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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Creche ou não eis a questão?

Ontem vi esta notícia do público, onde refere que uns pediatras portugueses após revisão de vários artigos científicos nesta área chegaram a conclusão que crianças que entrem antes dos 3 anos tem melhor desenvolvimento cognitivo e melhor aprendizagem da linguagem do que comparado com crianças que ficam em casa com mãe, avós ou ama até aos 3 anos. O que trouxe de novo o assunto qual o melhor local onde deixar as crianças.  

 

Bem a minha opinião é a seguinte, nem é tudo linear e tudo depende de vários factores, se quem fica a cuidar da criança, seja avós, pais ou amas, se realmente se importa ou não com os estímulos intelectuais que as crianças até aos 3 anos precisam de ter para terem bases sólidas de linguagem e lógica para os primeiros anos de escola. Conheço dois casos de avós e posso dizer que um correu muito mas muito mal, a criança aos 3 anos mal sabia falar, não sabia comer sozinha e era muito individualista e na pré-escolar teve imensos problemas e ainda hoje tem problemas no desempenho escolar. Ao contrário de outras que foram desde pequenas a creche e que aos 3 anos já tinham competências como a fala, cores, e contar até 5 e já sabiam comer sozinhos. Como conheço o caso dos meus sobrinhos tanto os gémeos como outra sobrinha todos da idade da M que estão super bem desenvolvidos intelectualmente mas noto que são mais individualistas nas brincadeiras, a M quando quer um brinquedo de outra criança leva outro para a troca, algo que nunca a ensinei... claro que as vezes faz birra, principalmente se a outra criança não aceitar a troca. Mas é algo que notei que a creche lhe deu.

Mas claro que não é preciso ter um curso ou licenciatura em educação infantil para ser um bom cuidador de uma criança até aos 3 anos (digo cuidador pois é como chamam na notícia), basta ser uma pessoa aberta, curiosa e que vá a procura da informação em livros ou na internet. Como esta mãe que decidiu que o melhor local para os seus filhos era em sua casa e todos os dias faz actividades com os filhos que eu fico de queixo caído, principalmente porque o mais novo tem dois anos e eu não imagino a minha filha a fazer actividades tão sossegada em casa. Olhando para este lado da questão digo sim o lugar destes miúdos é em casa com a mãe, porque a mãe dá-lhes tudo o que precisão, dá educação, afecto, amor e carinho e estimulo intelectual. 

 

As amas são as que tem pior prestação nestes casos e aqui a minha opinião é a mesma que o referido estudo, sim eu não confio em amas, muitas pessoas tornam-se amas por falta de emprego e não por apetência ou vocação... depois das histórias que ouvi sobre amas, muitas arrepiam-me os cabelos, muitas não tem camas para os míudos dormirem, nem um espaço próprio para elas, depois tem mistura de idades, tanto podem ter uma criança com 1 ano e um bebé com 4 meses e ainda ter outra de dois anos. E é só uma pessoa a cuidar de 3 crianças... e sabemos perfeitamente que nestes casos eles tem horários e rotinas completamente diferentes e necessidades diferentes, dai que nas creches estejam separados. 

Depois acho que existe um tabu com as creches, muitas pessoas consideram que nas creches os bebés e miúdos até aos 3 anos ficam lá a olhar para as paredes ou a brincar num canto.... e que é uma fabrica de agora comes, agora mudas a fralda sem "amor e carinho". Mas como é óbvio não é isso que se passa na maioria das creches, alias eu só coloquei a minha filha num local onde senti que as crianças eram amadas, na visita que fiz os meninos despediam-se das educadoras com carinho, os irmãos mais velhos entravam a correr para dizer olá as funcionárias que já tinham cuidado deles... e se alguma criança chorava o mimo que dava era "igual" a que um tio dá a um sobrinho.

Outra creche que fui ver e era uma ipss, deu me a sensação de escola de 1º ciclo, rígida, com muito barulho, com gritos das auxiliares e sem sorrisos das educadoras, e isso fez me ficar de pé atrás... nenhuma funcionária parava para nos cumprimentar e apresentar a sala, já na creche privada, sorriam diziam o nome e diziam o que estavam a fazer.

Quando a M esteve no berçário, notei que ela afeiçoou-se logo a auxiliar Mena e era ela quem prestava os cuidados com a M, quando estava de férias notávamos que a M ficava reticente mas logo logo criou afinidade com outra funcionária, ainda hoje na sala de 1 ano, a M vai sempre ao berçário dizer olá a sua Mena do coração... e todas a tratam com um carinho... na sala de 1 ano a educadora é um amor, faz actividades como leitura, desenho, culinária, descoberta de folhas, terra e afins...e ensinam as primeiras regras de educação, como pedir para mudar a fralda, beber água pelo copo, comer com talheres... tudo com calma e ao ritmo da criança, ela está com eles desde 1 aos 2 anos.

A única queixa que tenho é relativa ao sono e horários, se no berçário a M quando queria dormia 1 hora de manhã, depois almoçava as 11 e dormia das 12 as 15... agora na sala de um ano não faz sesta da manhã... só que a M mesmo com 15 meses ao fim de semana, chega perto das 10 da manhã e começa a choramingar, a agarrar o ohoh e a chucha e a fugir para o quarto, e eu respeito o ritmo dela e deixo a dormir o que ela precisa, e come quando acordar. As vezes consigo fazer igual ao horário da creche, mas a maioria das vezes não porque a M precisa mais da sesta de manhã do que as vezes da sesta da tarde. Este domingo a M dormiu das 10 ao 12:30 e dormiu depois das 17:30 as 18:15 (esta foi curta e depois jantou pouco) e posso garantir que de manhã tentei acordar 5 vezes e só passado duas horas e meia de sono lá a consegui acordar. Se ela tivesse nos avós estes respeitariam o seu ritmo e o seu sono... Nem todos os dias são iguais, uns dias eles precisam mais de dormir que outros, e atenção a M dorme sempre 12 horas seguidas a noite (não é por falta de sono que pede para dormir de manhã). E nisso sim acho que se perde numa creche... como eles tem de ter horários e rotinas iguais em toda a sala, as vezes as necessidades da criança ficam de lado e isso sim acho que é o aspecto negativo da creche.

 

E vocês qual a vossa opinião?

Os pais são bipolares

Depois de um fim de semana cansativo de viagens (infelizmente sempre que vamos a casa da sogra da sempre num corre corre de tarefas que ninguém descansa), eu sentia-me exausta corpo dorido, resultado de uma constipação curada a pressão porque tive de cuidar da M praticamente sozinha. O pai todo dorido estava, andou a arranjar o carro mais o irmão para ver se daqui a uns meses conseguimos trocar (ahah não por um novo, mas um familiar). E pensam vocês a mas a M estava fresca como uma alface, pois sim aparentemente não. 

Chego a casa e a birra de sono/cansada começa as 18h eu ponho no berço a ver se fica, mas ao fim de 10 min vou buscar... e ela la continua no meio brinca e choraminga, penso que é fome e vou dar fruta as seis e meia. Come e lá brinca mais um pouco mas começa a parvejar e eu a ter de lhe ralhar ou tirar coisas da mão... Berra a plenos pulmões as 7 da noite (até o gato se escondeu) e penso ok é fome ... vou dar o jantar (é a essa hora que come) e a M desata num pranto, nem com a chucha lá vai. Pego ao colo a pensar (bolas estou a ceder) e nem no colo se cala, vou a sala e ela berra ainda mais alto... pronto rendo-me e vou ao quarto buscar o ohoh (o seu grande fiel amigo das birras) e sento no sofã do quarto e a M simplesmente adormece ao colo. E eu oh e agora, o banho e o jantar?! Não troquei a fralda porque ia dar banho pós jantar (Sim a M adora comer sozinha....estão a ver como fica depois de comer). Bem penso ok vou deixar dormir um pouco no colo e pode ser que quando me levantar acorde, passado 30 min levanto-me e ando pela casa com luzes acesas e ela ferrada... deito no sofã e ela ferrada... mando mms ao pai com foto dela a dormir e a dizer sos não a consigo acordar. 

O pai chega, começamos a falar em tom normal e ela não acorda, liga-se a televisão e estava com o som ao máximo (pripécias da M) e nem pestaneja. O pai vai logo buscar o termometro porque dormir assim não é normal... nada de febre...

Ao fim de 1 hora de tentativas é que acordou e só porque mudamos a fralda, porque até a mudar a fralda estava a fazer ohoh... só quando vestimos o pijama no colo é que despertou e lá demos sopa e um pudim e banho... 

Depois já ela estava hiper disperta.. e pensamos ok vens para a cadeira da papa enquanto os pais comem algo, nada berrou... pergunto queres fazer o ohoh estica os braços, meto a no berço e adormece.

E o pai vira-se será que esta doente... dormiu a noite toda... e tivemos de acordar e o pai foi de novo medir a febre, nada... e o pai será que esta doente? E eu sorrio para dentro e penso quando não dorme rugamos pragas, quando dorme muito bem ficamos loucos a pensar que estão doentes... 

Somos ou não bipolares?

Ontem e como ODEIO o INVERNO

Ontem no trabalho pela hora de almoço começo a sentir aquelas dores nas costas sinal em mim que esta ai a vir a febre, já não bastava não conseguir engolir. Colega querida da-me um C-gripe e alivia... chego a casa e recebo uma carta do seguro de saúde a pedirem um abuso de dinheiro por um engano que a Cuf alvalade fez nas facturas, raios me partam se o dia não podia ficar melhor....ligo ao marido e peço que ele trate do assunto... eu deito e passo pelas brasas até a ir buscar, vou buscar a pequena com uma chuva molha parvos... eu feita tonta tiro o chapéu de chuva e lá a vou buscar.... Pois que segurar no chapéu, numa mini-criança (não sei porque que em Portugal não existe o sinónimo de toodler, custa-me chamar bebé a uma mini-criança de 10kg) cheia de genica a querer agarrar nos sacos que levo no outro braço que tem o chapéu. 

Quando abro o chapéu a mini-criança decide fazer o que? Tentar agarrar o chapéu, pois não sei como cheguei ao carro sei que quando tentei ir buscar o raio das chaves do carro, já tudo me caia, era a M a escorregar, era o chapéu que já não tapava ninguém, e os sacos ali a fazer equilibrismo. Tenho a brilhante ideia de por a M no chão (não do lado da estrada) e não reparo no belo buraco que ali paira ao pé e a M põem o pé na poça e cai dentro da poça!!! Fiquei parva, que bela mãe deixa a filha cair na p*** da poça de água. Agora tinha a M a chorar por estar encharcada, eu a tentar tirar o raio da chave e por os sacos no carro e a segurar a M pela mão e a dizer que já lhe pego num segundo. Depois de a por no carro, olho para a minha mala e vejo a encharcada, resultado de ter apanhado a M da poça, só que no mesmo instante abro a porta do meu carro e levo com a quina no raio da cabeça.... se tivesse uma câmara a filmar-me vocês ainda estavam a rir a hora de almoço das minhas figuras que fiz em 5 min. 

Vá lá que a M acalmou um pouco no carro, chego a casa e reparo que esta toda molhada e vai logo para a banheira, maravilhas das maravilhas..... o raio do baby damm (pequena barragem para não ter de encher a banheira toda) decide descolar e lá se vai a água toda, tendo eu de acabar de lhe dar banho com chuveiro que ela simplesmente tem pavor (sai a mãe que também tinha na idade dela). 

E pensar que o não podia ficar pior, claro que fica quando a consigo dar jantar e por a fazer ohoh começo a sentir frio e imensas dores, quando o marido chega estava eu com 38,5º.

E o belo mês de FEVEREIRO ainda não chegou, até tenho medo tendo em conta como está a terminar JANEIRO.

 

ODEIO O INVERNO juro.... volta primavera e verão estão perdoados...

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 baby damm

Noite complicada...

Ontem fui em busca do fato de Carnaval que a pequena terá de usar na creche (já disse como odeio o Carnaval). Claro que não encontrei o que queria, fazer eu sairá mais caro que comprar por isso resta me procurar um fato qualquer, fogo as nossas mães no nosso tempo tinham mais sorte, a creche fazia sempre os fatos, era apenas sacos de lixo pintados ou com recortes... mas tinham valor porque tinham sido elaborados em conjunto com as crianças. Agora não é tudo ou os pais que façam ou comprem (apenas para usar uma vez).

Bem fui directo do shopping para a creche e chego e a educadora diz que ela esta bem mas que estava um pouco quente com 37º. E eu penso para mim já foste, sim a M suporta bem as doenças e até febres mais altas, mas o raio da febre que nem é bem febre é um estado febril faz a ficar muito chorosa e mimalha, e eu sem sopa dela feita. 

Tal como previa sempre ao colo, fazer a sopa foi a pressão... e teve sempre ao colo até serem horas de lhe dar o jantar, só quis salsichas de peru e assim que viu a sopa berrou desalmadamente, tal como no dia anterior... chega o pai e ela em prantos, pai tenta acalmar e muito a custo consegue, mas a sopa só de a ver grita... bem digo eu na creche disseram que comeu bem e como esta meio xoxinha, vamos deixar estar... Antes do banho fui medir a temperatura e 38º de febre, noutro bebé que não a M seria fácil era benuron e deixar ver o que dava e rezar para não tirar dias... no caso da M ficamos com receio de dar benuron então toca a dar banho tépido... e controlar a febre... chorou imenso (não pela temperatura) mas por desconforto, então pensei lá se vai o jantar. 

Pois é tinha planeado fazer uma receita de peixe fofo no forno, que leva bechamel caseiro de soja para vós deixar a receita. Mas já eram 8 da noite e tinha um pequena a chorar aos berros, marido vai fazer massa com salsichas e eu fico a acalmar e adormecer a M. 

Passado uma hora a febre tinha baixado para os 36,7º mas quando fomos dar o leite tinha subido para os 38º novamente o receio (como a M tem um problema hepático desconhecido ainda, a subida de temperatura, recusa alimentar podem ser indícios de agravamento). 

Digo ao marido vamos deitar deixamos destapada, e eu vou acordando para medir a temperatura... 

E assim foi a 1:30 ela chorou eu fui lá dei a chucha e medi e estava a 37,2º... as 2:30 novamente choro e eu lá fui e testa fria.... acho que ainda lá fui novamente as 4 da manhã mas devo de ter ido em modo zombie. 

Hoje de manhã a M muito ranhosa (estará constipada ou efeitos de ter parado a medicação preventiva das bronquiolites) e choramingas, temperatura 37.1º e eu aqui no trabalho com o telemóvel na mão pronto para receber a chamada da creche de que esta a arder em febre....

E como o estado é maravilhoso nas baixas que ainda me deve de Novembro, não vou perder tempo no Centro de Saúde para pedir baixa, peço o dia a médica (perco um dia :S) e chamo a minha mãe para cuidar dela.

Raios me partam o país... deviam de pagar as baixas mais atempadamente e para além disso não devíamos de perder horas no centro de saúde com um bebé doente a espera de uma consulta de recurso do médico de família. 

 

Só espero não ter de usar o telefone de urgência de Coimbra  mãe sofre.... e só espero conseguir fazer a receita para por aqui, que sei que vocês gostam muito.

E os pequenos almoços?!

Bem se ao fim de semana a coisa correu 5 estrelas, talvez porque a madame acorde sozinha e temos tempo para se não comer passado uma meia hora dar um leite. A coisa durante a semana complica. 

Portanto a M na segunda-feira comeu a papa lindamente, ontem Terça dei leite na cama mas não o quis todo e o pai a seguir deu o banana bread que comeu bem... Hoje a M passou uma noite tramada, as 4 da manhã (é sempre a esta hora do demo) acordou a tossir, esperei e ouvia a mexer de um lado, para o outro... não fui lá, porque a M se vou lá muitas vezes desperta e não volta a dormir senão passado uma a duas horas e com recurso a leite. E funcionou acalmou, mas por pouco tempo porque a ouvia sempre as voltas na cama mas com respiração pesada de quem dorme... não sei se a fase dos pesadelos já começou, mas tem sido recorrente alguns choros e gemidos e eu ir lá e ela sempre a dormir. 

Quando eram 7 da manhã ela andava as voltas e eu fui lá, mas estava a dormir ferrada... fui lavar os dentes e o pai também e pronto eram horas de a acordar, foi difícil ela queria mesmo dormir, não chorou mas notava-se muito sono, e eu já tinha a papa dela pronta, grande erro... o pai diz que só comeu três colheres, achou uma xuxa na cadeira da refeição e pronto agarrou-se a xuxa e o pai não consegiu dar nada. 

Tenho de deixar de cortar atalhos e só fazer o pequeno almoço se ela tiver acordada, senão tiver mais vale um biberão de leite e umas bolachas, ou um pedaço de pão ou banana bread do que acordar e ela ficar cheia de sono na cadeira sem comer. 

Sempre a aprender, sempre a aprender....

Berra-me baixo....

Como mães e pais temos uma grande desafio sempre pela frente, que é como educar e como não nos passarmos da marmita com birras e no futuro com más respostas e afins. E não é só com os nossos filhos, quantas vezes é que algo não acontece na nossa rotina por exemplo de manhã que nos faz atrasar e desatamos a gritar e a barafustar ordens até para os nossos maridos? 

É de facto algo que tenho de me lembrar constantemente que fui educada assim e não gostei, sempre odiei que gritassem comigo, eu não era surda, e é verdade sim podemos ralhar e impormos sem ter de gritar, basta mudar o tom de voz, não os decibéis. Mas também temos de pensar no que estamos a dizer. 

No fundo é realmente agir como se tivéssemos uma câmara a vigiarmos ou lembrar sempre o porque que o outro esta agir como está, o mau comportamento vem muitas vezes por frustrações das crianças, problemas na escolha e auto-estima baixa... 

Quando um bebé de 1 ano faz birra ou muitas birras se calhar temos de parar e pensar primeiro no porque, sim esta frustrado é fácil, mas na minha filha eu noto que quando está cansada tem tendência a fazer asneiras... o que tem resultado para mim nos últimos dias manter uma rotina certa, ela come a horas certas e deita-se a horas certas, e noto quando começa a fazer birras que se lhe der a xuxa e o oh oh (boneco de pano que usa para dormir) que ela acalma-se e vem até a mim e se eu lhe der colo ela fica calma sentada a ver televisão... Podem estar agora a pensar a mas estas a ceder as birras, não estou a ouvir a minha filha, eu não lhe deixo fazer o que ela quer... nem mexer no que quer, mas ouço o que ela não me esta a conseguir transmitir, que é "mamã estou cansada e não sei o que fazer" ao dar a xuxa e o ohoh dela automaticamente ela associa os objectos a calma e relaxamento... 

Para dicas futuras inscrevi-me neste programa do Berra-me Baixo que tenciono aplicar no meu dia a dia com tudo e com todos... no fundo dar-me sempre tempo de respirar e pensar primeiro antes de agir ou falar. Não é fácil mas vou partilhando aqui as frustrações e vitórias. E o melhor é que se podem inscrever também no programa é gratuito e receber dicas e apoio. 

Bora lá....

O rídiculo...

O post anterior era mesmo para ser o último, eu juro, mas depois li esta notícia idiota e tive de vir aqui comentar. 

Então resumidamente, uma criança foi multada em aproximadamente 20€ por não comparecer a festa de anos do amigo.

Aparentemente os pais da criança multada aceitaram ir a uma festa, mas depois não compareceram por terem um encontro de família. Mas não avisaram a mãe do aniversariante, alegam que não tinham contactos, a mãe alega que sim que estavam no convite.

Ok, sim é uma falta de respeito não avisar que não se vai a uma festa, casamento ou baptizado... mas dai a pedir dinheiro de volta menos... ok se fosse um casamento e o valor por pessoa ronda-se os 100 ou 200 euros ainda pensava duas vezes, mas a minha vergonha ou educação proibia-me de pedir o valor de volta.

Agora uma festa de anos, convínhamos que é ridículo. Também hoje em dia é ridículo ver a competição desmedida dos pais em fazer a festa de anos mais linda e espectacular de sempre... hoje em dia é só ver negócios de organizadores de festas infantis... já nada era como antes, uma garagem com uma mesa com toalhas de café daquelas brancas, comida em pratos brancos, salgados e doces caseiros, um bolo qualquer de uma pastelaria qualquer, onde a única coisa personalizada é o nosso nome e às vezes mal escrito (sim o meu nome vinha sempre mal escrito) e umas quantas crianças a correrem e a brincarem ao que lhes apetece.

Agora não ele é alugar o espaço mais fixe, é ter um bolo em 3D, toalhas com temas, pratos com temas, comida já não tão caseira mas ainda assim feito por uma profissional qualquer, a comida com etiquetas personalizadas, saco de prendas para dar aos amigos. Animador, insufláveis e sei mais lá o que... no final os pais gastam bem mais que um ordenado mínimo por 2 ou 3 horas de festa.

Só me faz lembrar daqui a nada a uma série no TLC onde mostravam pais a gastar 5 a 50 mil dólares em festas de aniversário, porque os filhos merecem ser os únicos e terem a festa mais espectacular de sempre...e os valores morais onde ficam?!  

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Estou tão fartinha...

Estou tão fartinha da polémica dos leites, não dêem leite de vaca porque agora descobriu-se que faz mal ao organismo e pardais ao ninho. Dêem leite de soja, ah mas espera não dêem soja senão biológica porque pode conter transgénicos e não é saudável, dêem leite de amendoa ou coco ou arroz, mas não os de compra porque tem muitos açúcares, façam mas é em casa que é do melhor... e pronto o que se vê mais na moda é criancinhas a comer só do biológico (se soubessem da missa a metade, que muitas vezes de biológico só a etiqueta e o preço) e comida macrobiótica e biótica e xpto... e depois o outro extremo das mães sem paciência, que dão tudo o que é embalagens coloridas ao pequeno-almoço, que vão aos fast-food com bebés de um ano... 

Portanto o que mais vejo a minha volta neste momento são as mães do primeiro grupo, sim essas, porque essas mães fartam-se de pregar sermões em tudo o que é canto... onde saiem todas as semanas com mil estudos do que é bom e do que é mau, porque leram aqui e ali... 

 

Irra que antigamente era mais fácil ser mãe, hoje em dia olhamos para um pacote de bolachas e olhamos para o lado a pensar, ui será que esta aqui alguma mãe a olhar-me de lado, só porque de vez enquando dou bolachas pré-compradas do supermercado, o porque sim dou leite de soja porque é só comprar no supermercado em vez de estar a fazer em casa... Eu não sei em relação a elas mas eu não tenho tempo quase nenhum em casa, quanto mais para estar a fazer os leites e papas e mil coisas tudo do caseiro e biológico... 

 

Não me julguem sou toda a favor de reduzir o consumo de açúcares e bolachas da alimentação das crianças, tento sempre fazer muitos bolos e bolachas caseiros. A papa prefiro dar Nestelé sempre porque não tem açúcar adicionado, ao contrario da Bledina e Nutriben. Mas acho que tudo o que é extremos é de extremos a meu ver. Não é porque um produto não ter um rótulo de biológico que signifique que vá fazer mal e arruinar a vida dos nossos pequenos. 

 

E a guerra dos leites vai continuar a existir, e nunca vamos realmente saber se faz bem ou faz mal... Como a minha sogra uma vez me disse, antigamente só se bebia leite de vaca e era pouco, os adultos não bebiam leite... depois houve uma altura que só se falava em bebe leite e até havia programas de incentivo do estado português a dar leites as crianças do primeiro ciclo (quem não se lembra dos pacotes de leite dados pelas continuas). Agora anda ai uma vaga ou moda que todos os lacticínios e seus derivados deviam de ser banidos...Também sou da opinião que ainda não conseguem determinar quais os malefícios de um e de outro, porque a minha mãe e sogra pouco leite beberam em suas vidas e agora sofrem de problemas de falta de cálcio e dores nos ossos. Quando eu chegar a velha talvez saibam o que faz mal beber leite, sempre bebi, as vezes paro e vou para soja, mas depois sinto falta do copo de leite frio no verão e volto ao de vaca. A geração dos nosso filhos quando chegar a velhotes ai sim talvez vejam depois os malefícios da soja, e do leite de arroz e afins.

 

Irra qualquer dia não sei o que coma... 

As manhãs e umas papas de aveia...

Quem é mãe sabe perfeitamente como as manhãs podem ser caóticas, despachar toda a malta a tempo e a horas mais parece uma missão impossível. Mas para as mães que também tem que ir trabalhar isto parece mesmo uma missão impossível 2. 

Eu sei, eu sei que a M só tem 14 meses, que ainda vou passar pela fase da molenguice, das grandes birras que não quer comer, enfim do diabo a sete.... ou talvez tenha de ser mais o pai a preparar-se para isto. 

Eu entro as 8, com picar do ponto, não tenho propriamente horário flexível para entrar. Já o B tem horário flexível apesar de também ter controlo biométrico (aka pica ponto). Assim decidimos que eu vou buscar a M à creche e o B vai por. Mas desenganem-se se pensam que as manhãs não são tipo eu a andar de um lado para o outro como uma galinha tonta, e a barafustar comigo e com todos como é que é possível que o tempo passe tão depressa. 

A M ainda só bebe leite de manhã, mas no fim de semana passado notei que depois passa o tempo todo a pedinchar comida, não sei se é por nos ver comer, ou se é porque um copo de leite (250ml de biberão) não serem já suficientes. Então este fim de semana decidi experimentar dar pequeno almoço tipo papas, iogurte com bolacha, leite e depois pão com fiambre.

E claro comecei logo a pensar e que as manhãs já vão ficar piores, despachar me a mim e a seguir garantir que o pequeno almoço dela esta ok para o pai dar... lá vou me levantar as 6 da matina. 

Até que pesquisei por pequenos-almoços vegan na web e encontrei um blog vegan delicioso com uma receita maravilhosa e decidi adaptar ao meu gosto.

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 Ingredientes 1 pessoa e 1 bebé: 

 

3/4 de uma caneca de aveia (contém glúten cuidado)

1 pitada de canela

1 banana esmagada

3/4 de leite soja

1/4 de água.

 

De noite na véspera, sim leram bem, preparem a aveia... misturem numa taça generosa, a banana, a aveia, o leite de soja, água e uma pitada de canela e vai para o frigorífico de molho. Sim esta parte é a mesma das overnight oatmeals. A diferença reside na manhã, eu não gosto de comer coisas frias no Inverno, dai que ganhe sempre uns Kg teimosos no Inverno. Por isso de manhã só tem de por a taça no microondas e aquecer 2 min, mexer e provar e por a aquecer mais um pouco se ainda não tiver ao seu gosto. 

Eu não adocei com nada porque não achei necessário, e a taça é gigante e eu só consegui comer metade, por isso a outra metade pode ser dada a M.

Por isso mamãs de Portugal e arredores, após dividirem a vossa taça com o prato do filhote, podem por o que quiserem nas vossas papas, pedaços de chocolate, mel, nozes, coco, sementes enfim..

 

Eu pus de véspera numa chávena, coco ralado, passas, sementes de linhaça e amêndoas laminadas e depois de aquecer foi só juntar. 

 

E voilá pequeno almoço gigante tomado (se calhar a história de passar a manhã inteira saciada só funciona se eu comer tudo, mas confesso que não consigo comer muito de manhã).

 

Espero que gostem....

Das decisões difíceis de tomar...

Pensei muito em colocar este post aqui, em expressar a minha opinião, com medo de ser julgada por isso. Mas como acho que todos temos direito a expressar a nossa opinião com respeito pelo próximo aqui vai. 

 

A semana passada deram me a conhecer um caso de uma menina que nasceu com trissomia 18, o tempo médio de vida é muito curto, passam muito tempo internados. Um desespero. 

Na minha gravidez tive a suspeita da M ter trissomia 21, algo que não se compara é certo, porque num a criança não tem qualidade de vida e chega a falecer, no outro pode levar uma vida "normal" ou muito semelhante. 

Na altura senti uma angustia muito grande em pensar que teria de escolher entre a vida ou a morte da minha filha, e isso fez-me ter um ataque de pânico no gabinete da minha chefe, o que vale é como médica conseguiu me acalmar. 

Antes da gravidez da M perdi um bebe com 5 semanas, sofri muito com a perda, mas nem tive tempo de matutar sobre o assunto porque descobri que estava grávida da M. Uma porta se fechou e uma janela se abriu, mas passado pouco tempo sou confrontada com a suspeita de trissomia 21 pelo rastreio bioquímico, e confesso que teria assinado a interrupção voluntária da gravidez (muito provavelmente), mas seria uma decisão muito dolorosa eu sei porque era eu que estava a assinar a sua morte. 

Estes pais decidiram que a filha com trissomia 18 nasce-se, tem 1 ano e passou maior parte da sua vida em hospitais, são muito religosos e acreditam que só Deus pode tirar a vida a uma pessoa. Nada contra a Religião excepto quando esta causa sofrimento a outra pessoa ou neste caso a um bebe de 1 ano. 

Os pais colocaram um vídeo da bebe no hospital a gemer (dizem que estava a fazer queixinhas), no dia seguinte pedem a nossa oração porque os médicos pediram autorização para dar morfina pois a pequena está em sofrimento, mas a morfina poderá fazer com que a filha deixe de respirar... eu comentei honestamente, que entendia o sofrimento deles, mas que não podiam ser egoistas o suficiente para prolongar o sofrimento da filha. Os médicos já deram o caso como uma questão de tempo até o seu pequeno coração não aguentar mais. 

Hoje os pais comunicam que não foram capazes de aceitar morfina, pedem a Deus que cure a filha... 

Eu entendo, sério que entendo, não querem ser eles o responsáveis pela morte da filha... entendo que deve de ser a pior decisão de tomar... mas se eu que não sou mãe da criança não consigo ver o sofrimento dela, e só penso porque, porque que a vossa Religião vós cega... porque que não pensam que se ela tiver de viver, não é a morfina que a vai levar?! Porque que não poupam o sofrimento a esta criança. 

Nestes casos eu acho que devia de haver um gabinete de ética com uma equipa médica, que tomasse as rédeas do caso, eu sei que milagres existem, mas mesmo que a menina sobreviva a esta infecção respiratória, crianças com trissomia 18 não vivem uma vida com qualidade, só sofrimento. 

 

Qual a vossa opinião sobre o assunto, eu sei que é uma assunto delicado e acho que só saberíamos ao certo o que fazíamos na altura. Nota que eu não julgo os pais de nada. Sei que a decisão é insuportável, daqui que acho que não devia de ser escolha dos pais, mas sim de uma equipa médica.