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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

E os pequenos almoços?!

Bem se ao fim de semana a coisa correu 5 estrelas, talvez porque a madame acorde sozinha e temos tempo para se não comer passado uma meia hora dar um leite. A coisa durante a semana complica. 

Portanto a M na segunda-feira comeu a papa lindamente, ontem Terça dei leite na cama mas não o quis todo e o pai a seguir deu o banana bread que comeu bem... Hoje a M passou uma noite tramada, as 4 da manhã (é sempre a esta hora do demo) acordou a tossir, esperei e ouvia a mexer de um lado, para o outro... não fui lá, porque a M se vou lá muitas vezes desperta e não volta a dormir senão passado uma a duas horas e com recurso a leite. E funcionou acalmou, mas por pouco tempo porque a ouvia sempre as voltas na cama mas com respiração pesada de quem dorme... não sei se a fase dos pesadelos já começou, mas tem sido recorrente alguns choros e gemidos e eu ir lá e ela sempre a dormir. 

Quando eram 7 da manhã ela andava as voltas e eu fui lá, mas estava a dormir ferrada... fui lavar os dentes e o pai também e pronto eram horas de a acordar, foi difícil ela queria mesmo dormir, não chorou mas notava-se muito sono, e eu já tinha a papa dela pronta, grande erro... o pai diz que só comeu três colheres, achou uma xuxa na cadeira da refeição e pronto agarrou-se a xuxa e o pai não consegiu dar nada. 

Tenho de deixar de cortar atalhos e só fazer o pequeno almoço se ela tiver acordada, senão tiver mais vale um biberão de leite e umas bolachas, ou um pedaço de pão ou banana bread do que acordar e ela ficar cheia de sono na cadeira sem comer. 

Sempre a aprender, sempre a aprender....

Berra-me baixo....

Como mães e pais temos uma grande desafio sempre pela frente, que é como educar e como não nos passarmos da marmita com birras e no futuro com más respostas e afins. E não é só com os nossos filhos, quantas vezes é que algo não acontece na nossa rotina por exemplo de manhã que nos faz atrasar e desatamos a gritar e a barafustar ordens até para os nossos maridos? 

É de facto algo que tenho de me lembrar constantemente que fui educada assim e não gostei, sempre odiei que gritassem comigo, eu não era surda, e é verdade sim podemos ralhar e impormos sem ter de gritar, basta mudar o tom de voz, não os decibéis. Mas também temos de pensar no que estamos a dizer. 

No fundo é realmente agir como se tivéssemos uma câmara a vigiarmos ou lembrar sempre o porque que o outro esta agir como está, o mau comportamento vem muitas vezes por frustrações das crianças, problemas na escolha e auto-estima baixa... 

Quando um bebé de 1 ano faz birra ou muitas birras se calhar temos de parar e pensar primeiro no porque, sim esta frustrado é fácil, mas na minha filha eu noto que quando está cansada tem tendência a fazer asneiras... o que tem resultado para mim nos últimos dias manter uma rotina certa, ela come a horas certas e deita-se a horas certas, e noto quando começa a fazer birras que se lhe der a xuxa e o oh oh (boneco de pano que usa para dormir) que ela acalma-se e vem até a mim e se eu lhe der colo ela fica calma sentada a ver televisão... Podem estar agora a pensar a mas estas a ceder as birras, não estou a ouvir a minha filha, eu não lhe deixo fazer o que ela quer... nem mexer no que quer, mas ouço o que ela não me esta a conseguir transmitir, que é "mamã estou cansada e não sei o que fazer" ao dar a xuxa e o ohoh dela automaticamente ela associa os objectos a calma e relaxamento... 

Para dicas futuras inscrevi-me neste programa do Berra-me Baixo que tenciono aplicar no meu dia a dia com tudo e com todos... no fundo dar-me sempre tempo de respirar e pensar primeiro antes de agir ou falar. Não é fácil mas vou partilhando aqui as frustrações e vitórias. E o melhor é que se podem inscrever também no programa é gratuito e receber dicas e apoio. 

Bora lá....

O rídiculo...

O post anterior era mesmo para ser o último, eu juro, mas depois li esta notícia idiota e tive de vir aqui comentar. 

Então resumidamente, uma criança foi multada em aproximadamente 20€ por não comparecer a festa de anos do amigo.

Aparentemente os pais da criança multada aceitaram ir a uma festa, mas depois não compareceram por terem um encontro de família. Mas não avisaram a mãe do aniversariante, alegam que não tinham contactos, a mãe alega que sim que estavam no convite.

Ok, sim é uma falta de respeito não avisar que não se vai a uma festa, casamento ou baptizado... mas dai a pedir dinheiro de volta menos... ok se fosse um casamento e o valor por pessoa ronda-se os 100 ou 200 euros ainda pensava duas vezes, mas a minha vergonha ou educação proibia-me de pedir o valor de volta.

Agora uma festa de anos, convínhamos que é ridículo. Também hoje em dia é ridículo ver a competição desmedida dos pais em fazer a festa de anos mais linda e espectacular de sempre... hoje em dia é só ver negócios de organizadores de festas infantis... já nada era como antes, uma garagem com uma mesa com toalhas de café daquelas brancas, comida em pratos brancos, salgados e doces caseiros, um bolo qualquer de uma pastelaria qualquer, onde a única coisa personalizada é o nosso nome e às vezes mal escrito (sim o meu nome vinha sempre mal escrito) e umas quantas crianças a correrem e a brincarem ao que lhes apetece.

Agora não ele é alugar o espaço mais fixe, é ter um bolo em 3D, toalhas com temas, pratos com temas, comida já não tão caseira mas ainda assim feito por uma profissional qualquer, a comida com etiquetas personalizadas, saco de prendas para dar aos amigos. Animador, insufláveis e sei mais lá o que... no final os pais gastam bem mais que um ordenado mínimo por 2 ou 3 horas de festa.

Só me faz lembrar daqui a nada a uma série no TLC onde mostravam pais a gastar 5 a 50 mil dólares em festas de aniversário, porque os filhos merecem ser os únicos e terem a festa mais espectacular de sempre...e os valores morais onde ficam?!  

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Estou tão fartinha...

Estou tão fartinha da polémica dos leites, não dêem leite de vaca porque agora descobriu-se que faz mal ao organismo e pardais ao ninho. Dêem leite de soja, ah mas espera não dêem soja senão biológica porque pode conter transgénicos e não é saudável, dêem leite de amendoa ou coco ou arroz, mas não os de compra porque tem muitos açúcares, façam mas é em casa que é do melhor... e pronto o que se vê mais na moda é criancinhas a comer só do biológico (se soubessem da missa a metade, que muitas vezes de biológico só a etiqueta e o preço) e comida macrobiótica e biótica e xpto... e depois o outro extremo das mães sem paciência, que dão tudo o que é embalagens coloridas ao pequeno-almoço, que vão aos fast-food com bebés de um ano... 

Portanto o que mais vejo a minha volta neste momento são as mães do primeiro grupo, sim essas, porque essas mães fartam-se de pregar sermões em tudo o que é canto... onde saiem todas as semanas com mil estudos do que é bom e do que é mau, porque leram aqui e ali... 

 

Irra que antigamente era mais fácil ser mãe, hoje em dia olhamos para um pacote de bolachas e olhamos para o lado a pensar, ui será que esta aqui alguma mãe a olhar-me de lado, só porque de vez enquando dou bolachas pré-compradas do supermercado, o porque sim dou leite de soja porque é só comprar no supermercado em vez de estar a fazer em casa... Eu não sei em relação a elas mas eu não tenho tempo quase nenhum em casa, quanto mais para estar a fazer os leites e papas e mil coisas tudo do caseiro e biológico... 

 

Não me julguem sou toda a favor de reduzir o consumo de açúcares e bolachas da alimentação das crianças, tento sempre fazer muitos bolos e bolachas caseiros. A papa prefiro dar Nestelé sempre porque não tem açúcar adicionado, ao contrario da Bledina e Nutriben. Mas acho que tudo o que é extremos é de extremos a meu ver. Não é porque um produto não ter um rótulo de biológico que signifique que vá fazer mal e arruinar a vida dos nossos pequenos. 

 

E a guerra dos leites vai continuar a existir, e nunca vamos realmente saber se faz bem ou faz mal... Como a minha sogra uma vez me disse, antigamente só se bebia leite de vaca e era pouco, os adultos não bebiam leite... depois houve uma altura que só se falava em bebe leite e até havia programas de incentivo do estado português a dar leites as crianças do primeiro ciclo (quem não se lembra dos pacotes de leite dados pelas continuas). Agora anda ai uma vaga ou moda que todos os lacticínios e seus derivados deviam de ser banidos...Também sou da opinião que ainda não conseguem determinar quais os malefícios de um e de outro, porque a minha mãe e sogra pouco leite beberam em suas vidas e agora sofrem de problemas de falta de cálcio e dores nos ossos. Quando eu chegar a velha talvez saibam o que faz mal beber leite, sempre bebi, as vezes paro e vou para soja, mas depois sinto falta do copo de leite frio no verão e volto ao de vaca. A geração dos nosso filhos quando chegar a velhotes ai sim talvez vejam depois os malefícios da soja, e do leite de arroz e afins.

 

Irra qualquer dia não sei o que coma... 

Banana Bread ou bolo de banana...

Nas minhas pesquisas de soluções de pequeno almoço alternativas para a M (para não dar sempre papa e iogurtes) e visto que mães com filhos com alergias alimentares ao ovo e ao leite, tem uma enorme dificuldade em comprar aquelas alternativas fáceis para os dias mais complicados. De certo mães de Portugal se olharem para a vossa despensa, tem sempre pão de leite, croissant, manhanzitos, bolicau, queques para levarem para a escola já em saquetas individuais e afins.... um mundo repleto de opções (talvez não tão saudáveis) para aqueles dias que temos menos tempo. 

Pois mas mães com filhos com alergias não tem essas opções ou se as tem é a um preço proibitivo. Então pus-me a pesquisar primeiro em pão de leite ver se encontrava alguma receita para não ter de ser eu a pioneira... mas o que me deparei logo foi no Banana Bread e eu pensei ora aqui esta uma opção que pondo pouco açúcar me parece boa para toda a família. 

O problema é que todas as receitas que via levavam coisas um pouco complicadas que eu não tinha, como sementes de chia para substituir o ovo.

Então pus-me a pensar e a pensar, e pensei então se a banana substitui o ovo pode ser que resulte se eu usar uma receita banal e alterar eu. Mas a noite antes de ir fazer o tal bolo ou pão, fiz nova pesquisa na net e encontrei aqui o que eu queria. Confesso que fiquei séptica ao ver que nem leite vegetal levava... mas o resultado ui o resultado, meio bolo voou ontem a noite ainda morno... e a M hoje de manhã adorou depois do leitinho o seu banana bread. 

 

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Ingredientes (1 forma bolo inglês)

2 bananas médias (150 gramas) mas podem usar até 4 bananas (300gr)

110 gr de açúcar amarelo (podem por menos se as bananas estiverem muito maduras)

125 ml de óleo vegetal

1 colher de chá de canela

1 colher de chá de essência de baunilha

180 gr de farinha

1 colher de chá de bicarbonato de sódio

1 colher de chá de fermento em pó

1 pitade de sal

 

Preparação

Pré-aquecer o forno a 180º e untar uma forma de bolo inglês.

Colocar as bananas na bimby juntamente com o açúcar e programar 15 seg velocidade 4 (triturar as bananas e o açúcar com varinha mágica). Adicionar o óleo e programar 15 seg velocidade 5 (utilizar a varinha). Depois introduzir a canela e a essência de baunilha e misturar um pouco, adicionar a farinha, o fermento, o bicarbonato de sódio e o sal e misturar 30 seg na velocidade 4 (ter atenção antes de puxar a farinha das paredes do copo antes de colocar a trabalhar). Quem não tem bimby pode misturar com uma colher de pau.

Colocar a mistura na forma e levar a 180º durante 30 minutos ou até o palito sair seco.

 

O meu ficou mais escuro do que do site original, porque estava com tonturas e esqueci-me de por o temporizador e acho que ficou um pouco de tempo a mais. Mas estava delicioso. 

 

 

Antes e depois de ser mãe ...

Era suposto alguém fazer tag, mas eu achei por bem roubar as perguntas e fazer tag a mim própria lol. 

Sigo esta menina aqui, temos filhas de idade semelhantes, sei que chocamos um pouco no inicio porque ela era muito fanática por amamentação e tenha essa vertente de "não aceitar" quem não dava ou não se esforçava por dar peito aos filhos. Eu sempre fui da opinião de que é um assunto que só diz respeito a mulher e cada uma sabe de si, claro que acho estranho nem sequer tentarem. Mas como sei que não é uma experiência muito agradável, que depende muito do bebé e afins, nunca condenei ninguém por desistir. Ela entretanto mudou um pouco de opinião como podem ver nos seus vídeos.

 

A ideia era supostamente fazer um vlog, mas apesar de algumas pessoas saberem quem eu sou, não estou ainda pronta para me apresentar ao mundo, talvez um dia quem sabe...

 

1 - Qual era o teu hobbie antes de ser mãe?

O meu hobbie, que eu ainda tento o ter, era ser consultora da Mary Kay (ainda o sou). Adorava ir as formações, conhecer pessoas, ensinar cuidados da pele e maquilhagem. Maquilhar noivas. Enfim, depois do trabalho lá estava eu a pensar em mil coisas para promover o meu negócio Mary Kay. Agora depois de ser mãe, existe sempre algo que me impede, ou melhor algumas desculpas, as reuniões são as 9... e geralmente a M já esta a dormir nesses dias, mas o ir implica que eu me deite a 12 e sinceramente fico logo exausta. Angariar novas clientes é preciso tempo e disponibilidade. Se já me é complicado conciliar a agenda da cliente com a minha, com a do marido ainda pior. Sim porque alguém tem de ficar com a M. E a resposta não é a creche porque a maioria das clientes querem pós horário laboral. 

Mas é algo que não desisto, mantenho as clientes que tinha, clientes futuras aceito claro, mas é complicado conciliar dias confesso. Não quero com isto dizer que Mary Kay não seja um excelente negócio só porque temos filhos, acho que isso depende do estado de espírito e força de vontade e idades dos filhos. Por isso espero que num futuro volte a fazer algo que gosto e muito. 

2 - Deixas-te de fazer alguma coisa depois de ser mãe?

Sim, acho que acontece com qualquer pai, deixei de poder dormir até me apetecer, deixei de poder fazer planos a última da hora, do género bora ao cinema hoje. As refeições tem de ser bem estipuladas, porque nós podemos comer qualquer coisa, mas já quando pensamos nos filhos, já não é bem assim queremos sempre ter a sopa, o segundo prato equilibrado e claro a fruta. Claro que com a idade deles é algo que se pode de vez enquando ir relaxando um pouco. O sair a tarde, é sempre condicionado com os horários dela, porque quando estamos a terminar o almoço é quando ela está a dormir a sesta, e quando acorda é hora do lanche e no inverno é uma porcaria porque as 17 h já esta frio e quase escuro como tudo para poder dar um passeio. 

3 - Deixaste algum sonho pessoal pela maternidade?

Não, sempre quis ser mãe e foi algo bem pensado. 

4- Que acessório usavas que agora já não usas?

Sinceramente, ando sempre com os mesmos brincos de prata, aahah agora percebo porque a minha mãe andava sempre com os mesmos brincos e quando trocava fica com os mesmos meses. Ah isso e trocar de mala. Como hei-de explicar, a tanta coisa a fazer seja de manhã ou ao final do dia, ou até mesmo ao fim de semana, que nos esquecemos completamente que andamos de brincos curtos e com a mesma mala a meses (agora acordei para a realidade com a pergunta).

5- Que cuidados tinhas com o corpo que agora não tens?

Acho que aqui é complicado de dizer, por um lado na gravidez esqueci um pouco o cuidado com o engordar, mas acho que mesmo após parto é algo que antes me preocupava mais e que agora não me preocupa. Não sei explicar bem, não é que me sinta bem comigo ou me esteja a desleixar completamente. Sei perfeitamente que estou um pouco acima do peso (ou mt lol) mas não acho que isso seja um drama, ou que tenha de estar no meu topo das prioridades neste momento. Mas tenciono mudar claro. 

6 - Achas que uma mulher pode ser sensual e sexy depois de ser mãe?

Claro que sim pode e deve, claro que as primeiras 6 semanas, para além de termos pouco tempo, estamos ainda a habituar ao novo corpo, as hormonas, as mamas que escorrem leite... e temos imenso receio da intimidade, principalmente quem teve parto normal com recurso a episiotomia (a corte). Mas com o tempo a mulher deve sim tirar um tempo para se mimar e sentir bem e sexy claro.

7 - A rotina em casa mudou muito depois da chegada do bebé? 

Claro que sim, muda tudo, passamos a viver consoante os horários dos filhos, para tudo, para acordar, para comer, para podermos ir ao w.c ou até tomar banho. A lida da casa torna-se mais complicada e a roupa para passar e organizar aumenta de tamanho. Porque lá esta quando são pequenos e acordam ou temos de os acordar de 3 em 3 horas para comer, em que a amamentação demora quase uma hora... mais o trocar fralda e por a dormir, sobra para ai uma hora para a mãe, e tudo o que ela quer é organizar a casa, pois sim.. Depois com o avançar do tempo vemos que a licença esta a terminar e agora os rebentos já ficam acordados mais tempo, e lá queremos andar de vassoura na mão para limpar a cozinha, quando temos de aproveitar os rebentos... e claro quando estão a dormir, la vamos nos fazer o almoço, tomar banho e ir ao w.c a correr e a rezar que ele não perca a chucha ou não acorde assim que pomos o rabo no sofá para beber um chá... lol.. enfim muda tudo, quando tem quase um ano, podemos limpar melhor a casa, mas atrás de nós vem um ser com menos de 80 cm que parece trazer sempre um rasto de migalhas de bolacha e restos de comida consigo... 

8 - Julgavas outras mães antes de seres mãe, pelos comportamentos e atitudes perante os filhos?

Sim julgava sim, achava muito mal dormirem com um bebé, achava e ainda acho errado habituarem um bebé ao colo. A diferença é que agora sou muito branda, porque eu as vezes quando ela está doente adormeço ao colo, quando acorda a meio da noite e falta pouco para o despertador tocar, trago para a minha cama. Porque sinto falta de quando era pequenina e assim que dava colo se aninhava a mim. Claro que eu decidi mais o marido dar colo q.b... e as excepções não serem regras. Porque ainda hoje não gosto de ver crianças com 4 ou 5 anos incapazes de dormirem sozinhas... o que se torna muito complicado quando não tem os pais por perto. Não gosto de ver crianças a fazer birras para comer e os pais ou avós ou tios darem doces a seguir. 

Sim parece que sou rígida mas não sou, muitas vezes noto que a M não quer comer e não insisto, ou dou o mesmo mais tarde, ou quando a for adormecer dou leite, mas lá está é a regra e não excepção... e eu tive uma filha difícil de comer até aos 9 meses, que me fez muitas vezes chorar de frustração porque ela comia pouco... ou por vontade dela não comia... claro que olhando para trás e pelo seu aumento de peso ela comia o que queria e conseguia... verti lágrimas e ralhei para nada (cedi a pressão, por ouvir n vezes que a minha filha tinha a mania e birras para comer). Claro que a M é diferente de uma criança de 3 ou 4 anos que brinca com a comida e não quer comer, ai lamento não comes ok, mas o prato fica guardado e aparece mesmo que sejam 4 da tarde. 

Aqui acho que neste aspecto uma mãe sabe diferenciar birras de comer, com o estar doente ou falta de apetite. 

9 - O que mudou em relação ao seu parceiro.

Bem posso dizer que a intimidade e disposição e tempo para estarmos juntos, mudou bastante. É algo que avisam sempre nos cursos de preparação pós parto e é algo que enterra casamentos senão tiver fundações resistentes. 

E é por tudo, por medo que doa no começo, porque deixamos de ser espontâneos e as vezes parece que é programado, olha adormeceu bora lá, haverá coisa mais romântica que isso. Ou porque sim nos apetece mas temos tanto que fazer ainda e não devíamos... São tantas coisas que podem impedir um casal de viver a intimidade... claro que quando começam a dormir a noite toda a coisa muda. 

O segredo é não permitir que o "sexo" se meta no caminho do amor enquanto casal, porque com a chegada da M ganhei muito mais em termos de relação, ganhei uma pessoa que é tão apaixonada enquanto eu pela M, ganhei alguém que pode me ouvir e eu a ele a falar da M sem medo de enjoar... Aprendi que o meu amor pelo meu marido mudou no sentido positivo quando a M nasceu... eu senti que o amava mais, porque ali estava alguém que gerou comigo a M, que a ama tanto quanto eu... e sim podemos amar ainda mais um homem só de o ver brincar ou cuidar dos nosso filhos. 

Por isso é que eu digo, a não ser que o pai da criança seja uma besta quadrada. É impossível deixar de amar o pai dos nossos filhos... pelo menos esta parte maternal que nos faz sentir assim meio parvinhas a olhar para a cumplicidade de pai e filho.

10 - Mudaste o teu jeito de ver o mundo agora que és mãe.

Sim passei a ter mais paciência, passei a tentar pensar no que os outros sentem ou porque de agirem como agem antes de me passar. Mas também me fez ser mais fria, cortar relação com pessoas que não me vieram ver quando estive de baixa, não me vieram ver quando a M nasceu... quando nunca demonstraram interesse na minha vida após ter a minha filha. E isso para mim fez me cortar relações com eles, pois agora eu digo vê-se os teus amigos quando estas em baixo, sem dinheiro ou quando tens filhos. 

11 - Quem tu eras e quem tu és agora que és mãe.

Acho que sou a mesma, mudei sim um pouco, estou mais calma e serena, a maternidade fez me esse milagre. Mas não deixo de ser eu, se me pisam os calos ui que dificilmente aceito ou se fazem algumas, raramente a amizade volta a ser igual. Sou honesta sim, mas já não sou daquela tipo de quando havia tópicos em que não tinha a mesma opinião que os outros, que ficava ali a debater até a exaustão ou até alguém se chatear. Agora sinto que a vida é demasiado curta para ser passada em debates, dou a minha opinião, ouço a dos outros... e fico a pensar para mim.. não entro tanto em guerras dessas. 

12 - Achas que uma mulher só pode ser realizada após ser mãe?

Não de todo, aliás até acho que se uma mulher não tiver algo mais para além da casa e filhos, que facilmente se perde no meio do ser mãe e dona de casa. Não digo que a mulher tenha de trabalhar para ser realizada, mas lá esta ter um hobbie, fazer algo fora de casa e dos filhos. E na minha curta carreira da Mary Kay (2 anos quase 3), vi muitas mulheres que viveram a vida toda entre casa, trabalho e filhos e perderam-se no meio... e agora que os filhos não precisam delas, lutam por se acharem... e isso acho que nunca pode acontecer, para os nossos estarem bem, temos de estar bem primeiro. Foi algo que uma enfermeira me disse quando estava no bloco operatório pronta para ser anestesiada, eu a lamentar que tinha pedido para secar o leite, porque era doloroso, tirar leite só com bomba (sem a M mamar), porque já tinha sido anestesiada e passei o dia sem poder tirar leite e fiquei com as mamas encaroçadas e ia ter de ficar mais uma noite e tal sem poder tirar leite pós-cirurgia.. E ouvi essa frase : "Não importa que leite dá, importa é a mãe estar bem física e psicologicamente, só assim pode cuidar dos seus filhos". 

 

Espero que gostem, se quiserem as mães que me lêem, podem fazer um post no vosso blog, ou facebook, basta que me identifiquem com o link do blog... ou do facebook.

O não saber....

As análises da M não foram conclusivas, detectaram que tem os marcadores ANA (doenças auto-imunes) positivos, mas 15% da população também os tem e não tem doença nenhuma. Detectou que teve infecção por Adenovirus (talvez o causador da bronquiolite) e teve em contacto ou infectada por Citolomegalovirus. Mas são tudo infecções antigas, que segundo a pediatra não justificam os valores alterados das análises. 

A eco não detectou nada. Quinta vamos para Coimbra completamente as cegas, sem nenhuma hipótese. 

Para mim o pior é todos olharem para mim em busca de respostas, ok, sim sou licenciada em Biologia mas não sei tudo e estou completamente as cegas como todos os outros, a diferença é que não acredito que isto seja apenas um episodio, algo transitório, ou uma simples coincidência. 

O historial da família não me deixa ficar tão esperançosa como todos os outros. 

 

O mais cansativo nisto é responder as perguntas, sempre as mesmas, eu sei que as pessoas não tem culpa, mas se pensarem um pouco deverão de perceber que se tivéssemos novidades, respostas diríamos. Eu sei que estão preocupadas, mas tem de esperar e respeitar o tempo, se os pais também tem de o fazer. 

 

E depois claro, adoro, mas adoro aquelas pessoas que dizem ah os miúdos andam sempre doentes, olha o meu a não sei quantos anos era febres que ninguém descobria e pronto depois ficava bom e nunca mais teve nada... ou hoje em dia a medicina cura tudo (ai sim esta boa, até nem há crianças a morrerem e a estarem doentes anos)....

Uma coisa é certa, descobri que como mãe e como isto me tornou mais forte, seria de pensar que estaria deprimida a chorar, tive sim um dia, depois sequei as lágrimas e decidi viver e aproveitar a vida, não me adianta estar a especular, não adianta estar a pesquisar na net, nada vai mudar, só quando vier o diagnóstico do que ela tem... ai sim terei ou não de aprender a viver, mas uma coisa é certa, só me permito a mim um momento de fraqueza, depois é levantar e erguer e enfrentar o que for preciso porque sou Mãe....

 

Panquecas de fim-de-semana...

Caso se lembrem ou não a M de 14 meses, começou aos fins-de-semana a pedinchar a nossa comida após o seu leite matinal, e eu decidi que este fim-de-semana iria dar-lhe o pequeno almoço e ver se o come. O Sábado comecei pela papa normal dela (queria ter a certeza se não comia era por estar cheia ou sem vontade e não por ser alto estranho) comeu tudo muito bem e passou o resto da manhã sem pedinchar bolachas, saldo positivo. Então faço eu as papas de aveia que postei aqui no blog e a reacção dela (Domingo) é fazer o mesmo que faz ao nestum, come a primeira colher a segunda manda fora e a terceira não quer...então sem dramas faz-lhe o leite e se ela pedir come umas bolachas (não pediu). 

 

Ao lanche para ela não andar sempre de iogurte e papa, lembrei-me de umas panquecas vegan, eu adoro panquecas normais e adoro fazer ao domingo (preguiça de fazer durante a semana, levantar 10 min mais cedo é critico para mim). Confesso que estava desconfiada, panquecas com leite de soja e sem ovo.. hmm o que isto vai dar...e olha que adorei o resultado não se nota diferença nenhuma para as outras que fazia :D... 

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Ingredientes:

200gr de farinha com fermento

20 gr (40gr se quer docinhas) de açúcar mascavado

350 de leite de soja

10 gr de óleo 

1 pitada de sal

 Aroma de baunilha

1 colher de chá de fermento

 

Preparação

Adicione todos os ingredientes secos, excepto o fermento. De seguida adicione o leite e o óleo e a pitada de sal e o aroma de baunilha (a gosto) e misture tudo, no final adicione fermento e misture suavemente. 

Numa frigideira untada verter 1 colher de servir a sopa do preparado e em lume médio esperar que comece a borbulhar e a ficar menos líquido em cima e virar... e servir a gosto, polvilhado com açúcar em pó, canela, mel, doce ou frutas. 

 

A M começou a panqueca dela simples com satisfação, apesar de não ser nada doce e no final bebeu ainda 100 ml de leitinho. 

 

Agora só me falta ser como as mommys do USA que vejo na TV e acordar as 6 da manhã e fazer panquecas ao pequeno almoço.

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Ainda nada...

Ontem foi um dia sem parar, consulta de alergologia que deveria ser as 9:30 só foi as 10:30. Vai fazer análises cutâneas dia 5 de Fevereiro e consoante esses resultados e se já tiver diagnóstico do problema do fígado, irá iniciar lentamente a introdução do leite de vaca e do ovo, já que os níveis de alergia são baixos, quase indetectáveis. Alívio para a nossa carteira. Continua a fazer singulair e flixotide diariamente, para evitar bronquiolite. 

Resultados das análises já chegaram e demonstram que teve uma infecção anterior por adenovirus (causador da bronquiolite de Novembro) e indicadores ANA positivos, que só por si não são indicadores de nada. Continuamos as cegas... e sem saber o que tem a M. 

Hoje vamos fazer a eco abdominal e para a semana rumamos a Coimbra em busca de respostas.