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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

ISIS por todo o lado

Por todo o lado a ISIS anda a atacar, no meio das vítimas estão muitas raças e culturas, mas o que me assusta mais é estarem Belgas, Franceses e Americanos no número de vítimas.

Porque? Porque para quem gosta um pouco de ler e de história sabe perfeitamente que a 1ª e 2ª Guerras Mundiais acontecerem por menos "ameaças" do que a ISIS.

Até quando o resto do mundo vai aguentar "pacificamente"?! Digo pacificamente porque a América já esta na luta a muito, França e Rússia já lá estão.... o resto da Europa vai ajudando desmantelando células terroristas espalhadas por toda a Europa.

Quem conhece um pouco de história sabe perfeitamente que uma Guerra é bem pior do que uma crise económica... porque junto de uma Guerra vem a fome, a incerteza, o não saber se amanhã vai existir e que futuro vamos deixar para os nossos filhos.

Eu sei que um dos objectivos da ISIS é fazer terror psicológico, mas eu neste momento tenho mais medo deles do que tinha da Al-QAEDA... e do 11 de Setembro, na altura era só ingénua ou agora sou mais medricas porque sou mãe?!

Coisas que só acontecem a nós mulheres

Estar no trabalho e senti-se menos apertada na zona de cima, ou o soutien abriu ou vestiu-o mal.... ir com as mãos as costas e ver que é a segunda opção, e passar 10 min a tentar apertar o soutien no local certo sem sair do síto e sem mostrar nada.... pois foi o que me aconteceu hoje... calma lá que trabalho sozinha.

Big 30

Pois é ontem entrei oficialmente nos "inta", mas eu desde que fiz mais do que 25 anos que sinto que a minha idade não corresponde a mim mesma.

Não me sinto com 30 e ter 30 não é o que eu imaginava ser quando tinha 18 anos. Ainda hoje acho que não tenho a aparência de ser mãe...

Foi um dia calmo quase como os outros, na companhia da M que teve conjuntivite, pelo menos não tive de trabalhar.

Recebi um miminho lindo da pandora do marido para representar os 30 em grande. E uma viagem de sonho por parte da minha irmã... espero que tudo corra bem e consiga ir a viagem :D. Este fim de semana a minha big sister vem comemorar o meu aniversário, já não comemoro um com ela a uns bons 5 anos. E devo de receber um miminho da minha outra irmã.

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 Foi este o miminho que recebi do meu marido :D....

Como é que possivel?

Uma pessoa emagrecer ou tentar manter-se saudável neste serviço e nesta época? Começa a chegar o mês de Outubro e é só ver pessoas a fazer anos, pessoas a trazerem bolos e doces por motivo nenhum em especial.

Ora vamos resumir aqui o meu engordanço só no belo mês de Novembro, M faz anos, faço panquecas para o pequeno almoço, bolo para a escolinha onde como uma fatia na altura de partir o bolo. Fim de semana de festa da M e andei a comer doces até Segunda-feira. Chego ao trabalho e avisam que a Magusto com doces e afins na quarta. Quarta marido faz anos, e comemos um cupcake ao pequeno almoço para cantar os parabéns ao marido (eram 3 cupcakes), a M levou um para  a escola porque a mãe de um colega avisou que o filho fazia anos e ela ia levar bolo (claro que me avisou a mim). Como o magusto no serviço... quinta-feira uma médica que não foi ao magusto traz bolo para pedir desculpas. Sábado levo bolo para a casa da Sogra, para comemorar anos do marido, Domingo como arroz doce que a sogra fez como sobremesa de almoço de domingo em Família...

Hoje chego ao serviço e uma colega trouxe bolo por motivo nenhum, chego ao almoço e vejo que deixaram chocolates para cada um de nós, cruzo-me com um médico que diz que vai partir o bolo dele as 15:00 porque fez anos a semana passada.

Quarta faço eu anos, já disse por viber a família que não quero nada na Quarta, como a minha mana vem passar o fim de semana a Portugal, basta o bolo do engorda nesse fim de semana.

E depois como raio é que eu quero não ser uma bola redonda, eu sei que posso dizer que não muito obrigada as pessoas, mas a carne é fraca e eu sou mesmo uma fraca.

Guerra psicológica

Estamos em Guerra, numa Guerra ao terrorismo, mas acima de tudo numa guerra psicológica. Os atentados em Paris vieram reforçar o ódio cego ao islão, aos muçulmanos e aos refugiados, ignorando até as notícias de que um dos terroristas era luso-descendente (mãe de nacionalidade portuguesa).

Este ódio cego é o que o ISIS quer, quer que odiemos todos os muçulmanos, querem ter o controlo e o poder e fazem-no atacando civis, tal como fazem na Síria, aquele terror e medo psicológico que sentimos de sair de casa para algum evento ou local de turismo é apenas o dia a dia de muitos refugiados viveram. Podem os censurar de fugir....

A minha irmã estava a bordo de um avião para Alemanha na noite em que tudo aconteceu, e eu fique com medo, medo que houvessem mais atentados, mais bombas nos aviões.

ISIS atacou França devido a retaliação que a França deu após os primeiros ataques terroristas em França no inicio deste ano.

Foi algo extremamente planeado e apesar de poderem vir terroristas infiltrados no meio dos refugiados, não foram estes que causaram o 13/11... mas sim quem já lá vivia a anos. E isto sim é que nos faz ter medo, o imaginar quantas pessoas aqui em Portugal podem ser terroristas, e não estou a falar em muçulmanos por isso não venham dizer que é mandar todos embora... muitos dos que se juntaram ao ISIS vieram ou são da Europa e não tem aparentes ligações ao Islão.

Viver com medo é das piores coisas que existem, ter medo de levar a nossa filha a um evento onde vão haver muitas pessoas, porque sabe-se se lá se algum dia não o fazem aqui, ter medo de uma 3ª guerra mundial e pensar que daqui a uns meses ninguém vai estar preocupado com o Passos ou o Costa, nem com prestações de casa, mas sim se tem comida suficiente para dar aos seus filhos.

E como diz saramago

Matar em nome de Deus é transformar Deus num assassino

 

E para mim esta guerra nunca será uma guerra de religiões ou de etnias, mas sim uma guerra de Homens, Homens sem escrúpulos e psicopatas.

Só tenho pena é que daqui a uns bons anos se lá chegar viva, os meus netos me perguntem onde eu estava e o que aconteceu... tal como o meu cunhado perguntava este fim de semana a avó onde ela estava no 25 de Abril.

 

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Não sei como ela consegue!

Li o livro "Não sei como ela consegue"


Kate Reddy trabalha numa das mais antigas e distintas instituições do coração financeiro de Londres, a Edwin Morgan Forster. Para esta mulher de sucesso o dia devia ter no mínimo 48 horas! É que ser casada e mãe de dois filhos exigentes não é tarefa fácil para quem quer manter-se no topo de uma empresa igualmente exigente. Kate está habituada a contar os segundos tal como as outras mulheres contam calorias, sendo apenas mais uma vítima da «falta de tempo» que afeta milhões de mães que trabalham neste início do século XXI. "Não Sei Como Ela Consegue" foi objeto de uma adaptação ao cinema, com estreia em 2011. Se fosse fácil, até os homens conseguiam!

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 Retirado da FNAC.PT

E não recomendo que vejam o filme e depois o livro pois pelo que vi pelo trailler não tem grande coisa haver com o livro, e a personagem no filme não demonstra a mulher forte que é Kate Reddy...

Mas de facto todas nós mulheres e homens deviam de ler este livro, porque de facto é sempre mais fácil um homem dedicar-se a sua profissão. Ainda é esperado, que seja a mãe a por e a ir buscar os filhos, ainda é esperado que as mães cozinhem os pratos favoritos dos filhos ou os saibam de cor. Que levem bolos para as vendas da escola, que saibam que roupa é que os filhos precisam e vestem, que actividades tem.

Mas se juntarmos isto a uma profissão muito exigente e pouco compreensiva com mães com filhos?! Algo vai ficar para trás, como dar atenção ao marido, a casa, aos filhos, lidar com dramas da ama e da empregada.

Aqui fala-se na primeira pessoa, o sentimento de culpa por não ver os filhos crescer, o sentimento de culpa de lidar com os filhos e marido como se de tarefas se tratassem.

Claro que existem casos e casos, mas na grande generalidade o homem assume automaticamente o segundo plano no que diz a cuidador do lar e dos filhos... até podem dizer ah mas o meu homem é quem cozinha, sim mas isso é só uma tarefa. O meu marido também faz muita coisa em casa, mas sou eu é que sei o que a M comeu ontem e tem de comer hoje, sou eu que sei roupa ela ainda tem sem sequer olhar para o armário porque memorizei toda a roupa que vestiu... ou veste... sou eu que fixo datas sem sequer precisar de um calendário para me recordar. Sou eu que decido o que ela veste, o B também sabe escolher roupa, mas pede-me sempre para eu escolher (aqui até confesso gostar de ser eu a fazer).

Claro que para eu cuidar de tudo isto, ele cuida das finanças da casa, é ele quem paga as contas, e quem faz as compras grandes do mês... somos nisto uma equipa, porque para eu conseguir ter cabeça para a casa e trabalho tive de delegar tarefas... e nisto nós mulheres ainda pecamos muito porque temos muita dificuldade em aceitar que os nossos maridos possam fazer qualquer coisa melhor ou tão bem como nós...

Nós mulheres é que queremos tudo, queremos igualdade, mas depois não deixamos que ela exista em casa, queremos independência financeira ao ponto de seremos nós mulheres que sabemos tudo o que existe para pagar, queremos ter sucesso profissional, queremos decorar a casa ao nosso gosto... nós é que sabemos como se limpa a casa, nós é que sabemos cozinhar, nós é que sabemos cuidar dos filhos... e por aí fora... e os homens obviamente habituam-se ou conformam-se com o papel secundário de ter uma carreira de sucesso (porque a cultura sempre foi de o homem ganha-pão) e quiça o ajudar a mulher a lidar com a casa, quando ela pede.

O que realmente aprendi com este livro, infelizmente não podemos ter tudo, se queremos ter uma carreira de sucesso que implique muitas viagens e horas de trabalho, não podemos crer ser o principal cuidador dos filhos. O que realmente interessa é as prioridades das pessoas e da família em si. Senão querem que os filhos sejam educados por terceiros, então alguém ou ambos tem de ceder no que se refere a ambição profissional.

E o que se aprende com isto tudo, que os filhos não querem saber de brinquedos caros, querem apenas que os pais tenham tempo para ir ao parque, ver filmes e ler histórias com os pais.