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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

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Não sei como ela consegue!

Li o livro "Não sei como ela consegue"


Kate Reddy trabalha numa das mais antigas e distintas instituições do coração financeiro de Londres, a Edwin Morgan Forster. Para esta mulher de sucesso o dia devia ter no mínimo 48 horas! É que ser casada e mãe de dois filhos exigentes não é tarefa fácil para quem quer manter-se no topo de uma empresa igualmente exigente. Kate está habituada a contar os segundos tal como as outras mulheres contam calorias, sendo apenas mais uma vítima da «falta de tempo» que afeta milhões de mães que trabalham neste início do século XXI. "Não Sei Como Ela Consegue" foi objeto de uma adaptação ao cinema, com estreia em 2011. Se fosse fácil, até os homens conseguiam!

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 Retirado da FNAC.PT

E não recomendo que vejam o filme e depois o livro pois pelo que vi pelo trailler não tem grande coisa haver com o livro, e a personagem no filme não demonstra a mulher forte que é Kate Reddy...

Mas de facto todas nós mulheres e homens deviam de ler este livro, porque de facto é sempre mais fácil um homem dedicar-se a sua profissão. Ainda é esperado, que seja a mãe a por e a ir buscar os filhos, ainda é esperado que as mães cozinhem os pratos favoritos dos filhos ou os saibam de cor. Que levem bolos para as vendas da escola, que saibam que roupa é que os filhos precisam e vestem, que actividades tem.

Mas se juntarmos isto a uma profissão muito exigente e pouco compreensiva com mães com filhos?! Algo vai ficar para trás, como dar atenção ao marido, a casa, aos filhos, lidar com dramas da ama e da empregada.

Aqui fala-se na primeira pessoa, o sentimento de culpa por não ver os filhos crescer, o sentimento de culpa de lidar com os filhos e marido como se de tarefas se tratassem.

Claro que existem casos e casos, mas na grande generalidade o homem assume automaticamente o segundo plano no que diz a cuidador do lar e dos filhos... até podem dizer ah mas o meu homem é quem cozinha, sim mas isso é só uma tarefa. O meu marido também faz muita coisa em casa, mas sou eu é que sei o que a M comeu ontem e tem de comer hoje, sou eu que sei roupa ela ainda tem sem sequer olhar para o armário porque memorizei toda a roupa que vestiu... ou veste... sou eu que fixo datas sem sequer precisar de um calendário para me recordar. Sou eu que decido o que ela veste, o B também sabe escolher roupa, mas pede-me sempre para eu escolher (aqui até confesso gostar de ser eu a fazer).

Claro que para eu cuidar de tudo isto, ele cuida das finanças da casa, é ele quem paga as contas, e quem faz as compras grandes do mês... somos nisto uma equipa, porque para eu conseguir ter cabeça para a casa e trabalho tive de delegar tarefas... e nisto nós mulheres ainda pecamos muito porque temos muita dificuldade em aceitar que os nossos maridos possam fazer qualquer coisa melhor ou tão bem como nós...

Nós mulheres é que queremos tudo, queremos igualdade, mas depois não deixamos que ela exista em casa, queremos independência financeira ao ponto de seremos nós mulheres que sabemos tudo o que existe para pagar, queremos ter sucesso profissional, queremos decorar a casa ao nosso gosto... nós é que sabemos como se limpa a casa, nós é que sabemos cozinhar, nós é que sabemos cuidar dos filhos... e por aí fora... e os homens obviamente habituam-se ou conformam-se com o papel secundário de ter uma carreira de sucesso (porque a cultura sempre foi de o homem ganha-pão) e quiça o ajudar a mulher a lidar com a casa, quando ela pede.

O que realmente aprendi com este livro, infelizmente não podemos ter tudo, se queremos ter uma carreira de sucesso que implique muitas viagens e horas de trabalho, não podemos crer ser o principal cuidador dos filhos. O que realmente interessa é as prioridades das pessoas e da família em si. Senão querem que os filhos sejam educados por terceiros, então alguém ou ambos tem de ceder no que se refere a ambição profissional.

E o que se aprende com isto tudo, que os filhos não querem saber de brinquedos caros, querem apenas que os pais tenham tempo para ir ao parque, ver filmes e ler histórias com os pais.

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