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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

É o que eu digo, não podemos comer nada

Agora é o atum e o salmão que são potenciais cancerígenos, daqui a nada vamos descobrir todos que comer comida saudável não é assim tão saudável quanto isso.

 

Pessoal metam na cabeça uma vez por todas, cancro sempre existiu, nunca houve tantos métodos de diagnóstico para ele, muitas vezes as pessoas morriam por morrer... E agora com tanto mediatismo a volta do cancro é normal sentirmos que irra todos morrem com o cancro.

 

Querem saber a má notícia, sério, agarrem-se a cadeira sim, é uma notícia tão forte como a do pai natal não existe.

 

Minha gente, vamos todos morrer, ou de ataque cardíaco, ou com cancro, ou com diabetes, ou um AVC, ou com pneumonia, ou com uma infecção qualquer.

A realidade é esta todos tem de morrer, mas por mim podem continuar nesta lufa lufa de agora como isto e agora isto já não nunca ilusão de assim conseguem a imortalidade, mas infelizmente ela não existe e a velhice é dura e triste... e faz doer os ossos, e a alma... e é de uma solidão tremenda ficar a contar os dias para a o dia da morte porque todos os que conhecíamos morreram e os filhos estão muito ocupados.

Posso rifar #2

Sabem aquela pessoa que eu quero assim muito rifar... irra que hoje se me aparece a frente quem se lixa sou eu... esse é que é problema...porque se eu não me lixa-se, essa pessoa já tinha ouvido das boas e quem de responsável também...

Momentos fofos da M

Ontem chego a casa e vou logo tirar as calças do demo que comprei nos saldos... não são nada confortáveis e não é por estarem apertadas.

A M vai atrás de mim e vê-me a despir e vai buscar as calças do meu pijama e diz "toma mamã" e depois de vestir as calças vai buscar a parte de cima.

Um amor de filha, como sabia que eu queria mesmo vestir o pijama?! Ai que crescem tão depressa.

Se eu fosse mulher com tanta hormona matava-me no mesmo dia

"Se eu fosse mulher com tanta hormona matava-me no mesmo dia" - foi mais ou menos isto que querido esposo disse depois de eu lhe explicar que nós mulheres sentimos pós perido fertil, aka está quase a vir o dito cujo.

Basicamente disse sabes ficamos irritadas contudo, até conosco, sentimo-nos gordas, inchadas, mal humoradas com a vida... um simples beijo ou toque pode nos levar a fúria, não é que não goste de ti, mas não estou para aí virada.... as hormonas fazem nos ficar com a neura, sabes deprimidas, tristes e vocês gajos tem a mânia de perguntar o que temos, e não temos nada, isso é que irrita... e quanto mais perguntam mais irritam. E quanto mais mimos tentam dar sem que sejamos nos a pedir mais nos irritam.

 

O que me faz continuar

É os médicos chamarem-me de "Anjo da Guarda", sim o meu trabalho faz com que eles tenham material para publicar em artigos científicos e ir a congressos. Para além disso dou-lhes a papinha toda feita, só tem de analisar os dados.

Felizmente um dos médicos de cá é o meu "Anjo da Guarda" e após ter-me encontrado num momento frágil e de stress, soube que um dos meus objectivos era ter algum trabalho cientifico feito, mas que o querido chefe não me estava a ajudar e eu estava só... decidiu que todo o trabalho que eu lhe mando ele me inclui na lista de autores... por isso neste momento já tenho o mesmo trabalho apresentado em n sítios diferentes, um artigo a espera de ser publicado e ainda um trabalho gigante que saiu em parceria comigo e será a nível quase nacional :D (esta parte fui eu que fiz a ligação e propôs as entidades responsáveis) e para este médico e colegas eu sou o "Anjo da Guarda" que conseguirá fazer algo único que nunca foi feito em Portugal.

 

Digamos que uma mão lava a outra... mas ouvir a expressão "Anjo da Guarda" da boca de vários médicos que não aqueles com quem tenho uma parceria, fazem valer a falta de "elogios" e "reconhecimento" por parte da chefia.

 

Claro que ouvir da boca da responsável quase nacional, a palavra a Niki é única e qualquer chefe tem a sorte de a ter, também faz muito bem ao ego.

 

E pronto no fundo no fundo, até gosto do que faço, principalmente quando vejo os médicos a utilizarem a informação que tanto trabalho me dá a recolher diariamente... e é isto que tenho de me tentar lembrar, que apesar de parecer trabalhar para o boneco, algum dia essa informação vai ser útil para estudos a nível de oncologia.

Posso não estar a encontrar a cura para essa doença maldita, mas o meu trabalho faz saber a realidade de cada doente, o meu trabalho faz com que os responsáveis consigam verificar se determinado fármaco está ou não a fazer o seu trabalho. Se estamos ou não a diagnosticar atempadamente os doentes, se o tempo de espera é longo ou não.

O meu trabalho por muito secante que seja, quando eu falo com outras pessoas é que me apercebo pela reacção delas da sua importância.

O meu trabalho nos EUA é pago a peso de ouro e é a profissão mais cobiçada de todas, aqui em PT é a profissão mais ignorada de todas, que não tem carreira definida, não tem nome e não tem curso definido para o mesmo.

Mas nos EUA os mesmos que fazem este trabalho estão constantemente a tirar formação e entrar sequer para estas formações e ser um "registador clínico" não é para todos e o processo de selecção é extremamente exigente.

Cá em PT a chefe quase nacional, anda a lutar neste momento para criar a carreira de registador clínico, para que todos nós tenhamos a mesma renumeração, mas acima de tudo para obrigar a todos os registadores a terem a mesma formação.

 

Pode ser que um dia chegue a ver a minha profissão reconhecida por todos...e este texto fica aqui não para me elogiar mas sim como recordação para os dias em que sinto que ninguém me valoriza.

Já sabe fingir?

Ontem depois da sopa, a meio do segundo, começa a chamar por mim...estava a cozinhar e o pai a dar-lhe o jantar... vem ter comigo a cozinha na brincadeira e do nada põem-se num pranto enorme de dores e que tinha doi doi, e nós onde e ela aponta para a barriga e eu pergunto doi-te a barriga, ela sim... lá fomos ver se ela tinha batido em algum lado... nada... levo para a sala ao meu colo, fica no miminho comigo, passou a dor de barriga... fomos jantar e comeu a massa, o dela era peixe que tinha sobrado como ela estava com fome comeu primeiro.

Ficamos aflitos inicialmente uma dor enorme no abdómen para uma criança pode ser banal, mas para nós começamos logo a pensar bolas já não toma o medicamento há uns 4 meses, será que voltou ao mesmo?!

Mas como do nada ficou bem ficamos naquela, mas será que consegue fingir assim tão bem com lágrimas enormes?! Até se encolhia e tudo...raios dos miúdos...

Já se passou 1 ano

O blog fez um ano no passado dia 6 de Janeiro e eu nem assinalei a data... que blogger desnaturada.

 

Pois bem o blog ao final de um ano deu-me mais do que aquilo que eu esperava, ainda me recordo com surpresa o primeiro comentário que tive.

Nunca esperei que alguém lê-se o meu blog, que gosta-se, e para além disso não esperava os inúmeros destaques que tive (já perdi a conta).

 

Muito obrigada a vocês.

 

 

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Algo mudou

Lá na escola, não sei se ouviram algum zumzum que estava insatisfeita, mas assim do nada a educadora passou a elogiar a M...a ignorar os descuidos já que agora é só o cocó que ela se esquece.

E milagre perguntei em Dezembro sobre que aniversários havia e disse-me os de Janeiro e disse ah mas sabe que podem não trazer bolo e depois a mãe gasta dinheiro a comprar ou a fazer um para a M... e eu disse não se preocupe com isso.

Ontem recebo um mail da educadora a relembrar-me que hoje ia haver lanche da aniversariante para eu trazer um "miminho" para a M comer.

Água mole em pedra dura tanto bate até que fura...

 

E coincidências das coincidências a M começou a falar muito mais agora que fizemos o desfralde... até lá na escola, basicamente ela devia de estar muito melindrada por ter ficado no grupo dos meninos com fraldas que eram só 4.