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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

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As minhas primeiras memórias

Ao ler este post da barriga mendinha veio me a memória umas das minhas primeiras memórias de infância. Não sei que idade tinha, sei que descobri anos mais tarde que aquele sentimento de perda e medo não eram imaginação, quando numa ida a praia do Baleal digo a minha mãe não gosto desta praia e a minha mãe contou-me o que eu vagamente me lembro também:

 

Para quem não conhece o Baleal é enorme, e tem ondas muito fortes e naquela altura tinha eu menos de 5 anos (acho) portanto havia tudo menos salva vidas na praia. 
A minha mãe foi a praia mais uma amiga que também tinha uma menina da minha idade, e a minha mãe tinha 3 filhas. 
Lembro me de ir brincar com a menina a beira mar com pá e balde e quando reparo não vejo a menina, e quando olho para o local do chapéu não vejo o chapéu e senti-me perdida... andei e andei imenso a beira mar achando que se calhar eu tinha andado... eu não chorava, porque pensei sempre não posso mostrar aos desconhecidos que não sei onde estou, não posso falar com estranhos e assim andei até que vi a Dona Fernanda ou ela me viu a mim, a minha ama e atiro com o balde a cara dela e desato a chorar que ninguém me tinha vindo buscar e me deixaram sozinha imenso tempo... de mais nada me lembro. 
Estive desaparecida imenso tempo, acho eu de que... porque não havia cá telefones e a Dona Fernanda ainda levou tempo a achar a minha mãe, não me perguntem como ela achou no meio de tanta gente. 
A explicação da minha mãe foi de que foi levar uma das minhas irmãs a casa de banho (num café bem distante) e deixou-me a cargo da amiga, que assim que viu a sua filha chegar ao chapéu não se deu ao trabalho de me ir buscar a beira mar e com a chegada de mais pessoas, bastou uma distracção para ela deixar de me ver e eu de a ver a ela. 
A minha mãe conta o pânico que viveu, a minha irmã mais velha chorar e a minha mãe só chorava e dizia como explicar ao marido que não sabia da filha, que a filha podia se ter afogado. 
Acho que só um milagre fez com que a Dona Fernanda aparecesse do nada (atenção que a zona onde morávamos era longe do Baleal) e por sorte encontrou a minha mãe antes de avisarem a polícia... acho que pouco faltou, porque a certo ponto já tínhamos metade da praia a procura de mim, pois todas as pessoas me viram, mas ninguém me abordou porque eu não chorava... 
 
Por isso é que hoje em dia tenho uma mania de olhar sempre para crianças sozinhas e procurar se algum adulto esta de vigia... e sim já encontrei uma menina perdida na praia, felizmente foi questão de a parar perguntar se sabia dos pais e ela disse que não e eu disse fica aqui comigo e olhei a volta e vi uma mãe a levantar-se do chapéu a procura e eu perguntei se era aquela a mamã dela e ela desatou a correr super aliviada, claro que levou uma bronca daquelas tadinha. 
 
P.S - tenho a vaga lembrança de um senhor me perguntar se estava perdida e eu dizer que não com a cabeça... Ver se ponho uma trela a minha filha porque ela sai a mim e tenho a certeza que respondia o mesmo...

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