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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Se eu fosse mulher com tanta hormona matava-me no mesmo dia

"Se eu fosse mulher com tanta hormona matava-me no mesmo dia" - foi mais ou menos isto que querido esposo disse depois de eu lhe explicar que nós mulheres sentimos pós perido fertil, aka está quase a vir o dito cujo.

Basicamente disse sabes ficamos irritadas contudo, até conosco, sentimo-nos gordas, inchadas, mal humoradas com a vida... um simples beijo ou toque pode nos levar a fúria, não é que não goste de ti, mas não estou para aí virada.... as hormonas fazem nos ficar com a neura, sabes deprimidas, tristes e vocês gajos tem a mânia de perguntar o que temos, e não temos nada, isso é que irrita... e quanto mais perguntam mais irritam. E quanto mais mimos tentam dar sem que sejamos nos a pedir mais nos irritam.

 

O que me faz continuar

É os médicos chamarem-me de "Anjo da Guarda", sim o meu trabalho faz com que eles tenham material para publicar em artigos científicos e ir a congressos. Para além disso dou-lhes a papinha toda feita, só tem de analisar os dados.

Felizmente um dos médicos de cá é o meu "Anjo da Guarda" e após ter-me encontrado num momento frágil e de stress, soube que um dos meus objectivos era ter algum trabalho cientifico feito, mas que o querido chefe não me estava a ajudar e eu estava só... decidiu que todo o trabalho que eu lhe mando ele me inclui na lista de autores... por isso neste momento já tenho o mesmo trabalho apresentado em n sítios diferentes, um artigo a espera de ser publicado e ainda um trabalho gigante que saiu em parceria comigo e será a nível quase nacional :D (esta parte fui eu que fiz a ligação e propôs as entidades responsáveis) e para este médico e colegas eu sou o "Anjo da Guarda" que conseguirá fazer algo único que nunca foi feito em Portugal.

 

Digamos que uma mão lava a outra... mas ouvir a expressão "Anjo da Guarda" da boca de vários médicos que não aqueles com quem tenho uma parceria, fazem valer a falta de "elogios" e "reconhecimento" por parte da chefia.

 

Claro que ouvir da boca da responsável quase nacional, a palavra a Niki é única e qualquer chefe tem a sorte de a ter, também faz muito bem ao ego.

 

E pronto no fundo no fundo, até gosto do que faço, principalmente quando vejo os médicos a utilizarem a informação que tanto trabalho me dá a recolher diariamente... e é isto que tenho de me tentar lembrar, que apesar de parecer trabalhar para o boneco, algum dia essa informação vai ser útil para estudos a nível de oncologia.

Posso não estar a encontrar a cura para essa doença maldita, mas o meu trabalho faz saber a realidade de cada doente, o meu trabalho faz com que os responsáveis consigam verificar se determinado fármaco está ou não a fazer o seu trabalho. Se estamos ou não a diagnosticar atempadamente os doentes, se o tempo de espera é longo ou não.

O meu trabalho por muito secante que seja, quando eu falo com outras pessoas é que me apercebo pela reacção delas da sua importância.

O meu trabalho nos EUA é pago a peso de ouro e é a profissão mais cobiçada de todas, aqui em PT é a profissão mais ignorada de todas, que não tem carreira definida, não tem nome e não tem curso definido para o mesmo.

Mas nos EUA os mesmos que fazem este trabalho estão constantemente a tirar formação e entrar sequer para estas formações e ser um "registador clínico" não é para todos e o processo de selecção é extremamente exigente.

Cá em PT a chefe quase nacional, anda a lutar neste momento para criar a carreira de registador clínico, para que todos nós tenhamos a mesma renumeração, mas acima de tudo para obrigar a todos os registadores a terem a mesma formação.

 

Pode ser que um dia chegue a ver a minha profissão reconhecida por todos...e este texto fica aqui não para me elogiar mas sim como recordação para os dias em que sinto que ninguém me valoriza.

Já sabe fingir?

Ontem depois da sopa, a meio do segundo, começa a chamar por mim...estava a cozinhar e o pai a dar-lhe o jantar... vem ter comigo a cozinha na brincadeira e do nada põem-se num pranto enorme de dores e que tinha doi doi, e nós onde e ela aponta para a barriga e eu pergunto doi-te a barriga, ela sim... lá fomos ver se ela tinha batido em algum lado... nada... levo para a sala ao meu colo, fica no miminho comigo, passou a dor de barriga... fomos jantar e comeu a massa, o dela era peixe que tinha sobrado como ela estava com fome comeu primeiro.

Ficamos aflitos inicialmente uma dor enorme no abdómen para uma criança pode ser banal, mas para nós começamos logo a pensar bolas já não toma o medicamento há uns 4 meses, será que voltou ao mesmo?!

Mas como do nada ficou bem ficamos naquela, mas será que consegue fingir assim tão bem com lágrimas enormes?! Até se encolhia e tudo...raios dos miúdos...