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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Opá Chic'ana

Esta mulher só serve de inspiração.

 

Então a pala da aventura dela de como quase partiu o pé, eu conto aqui como quase que perdi o dedo mindinho do pé ou parte dele e que me valeu ser gozada no hospital pela forma que aconteceu.

 

Ora bem eram as férias de Verão, podia eu ver maratonas de séries preferidas, uma delas a New Wave que eu não perdia pitada.... então estava só a minha irmã mais velha em casa a dormir, porque ela estava em plenos exames da faculdade e estudava imenso.... a minha mãe não me lembro mas estava ausente com a minha irmã do meio.

Aproveitei ter a tv só para mim que fui lanchar, hora ponho um copo de Seven up e uma sandes, vou para o belo do sofá da cozinha comer, mas não tinha mesa de apoio, onde ponho eu o copo no chão claro, e no verão ando sempre descalça pois já estão a imaginar.

Acabo a sandes e a gula pede-me umas bolachas, vou eu atenta a tv, a despensa volto e acontece algo na TV que me faz andar a olhar para a TV... então tropeço no copo, o copo cai ao chão e eu vou e coloco o pé exactamente onde, no copo inteiro que o parti com o pé.... pronto calma, calma que não me doeu nada..

Sento-me e no meio do choque penso, vá coragem levanta o pé do chão... já eu a pensar em ter de ir buscar uma pinça para ir tirar os milhares de pedaços de vidro que estariam no pé... o que eu não esperava era assim que levanta-se o dito pé ver cair um enorme pedaço de vidro e imenso sangue a escorrer... olho para o dedo mindinho e vejo um grande buraco, vi logo que não dava para por só um penso, era grande demais o corte e muito profundo, já que a cabeça do dedo mindinho estava digamos que quase pendurada... calma que não me doia... grito pela minha irmã, mas quando estou nervosa riu-me.... e ela veio a resmungar que era uma insensível que passou a noite quase toda a estudar.... e ela na altura usava óculos com bastante graduação ou lentes, como estava a dormir não tinha nenhuma delas.... portanto não se apercebeu do que aconteceu assim que entrou... e eu disse cortei-me e estava a chorar... e ela olha para o chão e nem vê o sangue, e diz e acordas-me para isso, e eu preciso de um pano para estancar o sangue e preciso que me leves ao centro de saúde (o da terra ainda tinha cuidados primários de urgência). Ela dá-me um paninho qualquer e eu digo isso não dá... ela sem entender lá se aproxima e da-me um pano maior e sai a correr buscar as chaves e calculo os óculos....que agora não me lembro, porque tinha sido no final dos meus exames de 12ºano e ia para a faculdade esse ano.

Lá fomos ao centro de saúde eu com um pequeno garrote no dedo e a segurar aquilo, digo a minha irmã esta ali um bombeiro pede uma cadeira, não consigo andar mais ao pé coxinho... o senhor vem e pede para ver a ferida... eu lá tiro ele olha e diz bonito serviço, como fez isso... pisei um copo, pisou um copo mas não se põem copos no chão.... lá me leva logo directo ao médico, médico olha e diz a enfermeira para limpar enquanto atendia outras pessoas, que olhavam para mim com pena.... e o médico a frente de todos pergunta como fez isso, explico riem-se a gargalhada incluindo o doente e lá vem a mesma expressão agora aprende que não pode por copos no chão....

A enfermeira depois de limpar a ferida e tirar os vidros todos, calma não me doeu nada (o corte cortou foi profundo logo os nervos já se tinham ido.... apesar de eu estar a tremer que nem varas verdes... a enfermeira chama o médico e diz Dr. não tenho por onde dar pontos para fechar a ferida... e eu tipo parva a olhar o que, como não tem por onde dar pontos?! o Médico vem analisa aquilo de mil maneiras, pede a enfermeira para estancar a ferida muito bem... e diz menina a sua mãe e eu digo não está veio a minha irmã comigo, e ele pergunta é maior de idade e eu digo que sim.

O médico chama e a minha irmã entra meio parva, do tipo ok precisam do meu consentimento para dar pontos?! Ele diz que não consegue dar pontos a ferida é irregular e profunda que me tem de transferir para a cirurgia do hospital distrital para analisarem o que querem fazer... se a minha irmã me levava ou se ia de ambulância, a minha irmã perguntou se a ferida estava estancada e ele disse que sim que não mexendo não sangraria... portanto lá fomos de carro com uma carta a dizer urgente pequena cirurgia.

A minha mãe chega a casa e liga logo... e eu só digo pois estou a ir para o hospital distrital porque não me podem dar pontos, e lá levei nas orelhas da minha mãe e como fui irresponsável e agora o que me ia acontecer, se ia perder o dedo ou parte dele... e eu só disse sei lá logo descubro...

Chego lá a minha irmã não pode entrar, porque eu já tinha 17 anos.... e não podia ir para a pediatria, apesar de me ter chamado 10X e eu de cadeira de rodas para perguntar a idade... o mais giro foi a primeira vez que tive de andar de cadeira de rodas sozinha porque a irmã já não me podia acompanhar, foi gira, a enfermeira chama da triagem e eu ando com aquilo e vou bater na parede lol... ajudou um senhor com a pele toda em ferida cheio de eczemas.... e a enfermeira faz a mesma pergunta como fez isto, respondo e o mesma rizada e chama logo o colega para contar....

Finalmente entro para a cirurgia, o cirurgião analisa, chama o colega e e eu a pensar, estúpida N, vais ficar sem o dedo, a pala de uma série de TV e um copo de sumo..... ao fim de uns minutos lá me vão dar pontos e dão anestesia e dói para caraças a anestesia.... dão os pontos e no final diz, só pude dar 2 pontos... deixei um buraquinho muito pequeno mas esperamos que a pele consiga fechar... mas tem de fazer o penso em casa ok para não infectar, não vale a pena ir ao centro de saúde. E agora já sabe nada de copos no chão e ri-se a gargalhada.

Ok dois dias depois tento fazer o penso e não consigo quase que desmaio, os pontos estavam agarrados ao sangue do penso, a minha irmã do meio lá arranjou coragem e com água oxigenada consegui fazer penso mas disse a minha mãe que não me fazia mais nenhum.

Lá a minha mãe consegue que faça no centro de saúde, nesse ano os meus avós faziam 50 anos de casado e tenho fotos de eu na igreja com o chinelo sexy e o dedo mindinho com um penso gigante lol.... ao fim de 15 dias tirar os pontos... ora enfermeira super cuidadosa, arrancou a força os pontos e abriu o buraquinho que não levou pontos por não conseguirem arranjar pele.... cheguei a casa com o pé em sangue....

Aquela ferida demorou tanto tempo a sarar que não podia ir a praia nesse verão, e quando fui as praxes ainda cheguei a casa da minha irmã com sangue na meia...

 

Portanto meninos não ponham copos no chão sim... acabam gozados como eu.... e com uma ferida que me deu dores de cabeça até mais não.

Percepção de homem vs mulher

Estes dias tive em congresso, jornadas, o que quiserem chamar. E trabalho na área de oncologia, não me alongo muito porque quem estiver atento às notícias sabe perfeitamente onde estive.

Um dos estudos apresentados era a Sexualidade da Mulher com Cancro da mamã e eu adorei o estudo e adorei saber que exista consulta de Oncosexologia no IPO e que é oferecido esta consulta e tratamento as pessoas que vêem a sua vida afectada pelos tratamentos.

Digo tratamentos e não Cancro, porque são os tratamentos que mais afectam a auto estima do paciente. O doente livra-se do Cancro mas não de não ter seios, não de ter um saco de saco de colostomia (que me faz ter mais medo do cancro do Colon do que o da Mama)...

De facto a percentagem era maior para as mulheres que não eram sexualmente activas do que as que eram no período pós diagnóstico. E as que eram de facto tinham muitos problemas com a qualidade das mesmas.

Eu no final comentei com as minhas colegas que não era de admirar, muitas nem terem parceiro, porque geralmente e infelizmente existe uma grande percentagem de mulheres que são abandonadas pelo companheiro na hora da doença, que sim existem excepções amorosas, mas mais facilmente vemos uma mulher junto de um homem em estado terminal do que o contrário.

No painel de debate um médico diz assim achei giro este estudo, mas a minha percepção é que o casal se une muito quando recebe o diagnóstico e que ficam mais fortes e cúmplices. A autora do estudo disse realmente deve de ser uma questão de percepção porque a realidade é de que muitas doentes quando lhes oferecido este tipo de consulta indicam que não precisam porque o companheiro as abandonou.

 

Portanto lá esta para um homem, os homens perante uma doença como a do Cancro da Mama que tem consequências directas na imagem e indirectas na vontade sexual da mulher, une se a mulher e apoia incondicionalmente, já do ponto de vista de uma médica a realidade é oposta.

 

E eu pergunto-me se é uma questão de percepção ou será que de facto a doente se sente mais a vontade com a médica em contar e desabafar o que lhe aconteceu?! É que muitas vezes o abandono não é aparente, o homem continua a levar a mulher as consultas, e até vive com ela... mas a realidade sexual é outra, que existe abandono físico, que o homem rejeita o corpo da mulher, que procura fora de casa... mas mantém-se a viver com a mulher e aparentemente apoia na doença.

 

E antes que os homens venham para aqui dizer que nunca abandonariam a sua mulher doente e pardais ao ninho, eu falo de estatística, eu falo de resultados apresentados... e uma grande fatia era a mulher que ficou sem parceiro aquando a doença.

 

A propósito do 112 e 117

Pelo posto da Chic'Ana, lembro-me bem das situações em que tive de ligar.... a primeira liguei ao 112 porque ia a caminho de casa e ouço o som típico de faíscas eléctricas e felizmente olhei a tempo de ver que mais a frente uma árvore estava em cima de um fio eléctrico e estava a lançar faíscas para todo o lado.... perigo de incêndio e perigo para alguém distraído passe-se e leva-se com um cabo de electricidade ou com a árvore.

Atenderam pediram me o nome e idade, disse o que se passava, perguntaram primeiro se eu estava em perigo disse que não que me afastei, perguntaram se havia mais pessoas em perigo, também não e a seguir rapidamente disseram vamos passar ao 117 que é a entidade responsável pelos incêndios. Memorize no seu telefone e obrigada... passaram a chamada e do outro lado foram atenciosos.

A outra vez que me recordo foi ir com a minha irmã cedo para um sítio qualquer e ver um incêndio florestal e liguei a reportar era muito cedo de manhã e o meu receio era ninguém ter visto ainda.

Muitos simpáticos e atenciosos e informaram que o incêndio estava reportado já e os bombeiros já iam a caminho.

Outra vez que tive de ligar ao 117 foi pela vizinha, fui ao deitar o lixo à rua e cheirou-me a queimado e vi fumo vir das traseiras da casa dela, do local da cozinha.

Liguei disseram logo que iam enviar os bombeiros, mas para eu bater a porta da vizinha e tentar tirar de lá a senhora sem me por em perigo... a vizinha não abria a porta, abriu muito tempo depois, era a empregada, muito irritada porque tinha deixado o comer ao lume durante horas acho eu, tamanho era o fumo... e eu disse os bombeiros já ai vem, ah mas eu já apaguei o fogo (ou seja o tacho pegou fogo mesmo)... e ficou super irritada porque os donos iriam saber e que eu me meti na vida dos outros e nem devia... os bombeiros chegaram analisaram se não havia fugas de gás, e quando ouviram a senhora a me repreender, só disseram e se a senhora não tivesse dado conta e estivesse desmaiada na cozinha. O que a jovem fez foi o correcto e não importa que tenhamos vindo em vão.

 

A terceira vez foi, já eu adulta e tinha ido ver o meu pai ao hospital, na volta um grande temporal, a casa dos meus pais tinha aquecimento central velhinho e esta ligado a um temporizador, e era a gasolina... chegamos a casa eu e a minha irmã.... e ouço os meus papagaios em pânico, achei estranho desço à garagem abro a porta, e sou inundada por um fumo preto que nem me deixava respirar... felizmente para os pássaros a porta das traseiras estava aberta.... grito a minha irmã e ligo ao 117, pedem logo para eu e ela nos afastarmos e irmos para a rua e que os bombeiros já iam a caminho... eu digo que tinha animais presos na garagem e eles disseram logo que compreendiam mas que não podíamos mexer em porta nenhuma (o portão da garagem) com o risco de estar quente... mesmo eu tendo dito que não tinha visto labaredas....

Os bombeiros chegaram já com máscaras de oxigénio abriram as portas da garagem e entraram e em pouco tempo desligaram a caldeira do aquecimento que com o temporal a chaminé da mesma tinha caído ao chão e estava a deitar o fumo todo para dentro da garagem.

Eu pedi desculpa por não ser um fogo, mas eles disseram logo que teriam de ter vindo, qualquer pessoa que entra-se numa garagem cheia de fumo tóxico sem máscara de oxigénio e óculos de protecção teria ficado intoxicado e eles não servem só para apagar fogos.

Danos felizmente foram poucos, uma caldeira que nunca mais ressuscitou nem reparamos, e uma garagem enorme toda preta quando era branca para eu limpar... e os pássaros sobreviveram felizmente devido a porta que estava aberta e lhes deixou entrar oxigénio.

 

O melhor desta situação foi um familiar nosso ter gozado comigo e chamado estúpida por ter ligado ao bombeiros para vir apagar um fogo que não era fogo... queria o ter visto entrar num local cheio de fumo preto espesso...

 

Por isso não me admira que exista pessoas que nem saibam qual o número de emergência e que muitos nem sequer ligam quando a situação é de urgência.... e tentam eles resolver o assunto.

 

Isto diz tudo

Mais uma vez, mais uma situação que já estava assinalada e mais uma vez acaba em tragédia. Como é possível passarem-se meses e nem sequer falarem com o alegado pai que teria abusado de uma das menores?!

Que segurança damos as crianças vítimas de violência doméstica e sexual, nenhuma.

Que segurança se dá a mulheres e homens vítimas de violência domestica, nenhuma pois claro.

 

E só posso concordar com isto, "superior interesse da criança" my ass...

Novidades

Não estou desaparecida não, tive em congresso e basicamente a vontade ao final do dia de ligar o computador era completamente nula.

 

Quanto a M, com 2 anos e 3 meses a fruta preferida dela do momento é maçã, mas maçã a dentada, sem ser descascada nem cortada. E é tão giro ver ela a dizer maçã e fazer o gesto de dentada para que nós percebamos que não é para cortar.

Ontem foi para a creche com uma maçã na mão.

Esta cada vez mais comunicativa e engraçada :D.... claro que as birras ainda não se foram mas havemos de lá chegar  e depois vem outros problemas :P