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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

De volta para me assombrar

A muito tempo atrás estava eu no meu último ano de faculdade, com aulas para lá do Tejo, tinha de andar de autocarro, barco e andar a pé e fazer o percurso contrário para ter mais aulas. 

Íamos almoçar ao hospital Egas Moniz, perto do elevador não vejo um buraco e magoei o pé direito duas vezes, para um lado e para o outro.... fiz-me de forte, todos diziam é só um entorse.... o B também dizia o mesmo, hospital para quê..... até que uma médica me diz "brinca, brinca e não dês descanso ao tu pé e um dia arrependes-te".... pedi canadianas emprestadas para fazer os percursos.... dei descanso ao pé mas o mal estava feito. 

Durante anos, o pé fez a minha vida negra, andava coxa... e comecei a andar assim naturalmente, com dores de costas... visitas a massagistas e a fisiatras... ficava bem mas tudo voltava.

Até que aqui no meu Hospital já nem conseguia subir escadas, as costas num oito, tudo me doía e fui a fisioterapia pedir uma consulta. 

Consulta e ecografia finalmente, aquela que devia de ter feito na faculdade e ter accionado o seguro escolar e não o fiz, porque "era só um pé torcido, não sejas maricas".... o diagnóstico, dois tendões com estiramento, de um lado e do outro... não tendo o pé suporte, dai que era frequente eu cair e voltar a magoar o pé. 

Fiz fisioterapia, passado uns meses voltou, fui para o fisioterapeuta Alexandre... e o diagnóstico foi não tem massa muscular no tornozelo direito, anda torta para compensar o tornozelo fraco.... e comecei todos os dias a ir a fisioterapia, a minha chefe impecável, não me melgou uma única vez e tive dois meses com treinos diários de manhã. Cheguei a ter o pé ligado para não o mexer para não fazer mais danos. 

Saí de lá boa, durante 4 anos o pé não me voltou a chatear, ontem a noite voltou a doer... não sei se foi da praia e do sobe desce, ou se da força que fiz para me manter em pé nas ondas com a M. Se foi de festejar o Jogo... ou dos nervos (que nem jantar consegui). O que sei é que hoje o pé direito dói-me tal como antes, e não sei se é do peso que tenho a mais, se é de tudo o que fiz com ele este fim de semana.... mas receio muito que tenha de ir voltar a pedir ajuda ao Alexandre e da médica de fisioterapia me ter avisado que "numa próxima" não se safa à cirurgia. 

 

 

Estou de volta

De volta as rotinas e ao dia-a-dia. Gostaria de dizer que a viagem aos Açores (S. Miguel) foi a viagem da minha vida. De facto gostava muito e até teria sido senão fosse a M a portar-se extremamente mal ao final de 3 dias sem descanso. Fez-me a mim e ao meu marido perder a cabeça. Perdemos anos de vida literalmente. 

Foi tudo muito cansaço, chegou a casa e passou a dormir 11 horas seguidas a noite, coisa que nunca fez. E as sestas que já acordava com um sorriso na cara ao fim de 2 horas de sono sem fralda, passou a ser acordada por mim com resmunguice e choro. 

 

Voltando a trás, se tinha ido aos Açores não com uma criança que ainda precise de sestas. A M já se aguentava bem sem sesta um dia no máximo, ou a dormir pouco no carro. Mas o que eu não esperava era a cadeira alugada do carro não reclinar e ela dormir sempre com a cabeça pendurada e por isso estava constantemente a acordar. 

 

Estejam descansados que darei algumas dicas dos Açores e onde não gostei do atendimento... ou dicas para quem insistir em ir com crianças pequenas, atenção os gémeos portaram-se relativamente bem. Por isso pode depender muito da criança. Mas não esperem grandes posts e floreado bonito. Aqui apresento o bonito e o feio, basicamente o real. 

E férias dentro do género só faço quando a M tiver uns 7 ou 8 anos. E sim voltaria a São Miguel, mas só quando a M for maior. 

Para o Ano férias só mesmo num hotel com tudo incluído, quero paz e sossego. 

De volta

E como me custou voltar, sabe tão bem acordar sem despertador mas só com a M, que vai dar quase ao mesmo... não ter de a despachar a correr, ter tempo para mimar... ter tempo para nós... menos stress, menos brigas e menos birras... Mas tudo o que é bom acaba, e pronto entramos com novas resoluções de manter algumas rotinas que nos ajudem a manter a casa em ordem, porque a primeira semana de férias foi agarrada a roupa e coisas pendentes de organização e muito stress por ver o tempo passar e nós sem gozar realmente.