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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

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A menina mais triste do mundo - opinião

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Retrata a história verídica de uma menina que foi separada da sua família e dos seus irmãos, vamos percorrendo um diário da sua recuperação e descobrindo alguns horrores psicológicos que esta menina passou. 

Confesso que li em 3 dias e teria lido em 1 dia caso não tivesse obrigações laborais e familiares. O livro prende, queremos ver o que acontece e como recupera a menina dos abusos psicológicos que passou. 

O que apreendi foi que não tenho estofo para ser assistente social e muito provavelmente mãe de acolhimento (diferente de adoptar) porque o último caso é quando a criança ainda não foi entregue a uma família a tempo inteiro ou adoptada, e por isso os familiares da criança podem encontrar-se com a criança e até haver encontros acidentais na rua. E acreditem é preciso muito estômago para não dar um enxerto de porrada a quem tanto mal faz. 

Pelo livro também vemos a importância das crianças maltratadas seja psicologicamente ou fisicamente serem retiradas desse ambiente o mais cedo possível, por que a reabilitação é possível de ocorrer, mas para isso é preciso intervir num tempo chave... senão a criança maltratada torna-se numa adolescente disfuncional e que por sua vez vai maltratar os seus filhos e cair nos mesmos padrões que os seus pais. 

Por isso é que me choca sempre como é que a retirada das crianças a uma família seja sempre o último recurso, as assistentes sociais primeiro tem de accionar vários meios de ajuda e só no fim de todos falharem é que pode retirar os filhos aos pais. 

Eu sei que se deve de dar uma oportunidade de reabilitação aos pais, mas será que para isso devemos de comprometer o desenvolvimento de crianças que não pediram para nascer, muito menos para sofrerem abusos? 

Também recomendo que leiam o livro porque neste mostra-nos um lado da educação que podemos adoptar aos nossos próprios filhos. As estratégias utilizadas pela autora podem muito bem ser adaptadas aos nossos filhos porque sentimentos como raiva e injustiça todos passamos infelizmente.