Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Não comprem não vale a pena

Tinha eu um aspirador hoover compacto com saco, com 5 anos começou a dar sinal de aspirar menos, os pêlos dos gatos teimavam em não sair do tapete da sala (comprei um preto, sim dahh, mas o marido não quer trocar). Com o aproximar do nascimento da M decidimos reformar o aspirador e comprar um mais conceituado, pesquisamos e a opção era um com saco com filtro HEPA e específico para pêlo dos animais e outro o polti com filtro HEPA e depósito de água. Perguntei e li opiniões e todos diziam que o melhor era o polti, porque como tinha depósito de água, era muito mais hipoalergénico e tretas assim. Então compramos sempre com receio que a M fosse alérgica aos pêlos (ironias é alérgica a alimentos). 

Quando o compramos, notamos logo que aspirava bem e vinha com um cheiro para por na água que deixava a casa super perfumada, ponto positivo. Ponto negativo o despejar aquela cena nojenta que fica na água cheia de pêlos e cabelos e a cheirar mal e ter de deitar fora e lavar. 

Tudo muito bonito sim senhores, nada prático quando queremos é aspirar a casa depressa quando temos um recem-nascido. Depois notamos logo que umas das rodas saia de vez em quando, mas ignoramos, no meio do cansaço lá tínhamos tempo de ir por aquilo na garantia. E claro ficar sem aspirador com dois gatos. 

Depois traz mil acessórios que nunca usamos para nada, porque nunca temos tempo para nada, quanto mais mudar para o acessório do sofá, do parquet, do soalho e de sei lá mais o que. Então usamos sempre o universal, pouco tempo de o termos comprado umas das rodas desse acessório universal de aspirar, sai.. o  marido resolve aquilo com um pouco de fio e a roda mantém-se assim durante dois anos. 

Pois que agora a maldita sai sempre, não conseguimos aspirar a carpete da sala porque a roda sai e o acessório de aspirar desmonta-se literalmente. 

Solução marido já perdeu horas e dedos a tentar arranjar a maldita roda que o encaixe sofreu desgaste e acabou por estragar. Mas atenção estou a falar de uma aspirador que me custou quase 300 euros, e que o desgaste daquilo foi de 2 anos de uso (tirando que passado uns meses começou logo a dar sinais de defeito). Relembro que tinha um aspirador antigo que tinha custado 70 euros e nunca tive problemas de desgaste, só as típicas folgas que vão influenciado na capacidade de aspiração, e o aspirador durou 7 anos até ter sido roubado da casa da minha cunhada. 

Sim eu sei que foi nossa culpa, deviamos de ter posto logo na garantia e reclamar que as peças tinha defeito, sei disso tudo e o marido também. Sei também que na altura nunca tínhamos tempo, nunca era boa altura. 

E agora estamos assim com um aspirador xpto perneta, que com todo o azar que temos tido, armários da cozinha descambam no chão, máquina de lavar roupa que avaria, ferro que avaria, tudo no espaço de 2 meses é normal que não tenha dinheiro para trocar de aspirador... e portanto lá vamos tentar aspirar a casa com a escova de parquet (que é uma bela m***) que parece mais uma vassoura porque o lixo fica todo acumulado no chão... e uma escova de soalho para aspirar o tapete da sala que não dá para o parquet com o risco de o riscar ainda mais (sim maravilhas dos parquet baratos que vem já com as casas). 

 

E por isto tudo que nos tem acontecido eu e o meu marido andamos como se tivéssemos o peso do mundo em cima dos ombros... quando alguma coisa parece correr bem logo vem mais trinta m**** para cima de nós... e o sentimento é que nos matamos a trabalhar para não termos sorte nenhuma. 

transferir (7).jpg

 

Realizada pessoalmente e profissionalmente?

images (9).jpg

 Graças a este post  fiquei a pensar de facto na realização pessoal e profissional. Sim é de facto uma balança díficil de equilibrar. E a minha tende toda para a realização pessoal, já que na profissional sinto que falhei à grande, não consegui emprego na minha área e até desisti de seguir essa área em prol da minha realização pessoal (que para mim era a mais importante de todas). 

Mas lembro-me perfeitamente de me sentir um alien quando revelei na faculdade que só iria para o estrangeiro com o meu namorado e uma das minhas colegas de faculdade dizer que isso era um absurdo. Que os namorados vão e vem e no final a tua carreira é mais importante que isso... 

E eu na altura fiquei parva e disse que não, a reforma vem e o mais importante não é os teus feitos, mas a família e amigos que tens a tua volta. 

Contudo pelo post acima vejo que a nossa sociedade pressiona-nos a escolher sempre a realização profissional, temos que ser bem sucedidos, temos de alcançar o sucesso naquilo que fazemos e sermos os melhores. E já agora o ouro sobre o azul amar o que fazemos. 

Ao longo da minha vida (29 anos) encontrei diversas pessoas, mas as mensagens que me fizeram mais luz foi a da minha orientadora de estágio, com quase 45 anos numa depressão profunda, dizia que se sentia incompleta, apostou a vida toda numa vida profissional, que a vida profissional era mais importante... mas agora com uma filha de 3 anos sentiu-se posta de lado e deixou de progredir e passou a detestar o seu trabalho... e a mensagem que me transmitiu foi, descobri que posso ser feliz a fazer várias coisas na minha vida e metade nem sequer envolvem estudos. Naquele momento a sua vida era feliz a fazer crochet e bijutaria e a ver a sua filha crescer, não fosse o dinheiro e o pai da criança ter largado tudo para ir trabalhar num acção humanitária e ela poderia realmente fazer o que lhe fazia feliz naquele momento. 

Depois a outra lição de vida que tirei foi com uma senhora as portas da morte, consumida pelo cancro .... Passamos a vida toda a olhar para o lado, que devíamos ser mais magras, mais bonitas e ter mais coisas na vida, quando acabamos todos numa cama de hospital sem ninguém ao lado. 

A mensagem que estas pessoas me transmitiram foi que a vida profissional acaba quando os outros acharem que tu estas acabado. Muitas vezes as pessoas nem tem oportunidade de se sentir realizados porque aquilo que sonharam ser não lhes está ao seu alcance (como no meu caso), como o que achavam a seguir que podiam ser, deixa de fazer sentido... ou então é o dinheiro que nos impede de investir naquilo que gostaríamos de ser ou de fazer. 

 

Eu se tivesse muito dinheiro, tinha uma livraria ou trabalhava num livraria. Ou aprendia a tirar fotografia e tirava o curso de maquilhagem profissional... E trabalhava sem preocupações financeiras. 

 

Tirei a licenciatura a espera de vir a ser algo que não vim, entrei na Mary Kay como escape a minha vida profissional onde aprendi que adoro maquilhar, contudo a Mary Kay já não me satisfaz... e o que penso que me faria feliz será que me fazia mesmo?! 

Quantos de nós se dão ao luxo de dizer que amam o que fazem diariamente?

 

 

Interrupção voluntária da Gravidez

Quando foi altura de votar no referendo sobre a Interrupção voluntária da Gravidez eu votei contra. E explico porque. Acho que em Portugal deveria de haver mais medidas preventivas e educativas da população em geral para evitarem um gravidez. Claro que existem alguns acidentes de percurso, mas a realidade é a que eu de facto temia... utilizam o IVG como método contraceptivo e não como o último recurso. 

Sim eu sei que antigamente já o fazia e que era sem condições e afins, mas isso é simplesmente deixar as coisas como estão e colocar só um remendo num problema grave. 

Eu que tenho como trabalho ler processos clínicos ainda hoje com 6 anos de trabalho me custa muito ler coisas destas 6,3,3 (3IVG) no indicie ginecológico, para quem não sabe eu explico tem uma mulher que engravidou 6 vezes abortou 3 vezes (IVG) e teve 3 filhos. E acreditem que isto acontece muitas vezes, outras que simplesmente interrompem todas as vezes e só tem um filho. 

Sim podem ter tido mil motivos, mas não conseguiam ter evitado? Houve assim tantos acidentes de percurso?! 

Isto dói muito ler, dói muito porque o meu índice é 2,1,1 (AE) ou seja tive duas vezes grávida e perdi um bebé... e mãe que é mãe não esquece o que perdeu seja quais forem as semanas de gestação. E por isso é que eu olho para aquelas mulheres com aqueles indicies ginecológicos e penso como o país continua a falhar, como é que aquelas mulheres não se sentem mal por terem matado 3 filhos. Podiam ter aprendido com a primeira interrupção, podia ter havido apoio, deveria de haver ensino sexual... e depois claro perguntar claramente a mulher se deseja ter mais filhos, se ela responde não porque não laquear as trompas? 

Lembro-me muito de debater com uma colega minha de faculdade que ela era a favor, para salvar a vida a mulheres que o faziam no vão das escadas, e eu dizia pois o problema é que muitas vão usar isso como método contraceptivo e continuam expostas a doenças e a outros problemas de saúde, porque as consultas (supostas consultas) de planeamento familiar e de psicólogo não lhes vão dar juízo... tem de se educar primeiro desde pequenos a saber evitar uma gravidez e os perigos que correm a ter sexo desprotegido... 

Ela só me dizia - Achas que alguma mulher faz um aborto como passatempo?.... E eu aqui tenho a minha resposta, sim muitas mulheres faz IVG como se de uma ida ao dentista se trata-se.... 

Eu visitei uma rapariga cujo a IVG correu mal, tomou comprimido mas o feto não foi expulso e ficou com uma infecção... chegou as urgências e quase que lhe tiveram de tirar o útero... está aqui a prova como também não é dado o acompanhamento correcto a elas... já não era a primeira vez que o fazia, tinha um filho porque já não foi no prazo legal para o fazer, filho esse que tinha meses e já estava grávida novamente e abortou novamente... mas desta vez ia correndo mal... ela tinha 21 anos... Deram lhe um sermão... eu fui e dei-lhe também uma lição e disse e a pílula, ela esqueço-me de tomar... e eu então existe mais coisas, o diu, o implante, sei lá se esqueces vais ao planeamento e arranjas solução... e não só usas o preservativo, sabes lá o que podes apanhar o HIV não se vê pela cara ou pelo B.I... Ela dizia sim a tudo... mas no olhar vi que não ligava a nada que eu dizia... E eu disse se perdesses o útero como era...ela disse-me não quero mais filhos por isso não ficava triste... e eu fiquei parva e expliquei o que era a menopausa e disse sabes quando as mulheres sofrem de menopausa precoce tem maior probabilidade de ter cancro da mamã, deixam de ter libido e as relações sexuais podem ser muito desconfortáveis devido a falta de lubrificação e ai olhou para mim e disse ah não sabia, mas pode doer e eu disse sim muito.... muitas mulheres depois da menopausa queixam-se muito do desconforto, de terem de usar lubrificante, da falta de desejo... 

E ai acho que se fez luz a ela... se resolveu alguma coisa não sei... elas geralmente resolvem o assunto, e a seguir deixam de ir as consultas de planeamento familiar... 

Por isso é que eu acredito que se deve de mudar a nossa educação sexual em Portugal, para que sim aos 10 anos os miúdos já estejam informados sobre o sexo e respectivas formas de protecção sexual e quando se deve ou não iniciar a vida sexual, com quem e quando. 

Sim muitos pais tem medo que a educação sexual incentive os filhos a iniciarem a vida sexual, errado eu tive educação sexual desde os meus 11 anos, e não foi por isso que iniciei a vida sexual cedo nem nenhuma das minhas colegas de escola... estávamos muito bem informadas e sabíamos que iniciarmos cedo demais uma relação sexual podia causar danos na nossa intimidade futura, porque com essa idade não temos maturidade para relações duradouras e afins... Sabias bem e estávamos bem informados sobre gravidez na adolescência e como isso causava a perda da infância dessas raparigas, que os rapazes iam a vida deles e nunca ou raramente as apoiavam até ao fim da gravidez. 

Ignorar que existem rapazes que iniciam a vida sexual aos 13 anos e raparigas que aos seus 10, 11 anos iniciam a vida sexual cedo porque namoram com rapazes de 13 anos é só enfiar areia sobre os olhos. Não é uma percentagem elevada mas ela existe e geralmente é em extractos sociais baixos, onde os pais também nunca lhes foi transmitida qualquer educação sexual e tem mais filhos do que aqueles que gostariam ou que as mães não se protegem. 

Eu desde que me tornei Mulher, que sabia como os meus pais evitaram ter filhos... não houve segredos e é isso que quero transmitir a minha filha quando ela tiver idade. 

Não lhe vou esconder que sofri um A.E, não o vou o esconder porque foi algo que me marcou profundamente e quero lhe transmitir que quando uma mulher engravida seja com que semanas for, que sentimos logo um amor enorme e um desgosto enorme por algo correr mal. E sim também lhe vou falar da IVG mas dizer a ela que não sou a favor apenas como último recurso, mas tudo na vida tem solução e que hoje em dia a mais mulheres assombradas (as ditas que tem coração, não as que eu descrevi acima) por terem abortado em vez de ter prosseguido a gravidez. 

images (8).jpg

 

Nem tudo são rosas

Ontem o final do dia foi daqueles dias que nos faz pensar que o baby blues não são só no pós-parto, ou então esse pós-parto deve durar toda a vida em que somos mães. 

Quantas mães (e eu sei que sentem, mesmo aquelas que dizem que adoram ser mãe e julgam quem diz as verdades) é que não pensam várias vezes no que se foram meter, ou que não vamos ser capazes. 

Todos os dias, todas as etapas trazem desafios, conquistas sim, mas muitos desafios... inicialmente é o entender o bebé, o dar de mamar (que deveria ser fácil e intuitivo e não é), depois vem as cólicas, depois já não é as cólicas e é o mimo (e pensamos oh é bebé não faz mal, mas depois não fazemos mais nada que dar colo e começamos a entrar em stress)... depois vem as aventuras da introdução alimentar... as primeiras doenças, os primeiros dentes. Claro que há dias bons, muito bons e acima de tudo muitos momentos que compensam os maus. Mas os momentos maus aliados ao cansaço dão nisto... dão em pensar que não somos boas mães, que não somos capazes. 

E isto também se aplica aos homens, pelo menos no meu vejo-o assim frustrado ou triste porque não soube reagir bem a uma birra ou quando ela atira com a comida... vejo nos olhos dele e reconheço o sentimento... 

 

A M neste momento esta a aproximar-se da fase dos terríveis dois anos, que segundo li e pesquisei é uma altura que nem eles próprios sabem o que querem, já sabem que são um ser independente de nós e que podem tomar decisões, mas não sabe lidar come elas. Ex.. faz birra porque quer o avião azul e não a bola, tiramos a bola e damos o avião e ele chora e atira tudo ao ar porque afinal a bola também era gira. 

O mesmo se pode passar com a comida, já sabem que existe vários alimentos disponíveis, e quando começam a comer já não  querem a sopa, mas também não era a fruta, e agora já quer sopa mas assim que mete a boca deita fora... Já quer comer sozinho, mas depois distrai-se e começa a brincar e o pai ou mãe vai e começa a tentar dar, parece que se instala o inferno e salta comida por todo o lado. 

Sei que há muitas mães e pais que não ligam, se não come não come... ou então decidem dar os alimentos separados do tipo um pouco de legumes, massa ou arroz ou batata, carne  e fruta e deixar o bebé comer aquilo que quer, o que não quer não tem problema. 

Não sei qual a melhor solução, eu até deixo ela fazer isso com o segundo prato, mas para mim a sopa é importante, porque sei que muitas vezes não a vai comer, sei que é um hábito importante. Sei que eles comem melhor se comerem acompanhados, mas nem sempre isso é possível principalmente durante a semana. 

São muitos ses e escolhas pelas quais nós pais temos de passar, escolhas essas que influenciam a maneira de ser e personalidade dos pequenos, eu assisti a uma mãe demasiado permissiva na alimentação, não comia não tinha problema dava iogurtes ou papa depois... e assisti a esta mesma criança estar 3 dias a comer chocolates e papa a noite e ficar completamente doente. Essa mesma criança hoje tem 7 anos e ainda faz fitas para comer, e muitas vezes não come e os pais pelo cansaço ou por sempre terem sido assim desistem e no final dão o que ela quer. 

Por não querer ser uma mãe assim permissiva, ontem após 2 semanas de birras eternas para comer, depois de confirmar que na creche come, e que não tem nada de doença pois foi vista pela pediatra. Depois de um fim de semana a fazer o mesmo (mesmo estando descansada e acabada de acordar) ontem armei guerra em casa... não sei se é fruto do maldito remédio que ela tem de tomar, sabe a limão e arranha a garganta como se tivéssemos comido um comprimido, no inicio tomava a seringa até saber o que aquilo era, depois começou a deitar fora. Eu misturo com a fruta resultou durante 1 semana, depois começou a mandar a fruta fora, então dava aos poucos misturado com a fruta e um pouco de sopa. 

Agora por si começou a deitar fora toda e qualquer comida sólida, mas só em casa. Ontem depois de ter feito isto, ter mandado 5 colheres ao chão, entornado metade da comida por cima dela. Tive de por um time out (para mim). 

Deixei a sozinha na cadeira da papa (com os cintos posto), voltei quando acalmou, tentei novamente, e o resultado o mesmo deitar fora a comida (mesmo sem medicamento a vista)... agarrei nela na seringa com medicamento e fiz uma técnica que a educadora me ensinou (para limpar e aspirar o nariz aos meninos quando estamos sozinhos) que é deitar a criança no chão ou na nossa cama, por o nosso tronco em cima dos braços (sem fazer força) e ter duas mãos livres para conseguir, primeiro agarrar a cara dela, e a outra para por o medicamento direccionado a garganta para ela não o cuspir. 

Chorou e berrou e eu chorei com ela, odeio dar este medicamento, odeio se isto tem de ser para a vida dela, porque durante muito tempo ela não vai entender o porque que lhe faço isto... que é para o bem dela. 

Deixei passar, deixei brincar e voltei a buscar a sopa para comer na sala na mesa de brincar dela, deu a sopa a mim e eu deixei, comeu uma colher e depois começou a brincar com a colher e a espalhar a sopa toda e eu ralhei novamente, que a sopa não é para brincar que estava a sujar tudo... nova birra... deixei passar, deixei que viesse ter comigo, sentei ao meu colo e voltei a dar 3 colheres com ela a chorar, depois comeu o resto da sopa (90ml) na boa sem dramas, acabou e eu disse já esta... e ficamos ali paradas e eu aproveitei e expliquei novamente com calma que não podia mandar comida fora, que era feio, que se não quer diz já esta e a mama entende que não tem fome, mas depois vai para a cama sem comer que a mamã não dá leite.... expliquei novamente porque tenho de dar o medicamento. 

Ela tem 17 meses não deve de ter entendido nada zero... as 4 da manhã acordou dei leite, as 7:30 tentei dar iogurte não quis, dei o copo para a mão comeu uma colher e começou a brincar novamente e a espalhar tudo e eu desisti e mandei o iogurte para darem na creche. 

Sei que são fases, sei que são os espinhos da minha rosa, mas são espinhos que nos picam no coração porque não sabemos como lidar com eles. 

 

Pensei muito neste post se o escrevia ou não, mas eu sou apologista de dizer a verdade, de dizer o bom e o mau e o feio...Sei que quem não é pai me olha de lado do tipo mas tu não querias ser mãe?! 

Mas falo e escrevo porque sem que muitas mães e pais se escondem, ficam deprimidos porque sentem-se perdidos nos períodos maus, que muitas vezes são diários, que vivem com a culpa de sentirem o que sentem. Sentem-se os únicos no mundo que sentem sentimentos contraditórios em relação aos filhos, amam os perdidamente mas há momentos que nem os podem ver a frente... e sentem a culpa porque um pai ou mãe só devia de amar incondicionalmente e devia de andar sempre feliz e alegre e saber lidar com as birras e os desafios e os dramas de adolescência. 

Mas se todos falássemos, veríamos que todos (atire a primeira pedra quem nunca sentiu) se sentem perdidos, mal preparados para serem pais... 

What dosen't kill you makes you stronger

Pois que já não bastava os problemas de saúde, os móveis a caírem da cozinha, ser mês de seguros automóveis e de vacina da Meningite B da M.... o microondas parte-se com a queda dos móveis e agora a estúpida da máquina de lavar roupa avaria. 

Sério que mal fiz eu a alguém? Se fiz peço imensa desculpa volte lá a Bruxa e desfaça o mal que lhe pediu para nós. 

 

No meio disto tudo, como somos novatos em Lx e não conhecíamos técnicos de reparação fui a um site chamado Zaask e o que aquilo faz, basicamente descrevemos o nosso problema e somos contactados por 4 técnicos cada um irá fazer um orçamento gratuito e nós escolhemos o que nos convier. Posso dizer que fui logo contactada por um técnico e isto eram 23h e que vai hoje a casa dar um orçamento, e tem muita boa reputação lá nessa plataforma... 

 

Vamos a ver o preço do arranjo é simpático caso contrário vou ter de comprar uma máquina de lavar roupa contrariada... sim porque uma coisa é estar nos planos e uma pessoa poupar e esperar essa despesa outra coisa é assim do nada...

 

E como uma miúda de 16 meses, que anda com problemas intestinais estão a ver a minha urgência não é?! 

Coisas que me fazem confusão

1 - Baptizarem os filhos só porque sim, não fazendo intenção de os por na catequese, nem frequentam a missa.

2 - Pessoas que baptizam os filhos porque se dizem crentes mas depois nunca vão a missa com os filhos nem os põem na catequese. 

 

Mas o grupo número dois critica o grupo número 1.

 

Para mim são ambos uns grandes hipócritas, não existe cá ser católico mas não praticante, mas que raio é isso é só acreditar para quando é bonito (festas) mas depois para o que supostamente é obrigatório ou um dever moral de quem é católico já dizem que não praticam a fé?! 

 

Eu cá sou assim ou acreditam a 100% e cumprem com as normas da igreja, e isso incluí ir a missa e fazer a confissão. Ou então não se chamem de católicos não praticantes ou todos os outros nomes que inventam. Para mim isso é um desrespeito a religião seja ela qual for. 

 

Por esse motivo que apesar de ser baptizada e só me faltar o crisma, mas por não me enquadrar na Igreja Católica e nas suas normas que não baptizo a minha filha a não ser que ela queira (mas ai saberá que terá de fazer catequese e ir a missa). Não casei pela Igreja e quando falecer também não quero missa. 

Porque se me casa-se pela Igreja só para agradar a família do B e a parte da minha família estaria a ser hipócrita para com uma religião. 

 

Sim eu sei que me podia casar sem participar no Sacramento em si, mas o meu marido na altura nem se esforçou para procurar um Igreja e um padre que aceita-se fazer o matrimónio. 

 

Pior é saber de pessoas que vão fazer o Crisma (eu não o fiz porque tinha já idade suficiente para o recusar, até lá fui obrigada pela mãe) em adultos para poder ser padrinhos de uma criança, mas não fazem intenções de ir a missa... eu pergunto mas tu sabes que vais responder Sim Creio e vais fazer um Juramento de Guiar a vida da Criança na Fé Cristã?! Tens ideia que isso é dizeres que sim, que vais guiar o teu afilhado na fé, no ir a missa, na catequese e afins... Há não quer dizer nada disso, quer simplesmente dizer que vamos ensinar os mandamentos e afins...

 

Aparentemente a muita gente que acha que a Religião Católica é somente cumprir com os 10 mandamentos e em momentos de aflição prometer a Virgem Maria e a Deus que vai fazer isto e aquilo e aquele outro.

 

P.S - Desculpem lá se ofendi alguém, é a minha opinião, eu respeito sim as pessoas que se enquadrem neste cenário mas é algo que me faz imensa confusão é...

 

E sim se alguém me convidar para Madrinha a pergunta será para Baptismo, se a resposta for sim eu digo arranja outra mas aceito ser Madrinha para a vida, o que é para mim Madrinha para a vida, alguém que trate os nossos filhos como se fossem deles próprios, que esteja presente quando os pais precisam de ir a algum lado.. Que seja amigo e companheiro do filho. O que é ser Madrinha de Baptismo é tudo o que referi acima com a agravante de o ter de acompanhar na sua vida cristã. 

A escola de hoje....

Como mãe fico sempre apreensiva com o futuro da M... de pensar que daqui a 3 anos terá 5 anos e como nasceu em Novembro poderá entrar ou não no 1º ano (eu entrei) deixa-me um pouco ansiosa. 

E ansiosa porque, porque o ensino hoje em dia está no meu ponto de vista, demasiado excessivo, excessivo na quantidade de matéria, excessivo na quantidade de exames, excessivo na quantidade de pressão exercida e com muita pouca qualidade. 

Para mim o ministro da educação  (os vários que tivemos) acham que resolver o insucesso escolar passa por simplesmente aumentar a carga de matéria (muitas vezes inútil) que o aluno deve assimilar, aumentar o número de exames para que possam quantificar a qualidade do ensino, mas nunca aumentarem o número de horas que as crianças passam na escola. 

Já ouvi diversas mães queixarem-se que os seus pequenos rebentos de 6 anos levam imensas fichas para casa, tendo em conta que muitas mães chegam a casa perto das 7 da noite, mais jantares e mais dar banho, com que cabeça tem uma criança de 6 anos de fazer as fichas, que atenção raramente consegue fazer sozinho, quanto mais não seja porque ainda não sabe ler como deve de ser. 

Não sei a que horas o ensino público funciona, suponho que possam deixar os miúdos as 8:00 da manhã e ficam com auxiliares e depois as 9:00 começam as aulas e depois as 17:00 termina as aulas, e muitas crianças têm de ir para ATLs ( que substituem os pais muitas vezes nos TPC´S), mas muitas crianças vão para os avós (que não sabem ler ou já não entendem nada da matéria para os ajudar). 

Depois eu no meu primeiro ano comecei a aprender a escreve e a ler, agora vejo pela minha sobrinha que já sabem ler logo em Dezembro... a velocidade que debitam a matéria é aterradora... até já aprendem geometria no segundo ano... Coisas que eu nunca me lembra de ter aprendido até ao 4 ano. 

Chegam ao segundo ano e descubro que algumas escolas fazem uma prova de aferição para conseguir avaliar que alunos estão piores e outros melhores para os preparar melhor para a prova do 4 ano. 

Eu pergunto e é preciso uma prova, ou não deveria de o professor perceber isso pelo modo que o aluno se comporta, pelo modo como faz os exercícios no quadro?! Ou já não vão ao quadro, é tudo feito por fichas e mais fichas e os pais em casa podem fazer batota, ajudando ou fazendo os trabalhos?! 

Fico pasmada depois como chegam ao 5 ano e tem muitas tardes ou manhãs livres, antes de ser mãe batia palminhas, agora como mãe que trabalha fico em pânico. São crianças de 10 anos, desculpem lá as tardes livres só servem para andar a brincar onde não devem ou se estão em casa ligar o pc ou a psp e andar a brincar até os pais chegarem e terem de fazer as fichas, as enormes fichas em casa, fora trabalhos de grupo que envolvem powerpoints e afins (o que é feito da velha cartolina, e as idas a biblioteca pesquisar sobre os temas). 

O que os pais optam por fazer, irem para ATLs onde as crianças se sentem novamente controladas tem de fazer TPC´s e estudar... onde os intervalos são cronometrados e não ao sabor de boa conseguis-te fazer os TPC´s todos então bora lá fazer uma actividade engraçada. 

Este ano em Setembro estava na caixa com uma senhora em pânico porque deixou o marido encomendar os livros online e só encomendou os livros da matéria e eu mas então não são esses os precisos, tenha calma depois compra os outros quando estiverem disponíveis, são auxiliares de estudo certo. Resposta da senhora, não menina esse é que é o problema... na escola do meu filho que esta no 8 ano, fazem fichas nas aulas e em casa também... 

E eu respondo bolas no meu tempo o professor é que tinha de passar os exercícios, não usava cabulas caras para o bolso do pai. 

Mas tb não recrimino os professores, passam as aulas todas a tentar debitar a matéria num ritmo alucinante, ainda me lembro no 12º ano de o meu professor de matemática... dizer "Vá meninos depois perguntem ao explicador como se resolve este exercício que temos de acelerar porque já vamos atrasados na matéria e os exames nacionais sai tudo". Lembro de achar isto ridículo, então a escola serve para debitar ou ensinar. 

Se é para debitar epa que metam uma cassete e uns vídeos a passar a matéria e a dizer no final a seguir façam a ficha do 1 ao 10 e tudo para hoje, ah e a seguir a português façam do 1 ao 15... e por ai fora. 

A sensação que tenho é que hoje em dia os alunos tem de ser auto didactas. Foi isso que senti no ensino secundário. E sim fui para a faculdade e ai sim vi um ensino bom e em condições. 

Conheci o conceito de aulas práticas... pasmem-se tínhamos aulas teóricas onde a coisa era debitada e muitas x ficávamos a pensar estou a apanhar navios... mas depois nas aulas práticas entendíamos a coisa, e se tínhamos dúvidas tínhamos a aula prática e mais um horário de duas horas onde podíamos ir ter com o professor e tirar dúvidas, não tive explicador nenhum na faculdade e passei, tirava dúvidas com os professores, colegas e estudávamos em grupo. 

No secundário tinha explicador e notava uma competição desumana entre alunos, ninguém estudava em grupo, ninguém ajudava ninguém. 

 

Para mim a solução é mesmo passar as escolas a estarem abertas das 8:00 as 17:00, terem aulas práticas para as disciplinas de pior ranking nacional. Não haver necessidade de explicadores privados e ATL´s. Pelo menos até ao secundário. Existir aulas de estudo acompanhado. E depois das 17:00 perguntam vós as crianças podem ser crianças novamente.... Chegar a casa lanchar, tomar banho e se quiserem ficar a vegetar no sofá que fiquem, vão muito mais animados para escola... e o fim de semana, ter sim trabalhos de grupo, mas não uma pilha de TPC´S que prende filhos e pais em casa sem poderem aproveitar o tempo em família. 

Porque as famílias não tem só um filho, muitas vezes tem dois e três filhos... e cada um com sua pilha de TPC´s e trabalhos de grupo, que faz com que os pais também se sintam escravos da escola e não vejam a hora para as férias escolares. 

 

Passamos de oito a oitenta, eu nunca disse que não gostava da escola, que estava farta de estudar (só no 9 ano e secundário). Hoje é com tristeza que vejo crianças nervosas com as provas escolares, com os testes... e choram de cansadas que estão e que já não podem ser crianças....

 

Por isso é que eu agora deixo a minha filha brincar o que quer, mesmo que isso signifique ter a casa desarrumada, ir mais vezes ao parque com ela... e não exigir demasiado dela... porque sei que vai ter pressão suficiente de fora para crescer mais depressa do que devia. 

Desafios para homens

Desafio todos os homens para no dia da Mulher, invertam papeis por um dia apenas. Não precisam de se vestir de mulher ok... mas por um dia sejam vocês a assumir as responsabilidades que nós mulheres assumimos em casa. Tem sorte por ser domingo, mas só assim estou a ver que tem de tratar do pequeno almoço dos filhos e do vosso. Depois pensar no almoço e não vale o almoçar fora que isso é batota, também não vale perguntar a mulher o que ela quer comer, a não ser que ela responda tanto faz... também não vale saírem-se com uma massa com atum ou ovos mexidos com salsichas porque isso não é o que a vossa mulher vos serve num Domingo pois não. Ah já estou a ouvir as vossas queixinhas que não sabem cozinhar... mas por acaso a mulher nasceu ensinada?! Já ouviram falar do Google? Pois então se já, ele também serve para verem receitas, é muito fácil até já há vídeos de receitas. Desculpas zero. E não fica por aqui, depois do almoço de Domingo, vejam lá que as tarefas não ficam por aqui, então a seguir tem de ir arrumar a cozinha, se usou o forno tem muito que esfregar... enquanto a sua mulher e filhos relaxam a ver TV... depois quando pensa que vai pousar o rabo no sofá... a sua mulher sai-se com bora sair?! E pronto vá-se vestir e orientar os miúdos e roupa para todos saírem de casa... vão passear, depois chegam a casa perto da hora de jantar... e tem de fazer o jantar e ainda dar banho aos miúdos e já roga pragas e a seguir diz a Mulher querida ajudas-me? Dás banho aos miúdos.... e enquanto desenrasca jantar e almoço (sim levam comida para o trabalho e escola) quando os banhos terminam ainda ouve da Mulher - Querido, onde está o pijama e as meias?! 

Jantam, para o seu jantar mil vezes para alimentar o filho mais novo, de seguida repete-se o filme da loiça e de arrumar a cozinha, depois pensa é agora que vou descansar, errado pede ajuda a Mulher para ir deitar os filhos e você fica a tratar da roupas para o dia seguinte e malas para escola. 

E pronto tem muita sorte de ser a um Domingo, agora contem quantas horas passa a vossa mulher sentada no sofá?! 

 

Outro exercício mental que podem ir fazendo até o dia, é pensarem em tudo o que esta por fazer em casa, ou que por magia aparece feito em casa... e pensarem nas Mulheres que saem de um trabalho igual ou semelhante ao vosso, vão buscar filhos a escola, tratam de jantares e almoços, arrumar cozinha ou tentam e ainda põem a roupa a lavar... E você chega a casa e geralmente ajuda, ou a deitar os miúdos ou a por a loiça na máquina..... mas pegue lá numa caneta e num papel e veja realmente se as tarefas em casa estão muito bem dividas ou se as prioridades estão em ordem ai em casa. 

É por estes motivos e por muitos outros que o dia da Mulher ainda faz sentido, para que eu nunca mais tenha de ouvir isto da boca de uma mãe :

Não gostava de ter uma filha, ser mulher é muito exigente, somos responsáveis pela casa, filhos, ainda temos de ter uma carreira e ainda para mais mantermos-nos elegantes e arranjadas. Não quero esta vida para nenhuma filha minha, ser homem é mais fácil.

Perda gestacional

 

transferir (1).jpg

 

Este assunto toca comigo profundamente, sempre quis ser mãe, ainda antes de saber que profissão teria sabia que queria ter uma família e dois filhos. 

Quando em 2013 decidimos aumentar a nossa família fiquei super radiante quando engravidei a primeira e fiz o teste e deu positivo e a minha irmã estava grávida de 5 semanas e eu de 4 semanas tudo muito pouco planeado juro. 

A família toda radiante dois netos, sobrinhos que iriam nascer na mesma altura, nunca mais me esqueço desse fim de semana. 

Eu já sabia que estava grávida após uma semana de conceber porque comecei com moinhas que são as chamadas de implantação do óvulo e passei assim as 2 semanas mais felizes da minha vida... até que no dia 8 de Fevereiro estava a trabalhar e sinto uma dor nas costas e uma dor forte como se o periodo tivesse para vir e senti um corrimento... eu estava a almoçar e soube logo ali que aquilo estava a correr mal, fui a casa de banho e um pouco de sangue... tento ficar calma e penso pode ser só um susto... vou para casa e ligo ao marido em casa, o sangue tinha aumentado... ele leva-me ao hospital e eu só chorava e quando lá cheguei ouvi pode estar a perder ou não... se parar até amanhã pode ser que não tenha perdido o bebé... marque uma eco para daqui a 15 dias para confirmar como a gravidez tem 5 semanas pelo seu ciclo, pode ainda estar a implementar-se e dar sangramento. 

Mas eu sabia que estava a perder, fui para casa e a dores aumentavam e o sangue também. A minha irmã veio ter comigo e deu-me apoio. Segunda liguei para a cuf e pedi uma ginecologista urgente que a minha estava de férias pois eu não ia aguentar estar 2 semanas na incerteza. 

Lá fui a hora de almoço da médica e confirmou-se que o endométrio já estava menos espesso que na eco de dia 8 e portanto confirmava-se a perda do bebé. Recebi imenso apoio da médica informou-me que tinha direito a 30 dias de baixa e apoio psicológico. 

A minha chefe apoiou me imenso, disse que tinha imensa pena, mas para eu tentar aceitar que provavelmente o feto tinha mutações não compátiveis com a vida. Obrigou-me a tirar a licença, disse que era um direito que foi muito díficil de conquistar e que não o deviamos deixar passar, mas para não ficar em casa parada. 

No centro de saúde um apoio enorme da médica, disse que mesmo após a licença se eu senti-se necessidade que passava baixa psicológica e me arranjava apoio. 

Até aqui muito bem, até descobrir que a maioria das mulheres mente sobre a perda gestacional, escondem, sentem vergonha, quando eu contava o que me estava a acontecer, muitas pessoas conhecidas vinham contar as suas histórias de vida as escondidas. E eu sem entender, se isto não é a minha culpa porque é que eu vou mentir ou esconder, se perguntam eu conto. 

Sei que choquei muitas pessoas porque eu falava abertamente (e falo abertamente) da minha perda e tive várias reacções:

 

- Ah lamento - enquanto fugiam de mim como se eu tivesse a praga;

-Oh querida lamento, força, de quanto tempo estavas? - Eu - Só de 5 semanas - elas - Oh querida isso não era nada, isso era uma célula... 

 

Agora pensam ah só houve uma alma parva a ter essa saída, não infelizmente houve várias a fazer comentários, que ainda não era um bébe, era uma célula, nem um feto era... enfim

E isso só me servia para me magoar, para me sentir mal por estar a fazer o luto por uma célula...

 

Logo passado uns 15 dias engravido da M sem quer (disseram que não precisava de contraceptivo, mas depois a minha ginecologista disse que sim que eu precisava de dar descanso de 2 meses ao corpo) e o assunto morreu por ai... 

 

Até que o ano passado digo ao meu marido faz um ano que perdemos o nosso filho, a reacção dele foi temos a M esquece o que se passou. 

E as outras pessoas reagem todas da mesma forma quando eu dizia enquanto grávida é a sua primeira gravidez e eu não... ah então tem outro filho e eu não perdi-o e pronto olhavam-me de lado. 

Se eu tivesse dois filhos e tivesse perdido um, iria esconder da sociedade que tinha tido um filho... quando me perguntassem se era filho único eu iria dizer que sim?! Ia esconder... 

Pois eu conheço muitas pessoas que escondem que perderam filhos sejam eles gestacionais ou em bebés. 

E a conclusão que cheguei é que as mães e pais fazem-no porque sentem vergonha das reacções da sociedade, que não sabem lidar com a dor e então dizem coisas parvas como ah deixa lá ainda era bebé ou ainda não tinha nascido. 

 

Por isso vós peço para assinar a petição para haver um dia nacional da perda gestacional, para que a mentalidade das pessoas mudem, para que as mulheres não sintam-se mal por contarem ou desabafarem aos seus amigos que perderam o seu filho. Para que a sociedade deixe de ter o tabu de vamos só contar as 12 semanas a gravidez, porque se corre mal o que fazemos? Vamos ter muitas pessoas a perguntar.... 

 

A resposta é contem, celebrem a gravidez do início, se correr mal tem em quem se apoiar, a família e amigos. Caso contrário perderam um bebé e até estão a fazer o luto e só ouvem então nunca mais chega a cegonha?! Isto ajuda?!