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Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Special Things by Me

Um blog sobre ser mãe, mulher e esposa. Um blog sobre os desafios da maternidade, sobre alimentação especial, um blog sobre tudo e sobre nada.

Eu ensino sim a partilhar

Novamente pelas redes sociais volto de novo a ver textos sobre o não ensinar os filhos a partilhar. Supostamente não devemos ensinar os nossos filhos a partilhar, porque em adultos não partilhamos os nossos objectos pessoais, como telemóvel, roupa entre outras coisas. Logo porque que os nossos filhos tem de partilhar só porque o outro está a chorar ou porque é bonito partilhar. 

Esta teoria até podia resultar na minha opinião se todas as crianças fossem altruístas e não egoístas. A criança nasce com zero aptidões sociais, a brincadeira e o modo como vê os pais e restantes ídolos adultos a comportar é como vão aprender a viver em sociedade. Os brinquedos são mais do que objectos pessoais, para mim existem objectos que não se cedem nem se emprestam, o oh-oh, o fofinho, a chucha, o ursinho especial... os ditos objectos de transição que a criança cria afecto, esses para mim são pessoais e só mesmo a criança pode decidir se os cede ou não. Os brinquedos para mim funcionam como descoberta do mundo, causa-efeito e acima de tudo quando em grupo ensina os a viver em sociedade, trabalhar em equipa, construir amizades, empatia. 

Obviamente que não se deve obrigar a partilhar só porque o outro menino esta a chorar, isso concordo transmite a mensagem de que a chorar se consegue tudo. Mas por exemplo se for um bebé que ainda não sabe pedir ou uma criança mais nova, podemos falar com os nossos filhos e explicar que o menino ou menina é pequenino e não sabe pedir, e se a criança aceita emprestar. Assim estamos a ensinar a empatia, o cuidado pelo mais novo.... não é obrigar. 

A M desde de cedo que se vê nesta posição de emprestar, partilhar... tem 3 primos da mesma idade dela, sempre que visita um dos avós é colocada numa realidade em que estão presentes crianças da idade dela e que tem brinquedos dos avós e brinquedos deles. Sim é um caos, ouvimos choros, birras e frustrações mas aos poucos levando a mesma teoria que os brinquedos rodam e que assim é mais divertido, tal como fazem na escola... eles aprendem que sim tenho os meus brinquedos, mas quando estou com amigos é mais giro brincar com um brinquedo novo ou brincar em grupo e para isso é preciso aprender a dar para receber. E digam lá nós não damos em adultos na esperança de receber, e quantas vezes damos sem esperar receber. Não estou a falar de bens materiais. A sociedade vive em modo de trocas, trocas de afectos, troca de alimentos, trabalhos, ajuda. Eu recebo ajuda e mais tarde ajudo quem me ajudou. Ajudo quem esta aflito... tenho empatia... sei trabalhar em equipa. Sei dar a minha família sem esperar nada em troca. Sei que para receber tenho de dar. Regras simples que começam cedo com a simples troca ou cedência de um brinquedo. 

Sim também ensino a M a respeitar, respeitar se o menino não quer emprestar... também não a forço a emprestar, mas mostro que assim não pode esperar que os outros lhe emprestem. Se é fácil não, nem sempre... com os primos sente mais rivalidade, tal como entre irmãos e por vezes temos de por um relógio para que o dito brinquedo rode... temos de repreender quando um tira um brinquedo sem perguntar primeiro se pode.. Sim dá trabalho, mas os resultados compensam ao fim de 3 anos de vida a M ontem a brincar na rua demonstrou que tudo nós como pais ensinamos dá frutos. 

A brincar na rua com amigos do prédio, cada qual com bicicletas e afins... no final ficou apenas ela e um menino com bicicleta os outros não tinham nada para brincar na rua... a M tinha a trotineta e a bicicleta, os meninos perguntavam se podiam andar e eu dizia perguntem a ela e a resposta foi sempre sim. Chegou a haver alturas que ela ficou sem nada para brincar... mas não se importou... e houve uma altura que ficou sem nada e perguntou ao menino se podia andar na bicicleta dele e ele disse que sim... e ela andou na bicicleta dele e ele depois andou na dela. Uma harmonia perfeita, uma hora um grupo de crianças a M a mais nova com 3 anos, outros com 5, outros com 7....e nenhum drama e nenhuma briga. 

Ora se eu tivesse ensinado a M que não se partilha, ou não tivesse mostrado como é mais divertido brincar em grupo e que para isso é preciso dar para receber... acham mesmo que teria assistido a isto?! Eu duvido, talvez se ela fosse uma criança muito empática por natureza, mas se tivesse uma criança mais egoísta iria criar um mostrinho que ia brincar sozinho porque os brinquedos são dele e de mais ninguém. 

Teorias há muitas mas esta do não ensinar os filhos a partilhar assusta e muito, porque existem pais que levam ao extremo de se o meu filho chegou primeiro ao baloiço e se existe outros brinquedos no parque disponíveis o meu filho não tem de sair do baloiço e dar a vez a outro que queira andar no baloiço, o outro que brinque nos restantes e talvez noutro dia consiga o baloiço. 

Sim é esta sociedade que estamos a ensinar, desculpa eu cheguei primeiro vou comer todas as bolachas da festa em vez de chegar e partilhar com todos as bolachas. Ou pior se vir alguém com fome não vou dar ou partilhar o meu almoço porque é meu. Será que os pais não pensam nas implicações futuras e que o que fazem hoje é fruto dos pais deles os terem ensinado a partilhar, a ser empáticos e a não ter o rei na barriga. Sim todos os miúdos acham que o sol nasce para eles, cabe aos pais ensinar que não o sol nasce para todos e que eles não são mais importantes que os outros mas sim iguais. 

Aquilo que nos esquecemos

Segundo filho, já não temos aquela sensação de impotência, de não sabermos o que fazer. Excepto quando a fase do choro ataca, aquilo que nos esquecemos do primeiro filho. Uns dizem que são cólicas, outros dizem que é o bebé a reagir ao stress do dia a dia. As primeiras birras do bebé. Sejam elas o que forem fazem os pais perder horas de sono, a mim principalmente fazem me sentir impotente, má mãe que não consegue acalmar o filho. Sim o segundo é mais fácil de cuidar, já sabemos ou que vamos, mas esquecemos muitas coisas. O marido diz que a irmã era pior. Da irmã só me lembro de ser ao fim do dia. Este tem períodos de irritabilidade tanto de noite sempre na mamada das duas da manhã e nos dias piores tem de manhã até a hora de almoço. Depois as mães tem o dom de nos fazer sentir mal, comentei num grupo de mães que usam slings, panos e mochilas os seus rebentos. Pergunto que tarefas fazem com eles já que o M acalma na ergobaby. Respondem muitas que não fazem aproveitam as sestas e arrumam a casa toda. Bebés das mesmas semanas que o meu. E eu olho e penso, bolas já faço mais com este do que com a irmã...porque não o fico a adorar a dormir. Mas sinto me completamente exausta para conseguir limpar a casa assim do nada....Este bebé demora muito a adormecer logo o intervalo de três a quatro horas diminui para duas horas. E é quando não bolsa imenso. E eu face a estes comentários penso fogo ou sou eu que sou má dona de casa. Ou tenho um filho demasiado exigente. Sim nisso eu e o pai concordamos a mais velha adormecia muito melhor e não acordava da mama para o berço. Este acorda ao por a arrotar e acorda ao mínimo movimento. Mas depois tem visitas e ferro no sono e todos dizem que anjinho tenho eu. Enfim é uma fase sei que passa, sei que o primeiro mês é o pior e vai melhorando até aos três meses, mas bolas a licença é tão curta para ter está fase tão cansativa.