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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Eu sou muito felizarda

Nestes últimos 3 dias apercebi-me da sorte que eu tenho. Se claro que senti saudades de Lisboa, de andar de metro, de ter aqueles 20 minutos de manhã e ao final do dia para ler. Ontem relembrei-me do pior de andar de transportes. 

Não apanhei o metro, ouvi-o chegar, vi as pessoas todas a correrem feitas malucas e eu nas calmas tanto de manhã como ao fim do dia, porque nestes 3 dias nunca tive mais de 3 min a espera que uma carruagem chega-se. Nem mesmo na terça de Carnaval. Mas ontem o drama abateu-se quando olho e vejo que o tempo até a próxima carruagem era de 10 min. Pensei eu, a M esta bem entregue, sento-me aqui a ler... ao fim de 3 minutos a plataforma estava a pinha de gente e com o passar do tempo comecei a ter realmente medo de cair da plataforma tal não era a quantidade de pessoas. Mas como aqui a je estava mesmo a frente não podia ficar para trás e não entrar no metro quando este chegou. Resumindo fiquei tipo sardinha em lata numa estação quase terminal. Estão mesmo a ver o estado caótico que aquilo ficou a medida que íamos avançado, pois já me doía tudo, os pés, os braços que tentavam segurar a mala e segurar-me a mim no meio dos empurrões e solavancos. Enfim serviu para perder logo a saudade de Lisboa e de andar de transportes públicos. 

Depois mais uma vez cheguei a casa depois das 7, três dias seguidos que mal vi a pequena, tenho muito a agradecer os meus pais e quando digo aos meus pais digo aos dois... pois o meu Pai estava sempre a cozinhar o jantar enquanto a minha mãe preparava a M para jantar. 

Mas claro que isto foram apenas 3 dias excepcionais em que os meus pais vieram de longe para me ajudar. Mas nesses 3 dias reparei que a M reagia de uma forma estranha ao me ver, ficava eléctrica, birrenta e só fazia asneiras. Então ontem foi o cúmulo para conseguir adormecer, ela não queria por nada adormecer porque sabia que a mãe saia do quarto quando ela adormecia... eu deitava e ela apontava para a cama e dizia " Ahdiah" que na linguagem dela é quando quer que eu faça qualquer coisa. Neste caso era mãe vem para aqui (eu não caibo num berço). Só a conseguir por a dormir com recurso a um biberão de leite duas horas depois do horário normal de se deitar. 

Depois acordou a 1 e assim ficou mesmo após mais leite até as 4:30 da manhã... eu e o B já nem sabíamos se era birra dela, se era para chamar a atenção ou se era dentes já que andou assim esta semana toda (já perdi a conta as vezes que me levantei a noite nestes dias). Claro que no final as 3:30 lá o B acedeu em dar-lhe um benuron não fosse a teoria da mãe estar certa... acabou por adormecer com o B (que teve mais paciência que eu) as 4:30... e pensão vocês que eu dormi entretanto, pois não o B tem a capacidade de dormir sabendo que ela esta bem, mesmo que a choramingar ele dormita, então se alguém esta com ela dorme ferrado. Eu passo a noite em alerta naquele sono tão despertável que faz parecer que passei uma directa. 

E com isto só me resta de facto ser solidária com os pais (ambos) que saem de casa cedo as 7:30/ 8:00 já estão no metro, que deixam os filhos de madrugada com estranhos numa creche ou escola e ambos os pais os vão buscar muito próximo da hora de jantar, já sem forças eles e os filhos cheios de sono e birras porque só vêem os pais ao fim de semana. 

Comentei isto ao jantar e se me visse forçada a isso (perde-se o meu santo emprego) era o que o B dizia, iríamos fazer escolhas e sacrifícios e provavelmente trabalharia em part-time ou ficaria em casa com os filhos, e eu sou dessa opinião, não estou-me a diminuir nem a quer dizer que isso deva ser do papel exclusivo da mulher, estou a querer dizer que para mim ser "mãe" é estar presente mesmo que implique muitos sacrifícios... 

Por isso é que ontem em conversa de nós portugueses estamos mal nos empregos ou trabalhos mas acomodamos-nos a eles eu respondi que sim tenho muitos problemas no local onde estou, mas acomodei-me a ele pelo horário e a possibilidade que tenho de acompanhar os meus filhos na sua vida. 

Por isto tudo posso dizer que sim sou muito felizarda (mesmo com sono) e para tal bastou me andar nos sapatos dos outros que observava no metro. 

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