Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Lua de mel o fim :D

Bem então no dia seguinte ainda muito moles, porque o ar de Boavista é tão seco e quente que custa respirar e todos os Portugueses andam tipo zoombies e o cansaço de andar é enorme. Tomamos o pequeno almoço e somos informados da palestra do hotel, normas de segurança, não beber nem lavar dentes com água da torneira, podem pedir toda a água que quiserem que aquele hotel não tem limitação de garrafas de água como alguns hotéis de tudo incluído. Como houve muitas chuvadas e havia muitas poças de água e mosquitos, mais do que o habitual, foram nos dado também uma explicação da Dengue e seus sintomas e aconselharam a quem não tivesse a adquirir um repelente na loja de conveniência. 

O B foi muito mordido, mas não foi a Dengue que apanhou nem apanhamos nenhuma gastrite ehehe. 

Entra a seguir o senhor das viagens de turismo da zona e apresentou uns quantos pacotes de actividade, eu e o meu marido quisemos logo a volta a ilha com lanche. E o jantar de lagostas com música ao vivo numa casa típica da ilha. Mas o senhor falou das tartarugas, de como tínhamos acertado na altura da desova em que as tartarugas saiam da água e iam enterrar os seus ovos na praia... e que depois regressavam orientados pelo luar. Esta visita era nocturna claro e saímos antes do jantar e voltávamos por volta da meia noite. 

Eu disse ao marido que queria ir ver as tartarugas, sou fascinada por animais e como até tínhamos orçamento para mais experiências e não havia nada que nos agradasse tanto decidimos ir. 

A viagem a ilha foi um máximo, ir nos jipes de caixa aberta a agarrar as barras laterais para não cair é do melhor, apesar das recomendações apanhei um escaldão enorme.... era impossível não apanhar.... Uma aventura todo o terreno porque para além de haver poucas estradas ainda para mais a maioria estava intransitável devido as chuvadas da semana anterior. Encontramos pessoas conhecidas nessa mesma visita, lá está os Portugueses não vão a lado nenhum sem encontrar algum conhecido :D. Neste caso era a vizinha da minha avó e esteve no mesmo voo que nós, o tal :D. 

Esta foi a nossa primeira vista, a segunda iria ser as tartarugas... o nosso grupo estava despachado... e ficamos uma hora a espera que os jipes nos viessem buscar...o senhor da agência dizia que estavam atrasados porque algumas pessoas estavam a jantar do outro hotel. E nós indignados porque não jantamos porque nos tinham dito que não havia tempo. Apareceram os jipes e quem se atrasou segundo os portugueses do outro hotel foram uns Alemães. Bem lá fomos nós a vigem a noite sem luz é surreal... os jipes iam a uma velocidade furiosa a tentar chegar a tempo... nós aos solavancos só desejávamos chegar vivos, felizmente estes jipes eram fechados, mas não tinham bancos nem cintos. Eu e todos íamos agarrados ao que podíamos, cheguei a ser agarrada por um senhor porque ia caindo ao chão... os Alemães exigiram ficar no banco da frente ao lado do condutor, porque enjoavam.. ahah coitadinhos... 

Chegamos a meio do caminho e dão a volta por ali não podiam ir estava inundado, mais uma volta agora pela areia e pelas dunas, bem nunca tinha andado sob a areia e só posso dizer a sensação é constante de que nos vamos virar, saltar dunas num jipe a noite sem ver nada, o guia a fazer curvas em cima... enfim... lá chegamos vivos ao local e vimos outros grupos a regressar dizendo que era lindo e afins... E nós a pensar bolas perdemos as tartarugas se os outros estão a regressar. Tínhamos de estar quietos e calados, o guia iria a procura da tartaruga com uma luz vermelha, única que podemos usar e quando víssemos a luz a piscar tínhamos de lá ir... ficamos com um guia connosco. Um dos rapazes que ia connosco sente-se mal... fome e dores de cabeça mais enjoo da viagem... felizmente eu tinha o kit comigo, água, aspirina granulada de acção rápida e bolachas... deitamos o rapaz, demos açúcar, depois de recuperar levantou-se e bebeu e comeu e tomou a aspirina e ficou melhor (no dia seguinte estava de cama com uma gastroenterite, lavou os dentes com água da torneira). 

Passou-se uma hora e nós sentados na areia da praia às escuras, sem poder falar, e dá-me vontade de fazer xixi.... digo ao marido e ele diz vai atrás de uma duna, mas eu vou contigo... sim não é seguro ir para lado nenhum sozinho quanto mais às escuras... bem avisamos o guia e o grupo que ficou a olhar para o local onde fui fazer xixi ao ar livre, eu que odeio campismo e afins... e adivinhei sou picada no rabo por uma melga... lol...

Passaram-se duas a 3 horas e o Guia regressa e diz que com muita pena já não há tartarugas... voltamos e andaram ainda mais rápido do que na ida... se achávamos que íamos morrer na ida, à volta então... bem uma aventura autêntica... mas chegamos ao hotel muito desiludidos e felizmente quem ia com o nosso grupo de hotel era advogado e combinamos no dia seguinte falar com o senhor da agência e exigir o nosso dinheiro de volta. Foi nos garantido ver tartarugas e o que vimos foi um rali no deserto. Que a culpa era dos guias que se atrasaram a espera dos Alemães quando deviam de ter seguido sem eles, porque o grupo que saiu da praia quando chegamos, chegaram a praia pelo menos uma hora antes.. o advogado fez questão de lhes perguntar. Sim era um senhor de 40 anos e ele já devia de ter experiência e desconfiou de várias coisas e fez questão de perguntar as pessoas que viu o que viram e quando chegaram. 

Acham que nos devolveram o dinheiro bem aquilo foi uma briga, o advogado português lá conseguiu porque disse que ia abri um processo contra a Soltour que era a agência para a qual eles trabalhavam. E iria conseguir o dinheiro de volta. No final o meu marido propôs que dessem metade do dinheiro, para compensar o atraso... e que assim pelo menos o combustível ficava pago porque até foi uma bela aventura. E lá o senhor ao fim de uma hora e tal a negociar aceitou dar a metade do dinheiro. 

Nesse mesmo dia um dos portugueses com quem almoçávamos e jantávamos em grupo tinha ido dar um passeio e viu uma tartaruga em pleno dia perdida e ajudou-a a por no mar... sério se isto não é gozar com a cara de uma pessoa. 

Na última noite que ficamos iríamos ao jantar de lagostas, bem depois daquilo das tartarugas só pensávamos ui vamos passar fome... só vós digo que ainda me lembro do sabor das lagostas e do bom jantar que foi... e da bebé cabo verdiana que tive ao meu colo e a embalar e que não queria o colo de mais ninguém :D... 

 

E pronto com a caça aos gambozinos acabou-se as nossas aventuras por terras da Boavista... mesmo com tudo o que passamos, voltava lá hoje sem hesitar... e tenciono voltar com os meus filhos, mas que sejam um pouco maiores para aproveitarem e lembrarem-se também :D

A lua de Mel parte 2

Então lá consegui reservar a lua de mel para a ilha da Boavista no hotel Iberostar. E uma semana antes do casamento a agência Abreu devolve o dinheiro que simpáticos. Se depender de mim não enganam mais ninguém a pala de reservas de viagens sem confirmação prévia. 

Depois do Casamento que teve claro algumas coisas que não correram como o B esperava, mas que ninguém reparou mas que fez o rapaz andar um pouco nervoso no dia. Fomos para nossa casa, e depois de 30 min a despir o vestido e a tirar todos os ganchos e extensões do meu cabelo, ainda tive mais 30 min no banho a tirar a quantidade de laca do cabelo.... Yap a noite de núpcias minhas queridas é a mais romântica das nossas vidas, not.... e não venham com deixavas o banho e o cabelo para depois que nem eu nem o rapaz tínhamos forças para mais. 

Sério doía-me tanto os pés sniff... assim que saio do banho o B estava quase a dormir, acho que dormimos 2 horas se tanto porque tínhamos o voo logo cedo de manhã e tínhamos de estar duas horas antes da hora de voo por ser um voo intercontinental. E de facto só o que andamos e depois passar pelas máquinas automáticas do passaporte, é de bradar aos seus. E por falar nessas máquinas burras... ora eu tenho 1.50 e esta escrito no passaporte electrónico e a dita máquina tem de ler e reconhecer a nossa face e medir a nossa altura. Pois eu entrava e a máquina só me dizia para eu me posicionar. Não me detectava, quem programou a máquina não a programou para ler logo a altura e ir a procura do anão lol.. Tinha de ser eu a saltar e a dita máquina baixava. Mas antes disso experimentei 4 máquinas diferentes. Já suava por todo o lado, o marido do outro lado e eu a imaginar ficar na fila enorme de pessoas que não tinham passaporte electrónico ou não conseguiam o usar sozinha. 

Bem apanhamos o voo e descobrimos que não nos colocaram juntos, ficou cada um numa ponta dos bancos com o corredor a separar. Que romântico. Ao meu lado um casal caricato em que a senhora só se benzia e rezava e depois ficamos amigos de hotéis :D. 

2 horas e meia de voo e vemos-nos aproximar da ilha da Boavista, o piloto não diz nada e eu acho estranho, acedem as luzes dos cintos e lá pomos a preparar a aterragem... ele gira o avião e volta dar uma curva e volta a dar a volta a ilha. Ok ainda não pode aterrar será... tenta outra e outra vez... e ouvimos dizer que devido as más condições meteorológicas que terão de tentar aterrar na ilha do sal. 

E eu penso que raio mas eu não vim para África, será do vento?! A aterrar no sal foi a segunda tentativa, disse para nos preparar que ia ser atribulado... e eu a dar a mão ao dito cujo e a pensar o que raio... já tínhamos sentido o avião todo a tremer a tentar aterrar... os ventos empurravam imenso... eu já só dizia esqueçam lá a ilha do sal e voltem para o continente Africano, o marido diz hmm se calhar já não tem combustível... a senhora ao lado de mim só ia a rezar e fechou as cortinas... 

Segunda tentativa, eu olho para a asa do avião pela janela da frente e vejo que vamos a aterrar um pouco de lado e só penso...bolas vai bater no chão de lado... alguém a frente grita ao ver aquilo.... os ventos eram imensos... aterramos e todos batem palmas.... 

Somos enviados para a sala das chegadas mas barrem nos a saída do aeroporto, ninguém nos diz nada... dizem que está mau tempo e não sabem quando podemos levantar voo... era hora de almoço, bebés a chorar, nós sem água e não nos deixavam sair para ir aos cafés do aeroporto que nem abertos estavam. 

Ao fim de uma hora de espera, vamos a máquina uma fila enorme, troca de notas e moedas. Pessoas a contar moedas... solidariedade... olhe nós compramos a água e vocês os salgados e partilhamos... nós compramos água e alguém deu nos algumas batatas... porque só tínhamos moedas para uma coisa ou água ou comida. 

Os ânimos começam a exaltar-se algumas pessoas conseguiram sair e não podiam entrar... o marido tinha sido um dos que conseguiu sair para comprar alguma coisa.... não podiam entrar porque o mesmo polícia que deixou sair teimava que eles não tinham bilhete nem voo e não tinham visto para a ilha do sal mas sim para a da Boavista... Surreal mesmo... já se ouvia ameaças de que iam prender quem estava a reclamar e eu a rezar para o marido não abrir o bico... Lá chega outro polícia e deixa todos entrar mas diz que ninguém mais sai daquela sala e não reclamem senão vão presos. 

Era ver todos os portugueses a ligar as agências em Portugal... ao fim de 2 horas e pouco de sufoco sem dizerem nada, mandam embarcar no mesmo avião. Entramos e nada de arrancar e o avião tem um cheiro a queimado, tentam ligar as luzes e nada... E eu oh que sorte a minha... dizem que existe uma ligeira avaria e que vão tentar resolver a mesma. 30 a 40 min sentados num avião a ferver... crianças a chorar por todo o lado... eu só pensava que já devia de estar no hotel a beber pina coladas a mais de 3 horas e estava ali presa no meio da ilha do Sal. 

Finalmente levantamos voo e aterramos, ao aterrar percebemos o que tinha acontecido, nos dias anteriores ao irmos houve chuvas intensas na ilha da Boavista que causaram inundações em todos os lados... até pontes caíram. A pista tinha poças de água. Chegamos eram 5 horas de lá 7 de cá em Portugal e eu só pensava o pessoal em Lisboa deve de estar super preocupado ficamos de avisar que tínhamos chegado e já se passaram 5 horas da hora prevista. Ainda para mais o voo saiu sem atrasos de Lisboa. 

Cheguei e comprei logo ali 2 chocolates felizmente aceitavam euros... e foi o que consegui comer ao fim de mais de 5 horas sem comer.... chegamos ao hotel o pessoal do hotel a fazer uma festa e nós com cara de enterro, tentarem dar-nos colares de flores e nós só dizíamos água e comida... os cocktails de boas vindas voaram... e assim que perceberam o que nos tinham feito (era obrigação da companhia arranjar comida para nos dar enquanto esperávamos) abriram o snack bar mais cedo para podermos comer :D.... 

Chegamos ao nosso quarto e estava inundado (a janela ficou mal fechada e com a chuvadas entrou água).... ligamos para resolverem o assunto... deitamos na cama que estava seca e adormecemos até vir alguém ver o quarto... claro que antes já tinha mandado sms a dizer que estávamos bem mas tínhamos sido desviados para o sal pelo mau tempo. Responderam de volta dizendo que tinha dado nas notícias do almoço que a ilha da Boavista tinha encerrado o aeroporto pela chuva intensa... e calcularam que não tínhamos podido aterrar logo. 

Acham que as peripécias ficam por aqui, ahha felizmente só temos mais uma história para contar curiosos?!  E não tem nada haver com o tempo que felizmente as chuvadas pararam e ficou um calor intenso....

M a corajosa...

Hoje de manhã a M avista uma arranha, eu vou e tento evitar que ela mexa nela, mas também não a quero matar...então vou com papel tentar que a dita aranha suba para ele, qual que ela a aranha ia sempre para o lado oposto ou tentava me subir e eu dava aqueles gritinhos estúpidos de gaja e a M ria-se e eu digo a B  - "o mor tira a aranha daqui" e ele - "oh se queres mato-a mas tu não queres que eu a mate" e a M faz o que vê o papel e tau manda uma sapatada na arranha com o papel e tadinha fica sem umas patas e andar em círculo em sofrimento e eu pronto acabo por matar a bichinha. 

Eu quero acreditar que ela queria apanhar a aranha como eu tava a fazer, mas só assim se calhar tenho uma pequena psicopata em casa...também não ajudou muito eu e o pai rirmos (sério que tentamos não rir),.