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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Sobre o aborto

Este será sem dúvida um post polémico. Eu votei no não para a liberalização do aborto, não por achar que a mulher não tenha o direito de opção, mas sim porque acho que não fazemos o suficiente em Portugal para evitar que uma gravidez não desejada aconteça. Educação sexual em Portugal é tão debaixo do lençol que mal a ouvimos falar, parece tudo tabu. Como querem que os jovens aprendam?! Obviamente que depois fazem más escolhas e decisões certo, jovens e mulheres adultas porque não podemos esquecer de uma geração mais velha onde tomar a pílula tinha de ser feito as escondidas e que sabem menos do seu corpo e dos seus ciclos menstruais do que deveriam na realidade saber. E também os Homens que continuam a olhar de lado para a menstruação e ciclo férteis da mulher... fazendo que eles também desconheçam os riscos e falhar tomas da pílula e em que altura do ciclo é mais grave a falha desse mesmo comprimido. 

Depois sim senhores temos preservativos e pílulas gratuitas, mas é tudo uma chatice para as conseguir... ir ao centro de saúde a uma consulta de planeamento familiar marcada a disposição deles e não nossa, ora implica uma mulher ir pelo menos 3 em 3 mês a essa dita consulta buscar a sua pílula gratuita, para quem trabalha e tem filhos é mesmo a melhor forma certo, claro que não, por isso é que eu desde que trabalho que pago a minha própria pílula ... ATENÇÃO PAGO A MINHA própria pílula... e PAGO BEM caro o minha Ginecologista, porque ahaha ginecologista no público é muito acessível sem dúvida. 

Deviam de olhar para Inglaterra, onde quem quer comprar a pílula vai a farmácia e atenção não paga absolutamente nada... sim leram bem... não paga absolutamente nada... e era assim que devia de ser em Portugal íamos a farmácia (e não venham com M*** de que devia de ser um médico a passar a receita, quando podemos a comprar sem receita nenhuma) e pedíamos a pílula, mesmo que isso implica-se ter receita médica mas que permiti-se levantar se fosse preciso 12 caixas pílulas, porque os rastreios ginecológicos deviam ser feitos anualmente e assim obrigavam a mulher a voltar a consulta para ser examinada e ajudar em qualquer dúvida ou ajustar o contraceptivo. 

Depois os preservativos ah e tal são de borla nos centros de saúde e clínicas públicas, mais uma vez digo deviam de ser gratuitos bastando ir a farmácia e pedir... 

Ah e que estivesse bem sinalizado aqui preservativos grátis... e não venham com moralismos de que isso incentiva os jovens a fazer sexo, gente eles fazem cedo de mais a maioria das vezes e a maioria das vezes fazem-no desprotegidamente. Mais vai educar e que estes o façam de forma segura. 

Agora em relação ao aborto ser ainda por cima gratuito, epá tirem de deste filme, uma mulher que não pode ter filhos fica anos a espera de tratamentos e estes só são comparticipados, tendo muitas vezes de fazer medicação do seu próprio bolso e só tem direito a 3 tratamentos de fertilização. 

Mas para fazer um aborto é as vezes que quiser e não paga consulta nenhuma, epa desculpa mas a história de que fazem aconselhamento sexual as jovens e que isso é uma passo para evitar um segundo aborto é balelas, eu conheço um caso que fez dois abortos voluntários e a rapariga só tinha 20 anos e tinha um bebe já com ela (não foi a tempo de o fazer)... e depois as estatísticas mostram que nesse campo continuam a falhar. Quem faz um aborto tem uma taxa muito elevada de voltar a fazer um segundo ou terceiro principalmente se a experiência não foi dolorosa nem muito traumática. 

Claro que a maioria das minhas leitoras deve de estar a pensar, bolas mas qual a mulher que faz um aborto assim de forma deliberada e sem ficar a matutar no assunto, infelizmente muitas mulheres... não podemos olhar para todas nós e acharmos que sentimos e pensamos da mesma forma, caso contrário não havia crianças abandonadas pelos pais, porque se eu perguntar a maioria das pessoas que eu conheço preferiam passar fome e não ter nada a ter de abandonar seus filhos. 

Pois ainda no outro dia li uma reportagem onde a percentagem de crianças abandonadas ou a viver sozinhas era superior a 20%... crianças de 5 anos a cuidarem dos irmãos de 3 anos enquanto os pais andam por ai e voltam a casa para dormir. Chocante certo... claro que sim, ou pais que emigram e deixam os filhos em casa sozinhos porque o mais velho tem 15 anos e cuida dos outros... conseguiam eu não.... 

Por isso é que acho que pagarem 7,50€ pela consulta de interrupção a gravidez não me choca nada e até acho justo, num país onde os contraceptivos não chegam a todos a custo zero devido a burocracias do estado. 

Depois não me venham dizer que isto vai fazer com que o aborto clandestino aumente, porque ninguém faz um aborto clandestino por 22.5 (estou a contar que tenham de pagar as 3 consultas obrigatórias). 

E depois quem não tem posses já por si é isento das taxas moderadoras, por isso não vejo onde está o problema, juro que não vejo... 

Da menina de 12 anos

Toda a história faz me arrepiar de medo, pelo pânico que aquela criança viveu e vive diariamente na sua cabeça. 

Depois ao lermos a história de vida daquela criança vemos que já foi retirada a família uma vez, e esteve a viver numa instituição durante 1 ano e meio e foi devolvida a família. Mas claramente aqui pelo meio o Governo perde e em muito na recuperação das famílias e das crianças... porque isto acontece imensas vezes, até demais. Claro que um pai ou uma mãe tem todo o direito de se emendar e recuperar os seus filhos... mas o Estado que ficou sem tutor tem o direito de proteger as crianças e aqui falhou e só de pensar em todos os casos que falha, é de deixar cair uma lágrima.... 

 

Depois a menina foi retirada da família mas a mãe da mesma pode-a visitar, isto acho errado, deveriam de logo mexer-se para tentar perceber se a mãe sabia... e peço imensa desculpa mas tenho muita dificuldade em aceitar que a mãe não saiba. Se quem levou a criança ao médico foram funcionárias da escola que notaram que a rapariga estava grávida e não sabia... como é que uma mãe que supostamente vive e tem o dever de cuidar e proteger seus filhos não se apercebe pelo menos que a filha está grávida. Sim podem alegar que os abusos ocorriam quando a mãe não estava presente... mas bolas é preciso ser-se uma merda de mãe e desculpem o nome...e não se aperceber de que a filha anda triste, calada e deprimida... é preciso ser-se uma merda de mãe e não mexer mundos e fundos para perceber o que a filha tem... 

 

É assim a pessoas que deviam de nascer logo esterilizadas a nascença porque claramente não merecem o nome PAI E MÃE....

 

Seja o que for que decidam para a menina, ela já esta psicologicamente afectada, e qualquer decisão a pode afectar ainda mais.... sofrer um aborto nesta fase é sinónimo de ou parto normal ou cesariana e isso já a faz passar por um processo traumático, depois ter um filho é obvio que a pode lesar ainda mais, mas ela pode ainda ficar mais lesada se o entregarem a uma instituição... 

Só ela e equipas médicas especializadas saberão o que fazer, mas deixem a mãe da criança fora do assunto, senão soube a proteger até agora duvido que saiba o fazer de agora em diante, agora que ela vai precisar muito de colo da mãe, mas é do colo de uma mãe capaz, daquelas que sabe ouvir e sabe proteger... agora ela vai precisar de muito amor e paciência e isso não me parece que a sua mãe tenha.... e com a idade que tem, não me parece que vá encontrar esse colo que tanto precisa numa mãe adoptiva...