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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Ele é o meu pilar

Durante todo este tempo, ouço sempre o mesmo, sou uma pessoa de personalidade forte. Sou forte, heroína... mas a verdade é que eu só sou forte com ele e por ela. 

Durante toda a minha vida juntos, já me aconteceu tanta coisa má, a doença do meu pai, estava lá o meu rochedo, a minha primeira perda gestacional, estava lá o meu rochedo, a gravidez atribulada da M estava lá o meu rochedo, cirurgia de urgência mais uma vez o meu rochedo estava lá, ouvir a sua voz assim que acordei, ouvir as enfermeiras dizerem-me que ele nunca saiu de perto do recobro, e assim que o tempo estipulado da cirurgias terminava ele ia logo ver de mim. Na doença da M fomos o pilar um do outro. Desta vez a perda foi maior, mais difícil, envolveu um internamento, uma anestesia e novamente assim que entro no recobro ouço a voz dele a perguntar por mim e ele a ficar ali comigo. 

Sem ele nunca teria conseguido ir ao fundo do poço e voltar.... não há prova de amor como esta que ele me dá... não importa se ele me dá jóias ou prendas caras, não importa se não me faz declarações de amor tão grandiosas como as que a Cocó conta... o que importa são os momentos maus e quem está lá ao nosso lado para nos segurar... porque os momentos bons esses são fáceis de lidar e sim são os que merecem ser recordados, mas nunca devemos de nos esquecer quem está lá nos maus, porque nos maus muitos poucos ficam. 

 

No fundo o meu B é simplesmente isto para mim, 

He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;

 

Excerto retirado do poema de W.H. Auden, a diferença é que he still his and i hope he will be for many more years to come. 

 

Quando se tem filhos nunca deixamos de amar

O amor tem várias definições, várias variações, existe o amor que une os irmãos, os filhos para os pais, os pais para os filhos, o amor que se tem aos nossos animais, o amor numa relação e ainda existe o amor que se tem pelos progenitores dos nossos filhos.

Quando tive a M, o meu amor pelo B cresceu mais do que eu achava possível, aquelas primeiras semanas fui invadida por vários sentimentos, mas o que mais me surpreendeu foi sentir-me a apaixonar de novo pelo B, aconteceu no hospital, vê-lo cuidar da M e de mim... vi que fiz a escolha certa. Claro que nasceu outro amor nesse dia, o amor pela M maior que eu própria, um amor maior, um amor que me faz saltar de imediato para a proteger. Se o B a está a repreender ou a disciplinar preciso de me controlar e as vezes falho, porque o meu instinto de protecção entra ao rubro.

Mas quando a M nasceu eu entendi logo ali, aconteça o que acontecer vou sempre amar e estar ligada ao B... pode não ser o amor que se tem numa relação amorosa, mas será sempre um amor que ali fica, uma ligação mais forte do que nós próprios. Não sou a única que digo isto, e já o vi a acontecer com várias pessoas, uns que voltam a ficar juntos após anos separados. Outros em conversas com quem se separou, que dizem sempre que nunca vão esquecer o pai dos filhos ou a mulher dos filhos, mesmo estando noutra relação.

 

 

Os romances fazem mal...

Este fim de semana, tive o privilégio de rever o filme a Proposta, e chego ao final a suspirar por um amor, pela descoberta, pelo novo amor, aquelas borboletas na barriga e afins.... aquele mulher foge de homem e homem vai a correr atrás dela tão típico dos romances... 

Depois paramos olhamos para a nossa história de amor e sim tivemos aquele encantamento inicial tão bom e que vicia, que faz com que muitas pessoas saltem de paixão em paixão a procura dele, e depois caímos no amor e quando vemos um filme romântico apercebemos-nos que aqueles filmes fazem nos mal.

Mulheres aprendam de uma vez os romances não retratam a realidade nem de longe nem de perto...são poucos os filmes que já vi de amor que retratam bem o que a vida é... 

Senão vejamos, num filme ou livro romântico temos sempre homem e mulher que se odeiam (exemplo 1) ou homem e mulher que se cruzam e há ali logo uma química no ar (o meu caso eheh), depois existe sempre algo no meio que faz com que o casal se separe, e no fim seja pelo drama de mulher que cai na água, ou se perde, ou tem um acidente, ou seja por outra epifania qualquer o homem apercebe-se que estava perdido de amores por ela e vai a correr ter com ela. 

Pronto são estes os ingredientes para uma boa história de amor e acabam sempre pela parte em que se vão casar ou começam a namorar...e pronto assim ficam todas as mulheres no fim do livro a suspirar pelo amor que viram ou leram e a olhar de lado para o marido ou namorado. 

Façam uma pausa e pensem em como começaram a namorar e se calhar até tem algumas coisas semelhantes não?! Eu tenho, claro que não tenho aquela parte de a mulher mete-se em apuros ou tem um acidente e o príncipe encantado vai lhe salvar... mas a minha história sim dava um livro. E não vos posso contar porque a história não é só minha e envolve outras pessoas, que mesmo no anonimato há sempre quem nos conhece. 

É bom saber

Que mesmo após 10 anos juntos, ainda fico nervosa quando tu não estas. Ontem mal consegui comer o pequeno almoço por não estares comigo, por saber que ias viajar para fora do país. 

É bom saber que após 10 anos juntos, passei o fim do dia todo a espera de ouvir a tua chave na porta, sempre que ouvia a porta do prédio. 

É bom saber que após 10 anos juntos olho para o relógio e nunca mais chega a hora de tu vires para ao pé de mim. 

É bom saber que após 10 anos juntos, não me apetece cozinhar por não estares cá para provar a comida, que não janto nada de jeito porque estou sozinha. 

Sim tenho a M o que me valeu uma bela distracção até as nove da noite, mas depois um silêncio enorme naquela casa e eu comi uma sandes de atum e vi tv. Nem animo tinha para tratar das coisas da casa. 

É bom saber que o amo tanto como no primeiro dia, que me sinto igual ao fins-de-semana que ia casa dos meus pais, ou fins-de-semana que passava sozinha sem ele.