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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Só pode ser karma

Aconteceu novamente. Não é por ser uma segunda vez que a perda se torna mais fácil. Acho que ainda é mais difícil. A primeira sabemos que é normal. É a primeira gravidez o corpo ainda não se adaptou e pode acontecer a maioria das mulheres. Mas quando é a terceira gravidez e já perdemos um, nunca nos passa na cabeça perder. Muito menos as 9 semanas quando já tínhamos visto o feto e o coração a bater. Chegar a consulta sem qualquer sinal e assim que olhamos para o ecran por não ser a primeira vez percebemos logo q algo está mal. O saco esta grande como devia mas o embrião esta pequeno. E sabemos logo que algo esta mal. E ouvimos a palavra infelizmente e o mundo desaba. Infelizmente algures entre as seis ou sete semanas o coração parou. Mas o corpo considera que a gravidez esta viável e por isso desenvolveu o saco e não há sinais de aborto. Depois a explicação do que fazer. Escolhemos fazer em casa. Supostamente seria fácil. Não foi. Não pela dor porque fisicamente não tive dores. Mas sim psicologicamente e porque ao fim de três dias nada de sangramento e já tinha acabado uma caixa. Fui internada na cuf pensei em horrores, porque sempre ouvi dizer que doia que sentíamos tudo. Felizmente no privado tratam nos mulheres que perdemos bebés com dignidade. A enfermeira foi querida. Explicou tudo e disse que seria sedada e ia dormir e que nunca iam me por no mesmo sitio com uma mãe acabada de ter um bebé. A minha obstetra uma querida que quis ser ela a fazer o procedimento mesmo tendo ficado a trabalhar até as nove para acabar as consultas. Graças a ela fui só aspirada. Ao anestesista que foi um querido e me perguntou sobre a minha filha para que fosse dormir a pensar nela e não no que me estava acontecer. Acordei a pedir para continuar a dormir. Acordei muito bem. E assim que chegou um bebé levaram me logo para o meu quarto. Claro que o meu marido não me deixou sozinha. E a minha família e amigos deram imenso apoio. E aos poucos vou dando a volta por cima de um pedragulho no meu caminho. Dia 29 de Fevereiro felizmente só acontece de 4 em 4 anos. Foi o dia em que descobri que o meu corpo me deixou mal novamente.

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