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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Ajuda precisa-se...

A minha M sempre foi boa de dormir, tirando quando esta doente ou com pico de crescimento. 

As rotinas dela são comer, tomar banho e lavar dentes e depois camita pelas 7:30 / 8:00 da noite porque é a hora que noto que tem sono, as vezes comer o jantar já é complicado. Sempre foi muito dorminhoca sempre dormiu perto de 12 horas a noite seguidas. Nunca precisou muito de colo ou de mimos para adormecer. 

 

Desde quase duas semanas tudo mudou, a M andou com diarreia mas era só uma vez por dia, e notei dentes a nascer... e passou a acordar várias vezes em que é só por a chucha e pelo menos uma vez por noite acorda a chorar e mesmo pondo a chucha vai chorando de 10 em 10 minutos até que vamos dar leite. E finalmente acaba por ficar mas não sem ter um pouco de mimo e abanico... O dente já rompeu e ela não larga este ciclo vicioso, basta dizer vamos dormir que começa a birra... ontem, jantou lavou dentes, o pai foi por a dormir a 7:45 e nada de dormir, jantamos e ela comeu novamente do nosso prato... até que as 8:45 começamos a notar que já não saia do sofá e aproveitamos e fomos a deitar a pensar é desta que vai dormir... Errado as 3:00 acorda e eu ponho chucha as 3:30 acorda e lá vou eu de novo, as 4:15 acorda de novo e lá vou eu fazer o leite e fico com ela até as 5 da manhã... as seis da manhã começo a ouvir a choramingar mas cala-se logo (sonhos talvez) as 7:30 eu a sair de casa e o pai a acordar a bela adormecida que estava ferrada, deixou que eu anda-se a mexer nas gavetas a tirar roupa e fraldas para o dia e ela nada... ferrada... 

 

Eu ando rota e tenho a sensação que ela não anda a dormir com qualidade suficiente, porque no fim de semana para mantermos horários da creche não deixamos dormir de manhã mas dormiu de sesta apenas 1:30....quando antes fazia sestas de 3 horas (sim mesmo com 15 meses)

 

Lá dizem que anda feliz e contente e não mostra ter sono a não ser após almoço... este fim de semana fico sozinha com ela e até tenho medo de pensar em mim em modo zombie com uma criança de 15 meses com pilhas duracel... mas já disse ao marido que vou cagar nos horários e tentar que ela durma Sábado de manhã como deve de ser... mesmo que a sesta da tarde fique mais tarde e a noite deite mais tarde, mas o importante para mim é dar-lhe pelo menos 11 horas de sono seguidas para que ela também possa acertar os ritmos. 

 

Sei que para muitas mamãs isto é o pão nosso de cada dia, mas eu não estou habituada a isto, a M foi um bebé que eu tinha de por despertador para a alimentar porque nunca acordava para mamar, correndo o risco de ela perder peso ( e perdeu bastante no inicio até eu saber disto). Ai que saudades tenho de dormir pelo menos umas 6 horas seguidas, neste momento damos o leite as 11 da noite, deitamo-nos as 11:30 e começa o fado as 3:30 da manhã até perto das 5 da manhã. Ora dormimos perto de 4 horas e 30 de sono por noite... Porque eu das 5 as 6:30 que toca o despertador já não consigo dormir... para verem de sábado para domingo o B é que foi tratar dela porque eu literalmente apaguei mesmo.. não ouvi nada...

Obrigada Irina

O meu blog teve destaque no Sapo Blogs, a sério não podia estar mais babada e admirada lol de como o mundo dos blogs funciona ehehe. 

Eu bem que desconfiava pelos comentários que recebi de pessoas que nunca tinham por cá deixado um olá... A todos os que vieram pela Irina sejam muito bem-vindos e espero que gostem do blog, pena é descobrirem que pouco ou nada falo sobre a actualidade da nossa sociedade cor de rosa :P 

Desafio para bloggers do SAPO!

Ora a marta do meu canto  desafiou-me e como sou boa menina aqui vou tentar fazer a prosa...

 

Só entre nós, aos Vinte e Cinco anos era uma Pipoca mais Doce e eu, tu e os meus sapatos, que aos seus vinte e sete anos virou Pipoca Mais Dois e  entre Cócó na Fralda os dias maus tornaram-se em "Há dias felizes" porque a vida merece ser vivida e tem os seus pequenos encantos

Não sou uma Elsa vai com as outras mas sim uma Mãe de coração, que um dia a minha família podia ser eu, ele, a maria e o miguel. Sim gostava muito de ter um Miguel mas não gostava de sermos Pais de Quatro. Para mim bastam dois... mamma mia que animação. 

Gosto muito de livros e cinema e comida and everything nice... mas gosto muito de ter um blog do caixote, onde debito o que me vai na alma, mas no fundo tenho sempre um cantinho das princesas, porque todas nós gostamos de nos sentir bonitas e princesas. 

Achas que sabes dançar!!!

Antes de ser mãe o So You Think You Can Dance era um dos meus programas preferidos. Gostava imenso das coreografias, das técnicas dos bailarinos e dos jurados que sim criticavam dinâmica do par, coreografia e técnica. 

Ontem vi a versão portuguesa, a segunda edição, durante uns míseros 20 minutos e o que reparei foi, primeiro a primeira edição era boa, quase igual a versão original esta edição ficou muito aquém. A começar pelo júri... o que esta lá a fazer uma actriz?! O Joaquim Cortez está lá muito bem, a Rita Blanco fiquei parva e o outro nunca ouvi falar mas supostamente é da área da dança. Então vejo a suposta Rumba e o Joaquim Cortez diz eu não gostei, desculpem mas isto foi tudo menos Rumba, foi dançar mas não superaram o desafio que era dançarem Rumba. O outro jurado disse a vossa dinâmica, a vossa química foi perfeita e fica por aqui e o Joaquim Cortez volta-se e diz mas e a Rumba onde estava e o outro jurado nem abre a boca. Começa a vez da Rita Blanco falar e responde ao Joaquim e diz não estamos aqui para criticar coreografia mas sim o par e o par tem uma dinâmica excelente e o público vibra com isto. 

Eu fiquei parva o único a ter razão era o Joaquim Cortez, está certo não são eles a fazer a coreografia até ai concordo, mas se calhar foram eles bailarinos que não souberam dançar a Rumba e o coreografo em uma semana não conseguiu quebrar vícios que eles tem. 

Na edição original vi os bailarinos serem criticado imensas vezes que a técnica estava má, estava viciada, que não chegaram lá que eram muito bons em hip pop e afins mas nas danças clássicas falhavam sempre (porque como é óbvio a técnica das danças de salão e clássicas não se aprende de um dia para o outro). E eu adorava porque na semana seguinte via-se evolução no bailarino que levou a critica em consideração e na semana seguinte tentou melhorar e esforçar-se mais ainda para aprender a técnica da dança e não só um conjunto de passos.

Depois o par seguinte com a Liliana, fez um hip pop assim assim nada de uauuuh como se vê na versão original e mais uma vez só falam nos pares, que balabla são bonitos e fofinhos e que a Lili estava doente e só se preocupava com o par não poder treinar por culpa dela e que era muito boa pessoa e blabla bla e eu então e criticar a dança... os jurados não estão lá para julgar se são bonitos, se tem química, se são boas pessoas, estão lá para criticar e avaliar bailarinos... 

Fiquei muito desiludida...

Donas de Casa desesperadas

No facebook do blog Not So Fast a Lénia queixava-se que "alguém" a acusava de não trabalhar porque é dona de casa. 

Ora longe de mim algum dia concordar com isto, muito menos com a pessoa em questão que faz bolos divinais para fora e ainda cuida da mãe e no meio do seu dia a dia louco procura escrever um livro. 

Claro que não sendo a Lénia mas outra Dona de Casa com filhos na escola (digo filhos na escola, pois quem cuida de crianças que não tem idade escolar tem o papel mais difícil do mundo) compreendo perfeitamente que "alguém" que de certo é do sexo feminino (nós e a mania de julgar) que trabalhe fora 8 horas (mais 1 hora e tal de caminho) e sem empregada, se sinta um pouco "revoltada" com quem fica em casa. 

E porque que compreendo, porque quem trabalha fora chega a casa e tem as mesmas tarefas que uma Dona de casa a tempo inteiro tem. No fundo nós mulheres somos todas donas de casa, umas a tempo inteiro e outras a tempo parcial. Quem o é a tempo parcial passa pela vida muitas vezes amargurada porque nunca tem descanso, enquanto que quem é Dona de casa a tempo inteiro pode fazer grande partes das tarefas durante a semana e passar os serões e fins de semana mais descansada, repito aqui que não tenha filhos em idade pré-escolar. 

Depois de muitos comentários lidos, vi lá a Lénia a perguntar a uma comentadora que se queixava que trabalhava fora e ainda em casa, se o seu marido não a ajudava... e foi aqui que eu ia intervir mas fiquei sem bateria. 

Ora que mania a nossa da sociedade e das mulheres de dizer a palavra ajuda, ajuda pressupõem por a mesa, ou por os filhos na cama... pouco mais que uma ou outra tarefa... Ajudar pressupõem que a lida da casa é da responsabilidade da mulher. Que raiva que não há maneira de mudar isto. 

E atenção aqui na minha casa também eu peco por isto, mas no meu caso sou eu que trabalho menos horas logo seria um pouco injusto exigir tarefas completamente partilhadas.

Mas adorava compreender onde nós mulheres aprendemos que a lida da casa é da nossa responsabilidade?! Nunca ouvi minha mãe dizer, ouvia a minha avó e muitas vezes meu pai no seu discurso machista que as mulheres tem mais jeito e são mais maternais e que deviam de ser elas a cuidar do lar e dos filhos. Coisa que nunca liguei e sempre me revoltou era o machismo. 

Mas comecei a viver junto e não me recordo sequer de ter tido uma conversa sobre o que cada um faz, acho que foi de facto algo natural, eu assumi a área da cozinha, compras e roupa e a limpeza lá ia e vou pedindo que ele "ajude" (de novo o raio da palavra). 

Será que nós mulheres crescemos a ver nossas mães a assumir o lar como sua responsabilidade e aquilo fica tão entranhado no nosso ser que fazemos automaticamente nas nossas casas?! Claro que mudamos sempre um pouco, no meu caso o meu marido faz muito mais e participa muito mais que algum dia vi o meu pai participar. Mas se as coisas estão equilibradas, não estão e nem sei se algum dia vão estar. De todos os casais que conheço a mulher assume a cozinha, a lista de compras, o tratar da casa e afins e o homem está lá para por a loiça na máquina e aspirar a casa. 

De facto se eu deixar o meu marido a tratar da casa sozinho ele está sempre a perguntar, que roupa lavar primeiro, a que graus, o que fazer para o jantar e afins. Atenção ele faz mas não sem perguntar como eu quero as coisas feitas. Digo isto porque enquanto ele teve de licença paterna ligou me umas quantas vezes a perguntar coisas que a meu ver são banais, mas para eles não. 

 

Estará no nosso DNA sermos a DONAS DE CASA DESESPERADAS, ou é algo tão enraizado na nossa cultura e que crescemos a ver que assumimos logo este papel?! As crianças de facto são esponjas autenticas, hoje de manhã a M observava-me a por base na cara com uma concentração absurda e depois o ver o pai a lavar os dentes com a mesma intensidade....e fiquei a pensar que sim talvez esteja aqui o problema, ela vai assumir que as mulheres se maquilham e cuidam da casa e que os homens "ajudam" porque é isso que ela vai assistir enquanto cresce....

Os jovens de hoje

Numa conversa habitual de desabafo sou abordada com o "a minha filha que vai fazer 18 anos está numa idade muito complicada, eu não sei o que fazer porque quando eu tinha 18 anos era fácil ter trabalho, o que respondo a uma jovem que não quer tirar o 12 ano porque não vale a pena que não há emprego?" 

Eu pensei nisto e reflecti e aconselhei como mãe e como quem ainda a poucos anos (11 anos) teve essa idade. Sei que quando foi para escolher a área de ensino, se letras, economia ou ciências me senti angustiada, só estava eu no 9 ano e já tinha uma responsabilidade tão grande... resolvi pelas notas que tinha, era boa a ciências. 

Quando estava a terminar o 12º ano tinha de escolher o curso, e o que eu gostava mesmo era do ensino, mas o ensino estava mal muito mal e depois de muita angustia minha e pressão de escolher uma profissão que desse emprego fui para biologia celular e molecular, não para biologia marinha que isso não dá dinheiro. Conclusão não fui para investigação porque não há bolsas e trabalha-se muito a borla e tive muita sorte e graças ao meu marido e a mulher de um amigo dele que a vida me abriu a porta a este emprego (foi por mérito sim, a única cunha foi a pessoa levar o curriculum a uma amiga e essa amiga dar-me emprego a recibos verdes, onde conheci indirectamente as pessoas para quem trabalho agora e me contrataram pelo bom trabalho efectuado). Mas trabalhei quase um ano em call-centers que eram os únicos locais que aceitavam licenciados. Trabalhar num shopping ou supermercado é ter as portas fechadas porque somos licenciados e se mentimos na formação não nos dão emprego porque estivemos 5 anos sem fazer nada. 

 

Sim é uma pressão muito grande para os jovens de 18 anos, mas o meu conselho é que os pais não deixam os filhos baixarem armas só porque o futuro não aparenta ser risonho, ninguém sabe o que o futuro nos trará... o que não podemos ser é derrotistas... sim acabem pelo menos o 12 ano... e sim os pais devem incentivar os filhos a que trabalhem quando acabem o 12 ano... ou se os filhos quiserem estudar/ trabalhar ao mesmo tempo que imponham regras. A meu entender o pior que podem fazer a um jovem de 18 anos é dizer ok vais trabalhar, ficas em casa dos pais, a mãe trata da comida e da roupa e faz tudo pelo filho(a) e o dinheiro que eles ganham é para as despesas deles... E eu pergunto que despesas, ah para saírem com os amigos e comprarem roupa e afins. Então mas pêra ganham o ordenado mínimo, muitas vez o mesmo que os pais, mas depois não ajudam os pais? Ah não porque o dinheiro é deles e não é justo fazerem isso, os meus pais não me fizeram isso e eu tb não faço isso aos meus! Mas espera no seu tempo os seus pais deixavam andar a vadiar todos os dias ou fins-de-semana pós trabalho? Não, mas por isso é que nós queríamos sair de casa porque não tínhamos liberdade. 

E assim chegamos a minha conclusão, os pais hoje em dia querem dar o melhor aos seus filhos, não percebendo que não os estão a empurrar para fora do ninho mas sim a prender ao ninho. Se eu for um jovem de 18 anos, começar ali a trabalhar por exemplo numa loja de roupa, sim temos um chefe e pode ser chato, trabalhar fins de semana e ter folgas rotativas... mas depois chego a casa e tenho roupa lavada e comida na mesa sem ter de contribuir uma palha, seja em dinheiro ou trabalho manual e ainda tiro um rendimento de 500 euros ao fim do mês só para mim... oh maravilha para que sair de casa e ser independente?!! Ou para que prosseguir os meus estudos ou lutar por uma vida melhor se tenho uma vida boa em casa dos meus pais?! 

E é assim que as vezes em questões de segundos ou minutos os pais destroem uma educação de toda uma vida, pois pensam que é injusto que os filhos contribuam para a casa se isso é da responsabilidade dos pais. 

Alto e para o baile, é da responsabilidade dos pais dar educação aos filhos, educação essa que é obrigatória o 12º ano, se o filho quer se licenciar e os pais tiverem capacidade para ajudar melhor. Senão o poderem ajudar epá não chorem baba e ranho porque no estrangeiro é prática comum, estudar e trabalhar. 

 

E fica aqui este texto para quando eu tiver com uma filha com quase 18 anos e me sentir tentada a cair na tentação de lhe dar tudo de mão beijada. Nem que seja ela pagar só a sua alimentação por exemplo, ou dar 100€ por exemplo que vão para uma conta dela e eu depois dar-lhe quando ela sair de casa. Mas algo que lhes ensine um pouco do que é a responsabilidade financeira... que isto não é só trabalhar e gastar dinheiro, ser adulto exige muita responsabilidade financeira e muito trabalho domestico, que a maioria dos jovens em Portugal nem faz ideia o que significa ser adulto.

Há dias aborrecidos

E depois existem os de hoje, consulta de alergologista as 11 eu como mãe tenho um sexto sentido e penso "bem vamos lá ver senão alteraram consulta e não avisaram". Acedo ao sistema e o que descubro que a consulta nem marcada esta, salto da cadeira a voar até as consultas eram 10 da manhã. O administrativo olha vai rápido falar com a médica porque ela está de saída o filho está doente e eu voou até ao seu gabinete e graças aos santinhos lá esta ela ainda sentada mas já com a mala e chaves na mão. Explico o sucedido e marca nova consulta para a filhota e eu tenho a seguir um ataque de pânico, ora bolas sou eu que tenho o almoço e lanche da M.... toca a ligar para marido para não sair do trabalho, creche a comunicar que vou lá passar a entregar a comida e vou ter com o chefe novo a pedir para sair para ir levar o almoço  (nem sei bem se ele entendeu o que fazia eu como almoço da M) e ele disse ok sem problemas (chefe porreiro, segundo sei não tem filhos)... lá vou eu a correr a creche, volto engano no caminho e lá tento descobrir como chegar a creche sem me perder no meio da confusão de ruas (não esquecer que estou cheia de sono e o caminho para a creche não é o mesmo que da creche para o work e que nunca o faço). Chego e vou a correr trabalhar porque tenho exactamente mais 30 min. de trabalho para compensar... ah e quando sair do work tenho de ir atestar o raio do carro.... e eu a pensar que o raio da sexta-feira 13 tinha sido a semana passada. 

Eu sou muito felizarda

Nestes últimos 3 dias apercebi-me da sorte que eu tenho. Se claro que senti saudades de Lisboa, de andar de metro, de ter aqueles 20 minutos de manhã e ao final do dia para ler. Ontem relembrei-me do pior de andar de transportes. 

Não apanhei o metro, ouvi-o chegar, vi as pessoas todas a correrem feitas malucas e eu nas calmas tanto de manhã como ao fim do dia, porque nestes 3 dias nunca tive mais de 3 min a espera que uma carruagem chega-se. Nem mesmo na terça de Carnaval. Mas ontem o drama abateu-se quando olho e vejo que o tempo até a próxima carruagem era de 10 min. Pensei eu, a M esta bem entregue, sento-me aqui a ler... ao fim de 3 minutos a plataforma estava a pinha de gente e com o passar do tempo comecei a ter realmente medo de cair da plataforma tal não era a quantidade de pessoas. Mas como aqui a je estava mesmo a frente não podia ficar para trás e não entrar no metro quando este chegou. Resumindo fiquei tipo sardinha em lata numa estação quase terminal. Estão mesmo a ver o estado caótico que aquilo ficou a medida que íamos avançado, pois já me doía tudo, os pés, os braços que tentavam segurar a mala e segurar-me a mim no meio dos empurrões e solavancos. Enfim serviu para perder logo a saudade de Lisboa e de andar de transportes públicos. 

Depois mais uma vez cheguei a casa depois das 7, três dias seguidos que mal vi a pequena, tenho muito a agradecer os meus pais e quando digo aos meus pais digo aos dois... pois o meu Pai estava sempre a cozinhar o jantar enquanto a minha mãe preparava a M para jantar. 

Mas claro que isto foram apenas 3 dias excepcionais em que os meus pais vieram de longe para me ajudar. Mas nesses 3 dias reparei que a M reagia de uma forma estranha ao me ver, ficava eléctrica, birrenta e só fazia asneiras. Então ontem foi o cúmulo para conseguir adormecer, ela não queria por nada adormecer porque sabia que a mãe saia do quarto quando ela adormecia... eu deitava e ela apontava para a cama e dizia " Ahdiah" que na linguagem dela é quando quer que eu faça qualquer coisa. Neste caso era mãe vem para aqui (eu não caibo num berço). Só a conseguir por a dormir com recurso a um biberão de leite duas horas depois do horário normal de se deitar. 

Depois acordou a 1 e assim ficou mesmo após mais leite até as 4:30 da manhã... eu e o B já nem sabíamos se era birra dela, se era para chamar a atenção ou se era dentes já que andou assim esta semana toda (já perdi a conta as vezes que me levantei a noite nestes dias). Claro que no final as 3:30 lá o B acedeu em dar-lhe um benuron não fosse a teoria da mãe estar certa... acabou por adormecer com o B (que teve mais paciência que eu) as 4:30... e pensão vocês que eu dormi entretanto, pois não o B tem a capacidade de dormir sabendo que ela esta bem, mesmo que a choramingar ele dormita, então se alguém esta com ela dorme ferrado. Eu passo a noite em alerta naquele sono tão despertável que faz parecer que passei uma directa. 

E com isto só me resta de facto ser solidária com os pais (ambos) que saem de casa cedo as 7:30/ 8:00 já estão no metro, que deixam os filhos de madrugada com estranhos numa creche ou escola e ambos os pais os vão buscar muito próximo da hora de jantar, já sem forças eles e os filhos cheios de sono e birras porque só vêem os pais ao fim de semana. 

Comentei isto ao jantar e se me visse forçada a isso (perde-se o meu santo emprego) era o que o B dizia, iríamos fazer escolhas e sacrifícios e provavelmente trabalharia em part-time ou ficaria em casa com os filhos, e eu sou dessa opinião, não estou-me a diminuir nem a quer dizer que isso deva ser do papel exclusivo da mulher, estou a querer dizer que para mim ser "mãe" é estar presente mesmo que implique muitos sacrifícios... 

Por isso é que ontem em conversa de nós portugueses estamos mal nos empregos ou trabalhos mas acomodamos-nos a eles eu respondi que sim tenho muitos problemas no local onde estou, mas acomodei-me a ele pelo horário e a possibilidade que tenho de acompanhar os meus filhos na sua vida. 

Por isto tudo posso dizer que sim sou muito felizarda (mesmo com sono) e para tal bastou me andar nos sapatos dos outros que observava no metro. 

As saudades de Lisboa...

Tenho andado num congresso em Lisboa para os lados de Lisboa, que saudades já eu tinha de andar de metro, de passear pelas ruas típicas de Lisboa. Claro que só gosto de ir para estes lado de metro e passear assim de vez enquanto, e claro que o bom tempo ajudou. Mas a nossa Lisboa é linda e só precisamos de tempo para a ver....

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