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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

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O agridoce de sábado

Fomos para a praia Sábado a tarde por volta das 4:30 estávamos lá.... a minha frente um pai com duas meninas e ao lado uma rapariga dos seus 18/20 anos sempre a dormitar e a ver o telemóvel. Ao meu lado encontrei uma colega do hospital cuja a filha nasceu no mesmo ano e em Novembro também, sempre dissemos que as tínhamos de as apresentar e nunca aconteceu. Quis o destino que fosse ali na praia. As miúdas nem quiseram saber uma da outra. Fiquei na palheta sem ligar muito ao que me rodeava, porque a M estava com o Pai. 

A minha colega vai embora pelas 17:30 e chega os meus cunhados às 18h.... e é ai que reparo que uma das meninas que estava com o senhor estava com o meu marido e filha a brincar. E eu fiquei que raio então afinal aquele não era o pai da menina. 

Começa a sair todo o pessoal da praia para ir ver o jogo e ficamos lá 3 grupos separados... atrás um pai com duas filhas, não parecia ser o pai daquela menina. A miúda de 18/20 anos que continuava na dela sem nunca olhar para o mar onde estava a menina com o meu marido e filha. 

Tentei ignorar, o meu marido chega com a M eram 18:30 para a vestirmos e diz não sei quem é aquela menina (agora estava com o meu cunhado e sobrinha a beira mar). E eu então não fala? Responde-me que não só grunhe, diz ah ah... e quando perguntaram onde estava a mamã ou papá que apontou aqui para esta miúda. 

Eu só digo o B, não pode ser esta tipa aqui nunca olhou para a menina o dia todo... esteve sempre com um senhor e assim que ele saiu foi ter contigo... será que a mãe esta lá para o passeio.... mas a distância é tão grande. 

A menina não tinha mais de 5 anos, ela disse com a mão.... de uma carência afectiva tal, que se colava a qualquer estranho por um pouco de mimo e atenção. Vejo os nadadores a arrumarem as coisas e digo ao B eu vou falar com eles, se eles se vão embora e nós ficamos aqui com a menina o que fazemos, temos de chamar a polícia. Como é que alguém deixa uma criança assim. Ok tem problemas mas não se deixa assim uma criança. 

Na minha cabeça só pensava, bolas devem de lhe ter dito para ir brincar para a praia e que os pais ou mãe estavam ali no passeio, mas e se foram embora?! 

Fui ter com os nadadores, naquela de opá isto só pode ser para o programa e "Se fosse Consigo"....explico que lá no fundo a beira mar esta os meus cunhados com a minha sobrinha, mas há uma menina que não é nossa e não fala e não sabemos de quem é. 

Eles respondem que é da rapariga de 18/20 anos, não sabem se é mãe, mas que passou o dia todo ali na dela e a menina sozinha a brincar, o que fez com que um dos nadadores passe-se o tempo todo a olhar para a menina. 

Fiquei revoltada, a achar que aquela tipa era a irmã, que os pais mandaram cuidar da irmã que tem problemas e ela ficou ali na dela a marimbar-se para a menina. 

Estava eu sentada a pensar, vou falar com ela. Aproveitei que o meu marido tinha ido com a M brincar com a menina.... mas quando ganhei coragem... vêem todos para cima e a menina grita "mam" e a rapariga finalmente se levanta e diz: "Vá Miriam deixa os senhores em paz, vamos para casa, anda a mamã.." e diz obrigada ao meu marido. 

Fiquei sem reacção, passou o tempo todo segundo os nadadores salvadores na dela... eu vi ela a dormir na praia de costas para o mar. A miúda passou o tempo todo entregue a estranhos. O que poderia ter acontecido aquela menina. Aquela menina segundo a minha cunhada estava super carente de afectos. Tem uma mãe imatura, que passa o tempo a ver o telemóvel e a apanhar banhos de sol. Fomos o caminho para o carro e a menina ia ao lado da mãe a dizer adeus com a mão e a mãe com a cabeça no telemóvel.... e estavam prestes a passar a estrada. 

Só me fez lembrar um cachorro andar atrás de um dono que não lhe liga. Mas não era um cachorro mas sim uma menina de 5 anos que não fala, talvez porque a mãe não lhe ligue nenhuma. Bolas pah, a menina não me sai da cabeça, e por muito que ache que os meninos sofrem em casas de acolhimento para adopção. Esta menina estava mais segura numa casa de acolhimento do que com a própria mãe. 

E no final fiquei com raiva de mim mesma, porque não saber se poderia ligar a polícia a fazer ou não uma denúncia, mas depois não tinha dados da rapariga e se a polícia chega-se a praia e ela já tivesse ido embora. 

E com raiva dos nadadores salvadores, porque viram a situação durante aquela tarde, e não abordaram a miúda nem chamaram as autoridades.... 

Este era sem dúvida um dos casos que devia de ser sinalizado a Segurança Social, mais que não fosse para "ensinar" aquela rapariga que ser mãe é deixar a sua vida para o lado, principalmente quando se vai a praia, e que nem todos os estranhos com miúdos são pessoas "simpáticas". 

Só de pensar que alguém podia ter dito a menina que iam comer um gelado, ela ia e depois faziam-lhe mal... ainda para mais um criança que não fala. 

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