livros.... será que isso lhes faz deles médicos mais humanos e competentes ou bibliotecas ambulantes?! 

Depois leio este post... e concordo em tudo o que foi dito, que sim noto que tenho uma grande cumplicidade com as médicas que me seguem, porque muitas são mães e algumas a pouco tempo. E acabamos sempre por falar deles e todas nós temos os mesmos sentimos em relação aos nossos filhos. 

Noto mesmo que médicos que já são pais ou foram pais a pouco tempo são muito mais humanos, não me esqueço do meu cirurgião que pediu a equipa dele para vir me operar as 8 da noite, para eu ir ter com a minha filha o mais depressa possível. 

O que será da nossa sociedade se cada vez mais mulheres fruto da pressão da sociedade ambiciosa e materialista, tiverem os filhos cada vez mais tarde. 

Quantas colegas tenho eu com 30 anos e pergunto e filhos queres, sim mas não para agora, ainda tenho muito que visitar e ainda quero avançar mais nos estudos ou na carreira. Eu pergunto e então quando... respondem aos 35 começo a pensar nisso.

Eu só fico a olhar, se tiverem o primeiro filho aos 35 anos, com 10 anos terão 45 anos de idade. Com essa idade tinha a minha mãe quando eu tinha 18 anos e já sentia que havia muita coisa que ela não entendia por já se ter passado muito tempo. Com 20 anos terão 55 anos de idade e os filhos estarão na faculdade, altura em que é preciso maior apoio financeiro dos pais. Os filhos com 30 anos e os pais com 65 anos... bem se reformarem por aqui e surgirem os primeiros netos ainda conseguem os ver crescer durante algum tempo. A questão é que a sociedade se esquece que a fertilidade da mulher diminui bastante após os 35 anos... e já li que diminui a um rítmo de 5 a 10%. E cada vez a mais mulheres novas com problemas a engravidar quanto mais se esperarem até a essa idade. 

Mas parece me que os avós vão entrar em vias de extinção a este ritmo. 

A minha filha tem 2 avós e um avô vivos... e duas bisavós e um bisavô vivo. Mas quantas crianças tem este luxo de ter os avós por perto ou até de conhecer os bisavós?!